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Laboratório vai “medir gotas d’água” para tornar irrigação mais eficiente

O Brasil abriga alguns dos maiores pivôs de irrigação em operação no mundo, equipamentos capazes de irrigar áreas equivalentes a centenas de campos de futebol. Mas, para aumentar a eficiência desses sistemas e reduzir perdas de água, a austríaca Komet Irrigation decidiu concentrar suas pesquisas na menor unidade do processo: uma gota d’água.

A empresa fabrica aspersores, que são dispositivos mecânicos que distribuem água sob pressão, fracionando o jato em pequenas gotas e simulando uma chuva artificial. 

E, agora, ela inaugura, em sua unidade brasileira, um laboratório dedicado a estudar o comportamento da água entre o momento em que ela deixa o aspersor e o instante em que atinge o solo. Embora a trajetória dure apenas alguns segundos, é nesse intervalo que ocorrem perdas por evaporação e pela ação do vento, fatores que podem comprometer a eficiência da irrigação.

A lógica é relativamente simples. Gotas muito pequenas permanecem mais tempo suspensas no ar e estão mais sujeitas à evaporação ou ao deslocamento pelo vento. Já gotas maiores chegam mais rapidamente ao solo, mas podem prejudicar a uniformidade da irrigação. 

O objetivo das pesquisas é identificar o ponto de equilíbrio entre esses fatores para otimizar o uso da água e para que o desenvolvimento das culturas irrigadas seja uniforme.

“Quando a gota sai do aspersor até chegar no solo, é uma trajetória de um a dois segundos, mas é aí que está toda a tecnologia”, disse Antônio Pires de Camargo, líder da área de engenharia de aplicação e sistemas digitais da Komet Irrigation.  

“Todos os aspersores vão quebrar as gotas em diferentes tamanhos, só que nunca foi muito compreendido como esses tamanhos interagem com o ambiente”, acrescentou.

Para isso, o laboratório foi estruturado para medir diferentes aspectos do processo de irrigação. Um dos sistemas avalia a quantidade de água que efetivamente chega à área desejada, permitindo calcular perdas associadas ao vento. Outro utiliza uma rede de coletores para medir a uniformidade da distribuição da água, produzindo uma espécie de “impressão digital” de cada aspersor. 

A estrutura também abriga um equipamento capaz de medir o espectro de gotas produzido por cada modelo. “Isso nos permite entender quais frações estão mais sujeitas à evaporação e quais têm maior probabilidade de chegar ao solo”, explicou Gustavo Hossri, diretor global de inovação e gerente geral Brasil e América Latina da Komet Irrigation. Estimativas iniciais mostram que aspersores em condições ideais podem ter até 5% de evaporação da água durante a irrigação, enquanto aspersores mais antigos ou degradados podem perder mais de 20% de água para o ambiente. 

Curva de eficiência

Outro foco das pesquisas é o desgaste dos aspersores ao longo da vida útil e o efeito sobre a distribuição da água. Conforme os componentes se desgastam, a água tende a se fragmentar em gotas menores, aumentando o potencial de evaporação. Para estudar esse processo, a empresa utiliza uma câmara de envelhecimento acelerado que simula anos de operação em um período reduzido.

Conforme o equipamento opera ao longo dos anos, o atrito provocado pela passagem contínua da água pode alterar suas características hidráulicas. Segundo Camargo, isso pode resultar na formação de gotas menores e, consequentemente, em maior suscetibilidade às perdas.

“O objetivo é entender exatamente em que momento o aspersor deixa de operar nas condições ideais”, disse o engenheiro.

Os dados obtidos no laboratório devem servir de base para uma nova geração de produtos. A intenção da Komet é desenvolver sensores capazes de monitorar o estado dos aspersores em tempo real e indicar ao produtor quando a eficiência da irrigação começa a cair.

A proposta vai além de apontar a necessidade de manutenção. Segundo Hossri, a ideia é transformar os aspersores em fontes de informação para o manejo da irrigação. “Não basta dizer que o aspersor está desgastado. O produtor precisa saber o que isso significa em termos de eficiência e produtividade”, afirmou.

De acordo com ele, a combinação entre sensores embarcados e informações meteorológicas poderá permitir estimativas mais precisas sobre perdas de água durante a operação. 

A expectativa da companhia é concluir os primeiros protótipos até o final deste ano e iniciar a comercialização da tecnologia a partir de 2027. “A partir do momento que a gente tem essa informação, num futuro muito próximo o aspersor vai virar uma fonte de dados ao vivo lá no campo”, afirmou Camargo.

Segundo estimativas apresentadas por Hossri, o Brasil possui cerca de 40 mil pivôs centrais em operação e instala aproximadamente 2 mil novas unidades por ano, com um grande potencial de crescimento. Países como os Estados Unidos, por exemplo, têm cerca de 300 mil pivôs.

A avaliação da companhia é que cerca de metade do parque instalado pode representar uma oportunidade para modernização, seja por substituição de aspersores, seja pela incorporação das novas tecnologias de monitoramento.

Centro de pesquisa e aplicação

O laboratório recebeu investimento de R$ 2 milhões. Segundo a Komet, a decisão de instalar a estrutura no Brasil está relacionada à relevância que o país passou a ter nas operações globais da companhia. 

Atualmente, o mercado brasileiro responde por cerca de 23% do faturamento mundial da empresa, embora a subsidiária local tenha sido criada apenas em 2018. A companhia afirma deter aproximadamente 35% do mercado brasileiro de novos pivôs centrais.

De acordo com Hossri, o desenvolvimento da engenharia mecânica dos equipamentos permanece concentrado na Áustria, onde fica a sede da Komet. Já as pesquisas voltadas à aplicação de água e ao desempenho dos sistemas de irrigação em campo passaram a ser conduzidas principalmente pela equipe brasileira.

Segundo ele, essa mudança reflete as características da agricultura tropical, que impõem condições operacionais distintas das observadas em mercados tradicionais de irrigação. “Aqui temos desafios de vento, temperatura, umidade e intensidade de uso que dificilmente encontramos em outros lugares”, afirmou.

Ainda de acordo com o executivo, o ambiente agrícola brasileiro tem servido como base para o desenvolvimento e a validação de novas tecnologias. Enquanto sistemas irrigados nos Estados Unidos costumam operar entre 500 e 600 horas por ano, áreas irrigadas no Brasil frequentemente superam 2,5 mil horas anuais. Em operações do setor sucroenergético, esse volume pode chegar a 5 mil horas por ano.

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Sabíamos que parágrafo extra de comunicado do Copom geraria surpresa, diz Picchetti


O diretor de Política Econômica e de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, fez uma longa explicação nesta quinta-feira, 25, sobre o mais recente comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), recebido negativamente pelo mercado. Segundo o diretor, a surpresa pode ter ocorrido porque o texto teve uma estrutura diferente da usual.

O Copom cortou a Selic de 14,5% para 14,25%, mesmo aumentando sua projeção de inflação para o horizonte relevante (3,5% para 3,7%). No comunicado, informou que a trajetória de política monetária necessária para assegurar a convergência no 4º trimestre de 2027 levaria a um IPCA abaixo da meta nos trimestres seguintes. Por isso, o comitê avaliou que “trajetórias alternativas” que levariam a inflação a 3% no 1º trimestre de 2028 ajudariam a não adicionar volatilidade à economia.

“A gente sabia que era uma decisão muito difícil pela conjuntura de toda incerteza, e pela deterioração do cenário que está expressa nesse balanço de riscos assimétrico altista”, disse Picchetti. “A gente optou pela transparência, porque era uma decisão que tinha de ser bem qualificada. E a gente achou que essa reação vinha no sentido de ser claro demais; e, na verdade, teve uma reação no sentido de falar que foi bastante confuso.”

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Segundo o diretor, o fato de o BC ter condensado uma série de discussões em um único parágrafo pode ter levado a uma dificuldade de entendimento, o que abre um debate sobre o “tamanho ótimo do comunicado”. No entanto, mesmo na ata do Copom, parte da sociedade continuou apontando dificuldade de compreender o texto – o que, para Picchetti, pode ser atribuído a uma falta de “guidance” para o futuro, ou ao fato de o Copom ter cortado mesmo apontando uma piora do cenário.

“Por estar num cenário bastante incerto, e a mudança de números de expectativas, de projeção e de leituras correntes entre o Relatório de Política Monetária passado e este, eu acho que fundamenta muito bem essa cautela por parte do Copom. A gente não vê valor esperado positivo em se comprometer com uma sinalização explícita nesse momento, que simplesmente nos tiraria graus de liberdade”, disse.

Ele acrescentou, ainda, que o BC optou por sinalizar o que ocorreria no primeiro trimestre de 2028 por considerar que a inflação seria puxada para cima por um choque de oferta, que se dissiparia até esse horizonte. Portanto, a relação custo-benefício seria mais alta do que de adotar uma trajetória de juros suficiente para forçar o IPCA à meta no quarto trimestre de 2026.

Picchetti ainda criticou a ideia de que o BC pudesse ter um viés dovish por se opor a obter uma inflação abaixo da meta por vários trimestres. “Eu queria deixar bem claro que, pela própria natureza do regime de meta, os intervalos de tolerância existem para acomodar eventuais desvios que são resultados de choques de oferta”, disse.



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Soja fecha em alta de 1,94% em Chicago com apoio das exportações

Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta quinta-feira (25) na Bolsa de Chicago. O vencimento de novembro avançou 1,94%, encerrando o dia cotado a US$ 11,57 por bushel.

Segundo a Datagro, o mercado foi impulsionado por um movimento de recuperação técnica após as perdas registradas nas últimas sessões. Os investidores também acompanham a previsão de uma onda de calor no Meio-Oeste dos Estados Unidos, importante região produtora da oleaginosa.

A Agrinvest destacou ainda que as exportações norte-americanas deram suporte às cotações. As vendas semanais divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) superaram as expectativas do mercado, somando 455,4 mil toneladas para a safra 2025/26 e 902,2 mil toneladas para a temporada 2026/27.

Os derivados também contribuíram para o avanço da soja. O óleo acompanhou a valorização do petróleo, enquanto o farelo recebeu suporte das incertezas em torno das greves na Argentina, que podem afetar os embarques do país e favorecer exportadores como Brasil e Estados Unidos.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram o pregão em alta na Bolsa de Chicago, o vencimento de dezembro subiu 1,90% e fechou negociado a US$ 4,43 por bushel.

De acordo com a consultoria Granar, o mercado interrompeu uma sequência de quatro sessões consecutivas de perdas. O movimento foi impulsionado principalmente pela atuação de fundos e especuladores, que aproveitaram os preços considerados excessivamente depreciados para recompor posições.

A recuperação do petróleo também colaborou para a valorização do cereal. Após oscilar acima dos US$ 70 por barril durante a madrugada, a commodity encerrou o dia próxima de US$ 71,80, contribuindo para melhorar o sentimento dos investidores nos mercados agrícolas.

Trigo

Os contratos futuros do trigo também avançaram nesta quinta-feira, com contrato para setembro registrando alta de 0,92%, fechando cotado a US$ 6,01 por bushel.

Segundo a Granar, parte do movimento foi resultado de compras técnicas realizadas por investidores que haviam liquidado posições nos últimos dias. Além disso, o mercado segue atento à intensa onda de calor que atinge diversas regiões da Europa.

As preocupações com possíveis impactos climáticos sobre as lavouras de trigo de ciclo mais tardio no continente reforçaram o suporte às cotações e ajudaram a sustentar os ganhos da commodity ao longo da sessão.

 

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Investimentos da deputada Lia Nogueira reforçam rede de atendimento a pessoas com deficiência na Capital

Emendas garantem recursos para o Cotolengo Sul-Mato-Grossense e a APAE, impactando diretamente famílias e serviços de reabilitação

Para muitas famílias, o acesso a tratamentos especializados, equipamentos adequados e atendimento humanizado representa muito mais do que assistência em saúde, significa dignidade, inclusão e a possibilidade de uma vida com mais qualidade. Por conta desta realidade, a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) destinou recursos por meio de emendas parlamentares ao Cotolengo Sul-Mato-Grossense e à APAE de Campo Grande, ampliando a capacidade de atendimento e beneficiando diretamente centenas de pacientes e suas famílias.


As entidades receberam um total de R$ 100 mil em investimentos destinados à aquisição de insumos e equipamentos essenciais para a manutenção e qualificação dos serviços oferecidos. O Cotolengo Sul-Mato-Grossense, fundado em 1996, é reconhecido pelo trabalho humanizado desenvolvido junto a crianças, jovens e adultos com paralisia cerebral grave e sequelas neurológicas, oriundos, em sua maioria, de famílias em situação de vulnerabilidade social. Ao longo de quase três décadas, a instituição construiu uma trajetória marcada pelo carinho, pela dedicação e pela promoção da saúde e da dignidade.


Para auxiliar na continuidade desse trabalho, a parlamentar destinou R$ 50 mil para a aquisição de materiais de consumo e permanentes, incluindo insumos essenciais para o atendimento diário dos pacientes.
Segundo o presidente do Cotolengo Sul-Mato-Grossense, Padre Valdeci Marcolino, os recursos chegam em um momento importante para a instituição e representam mais qualidade no atendimento prestado.
“Cada investimento recebido se transforma diretamente em cuidado. Quando conseguimos adquirir insumos e melhorar nossa estrutura, estamos garantindo mais conforto, mais segurança e melhores condições de tratamento para pessoas que dependem dos nossos serviços todos os dias. Esse apoio fortalece nossa missão e nos ajuda a continuar oferecendo um atendimento digno e humanizado”, destacou.


Outra entidade contemplada foi a APAE de Campo Grande, que há mais de 50 anos atua na defesa dos direitos das pessoas com deficiência e oferece serviços especializados por meio do Centro Especializado em Reabilitação (CER). A estrutura reúne profissionais de diversas áreas, como medicina especializada, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, enfermagem, nutrição e serviço social, promovendo atendimento integral aos usuários e suas famílias.


A emenda destinada à APAE possibilitou a aquisição de cinco computadores completos, equipamentos que irão modernizar processos internos e fortalecer a prestação dos serviços oferecidos pela instituição.
Durante a ocasião a deputada também conversou com mães atípicas sobre o projeto de sua autoria que prevê 60% de desconto no IPVA para famílias com pessoas com deficiência, incluindo autismo e síndrome de down, como forma de aliviar o orçamento familiar.


A mãe atípica Marina da Silva que mora nas Moreninhas atevessa a cidade todos os dias em busca de atendimento para o filho autista.
“O carro não é luxo, o meu filho entra em crise quando entra em veículos desconhecidos tanto em ônibus quanto em carro de aplicativo, por isso pra nós o automóvel é essencial e o desconto no IPVA ajuda muito, porque o que sobra pode ser usado com alimentação, além do combustível, que está caro. É um apoio importante para muitas famílias que vivem essa realidade”, afirmou.


A deputada estadual Lia Nogueira reforça que o olhar para a inclusão deve ir além da estrutura e dos recursos, envolvendo sensibilidade e compromisso social.
“Nenhuma família escolhe enfrentar desafios sozinha. Por isso, acredito que o poder público precisa estar presente, garantindo oportunidades, acolhimento e condições para que cada pessoa desenvolva seu potencial. Quando olhamos para a inclusão com sensibilidade, entendemos que não se trata apenas de assistência, mas de assegurar dignidade, respeito e pertencimento. Essa é uma causa que merece atenção permanente de toda a sociedade”, destacou a parlamentar.


Os recursos destinados reforçam principalmente as áreas da saúde e da assistência social, setores que concentram demandas crescentes e impactam diretamente a vida de milhares de sul-mato-grossenses. Os investimentos realizados no Cotolengo e na APAE fortalecem a capacidade de atendimento dessas instituições e demonstram a importância das parcerias entre o poder público e as entidades que atuam na linha de frente da promoção da inclusão e da cidadania.


Mais do que números, as emendas representam a continuidade de histórias de superação, acolhimento e cuidado, em que o acesso a direitos e o apoio às famílias se tornam fundamentais para garantir mais dignidade e qualidade de vida.

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Há confusão sobre o que é ser mais claro e comunicar o que se vai fazer, diz Galípolo


O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira, 25, que há uma confusão nas críticas feitas ao Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o que é ser mais claro no comunicado e o que é sinalizar o que vai fazer.

“Uma coisa não pode ser confundida com a outra, você pode ser mais claro no comunicado sem precisar comunicar o que você vai fazer”, disse Galípolo, que participa de coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre.

Ele diferenciou que há dois tipos de críticas ao Copom nesse momento. A primeira vem de setores que se contrapõem a uma taxa de juros significativamente restritiva e a segunda é comum em momentos de maior incerteza, nos quais há um desejo maior por algum tipo de guidance, pedidos de sinalização sobre o que o BC fará no futuro.

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Sobre essa segunda categoria, frisou que nenhum outro Banco Central está isso no atual momento, de incerteza, e que nem a literatura recomenda o uso de guidances em períodos de incerteza. “Pode ser contraproducente para a própria eficiência da política monetária”, disse.

Galípolo afirmou que o mercado está “no direito de pedir essa informação” e que o “BC vai preservar o seu direito de não dar essa informação quando ele achar que não interessa”. “Não porque estamos escondendo o que vamos fazer, mas porque em um ambiente como esse, a decisão será tomada daqui 40 dias na próxima reunião”, disse o presidente da autoridade monetária, que reiterou a importância de usar o tempo entre os encontros do Copom para coletar dados.



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Com serviços gratuitos, Programa MS em Ação chega a Nioaque neste fim de semana – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Secretaria de Estado da Cidadania (SEC), realiza, no próximo sábado (27) e domingo (28), a IX edição do Programa MS em Ação – Segurança e Cidadania, no município de Nioaque.

A ação reúne diversos órgãos e instituições para oferecer atendimentos gratuitos à população em um único local, facilitando o acesso a serviços públicos e promovendo cidadania, inclusão social e garantia de direitos. Durante os dois dias, os moradores poderão acessar serviços nas áreas de documentação, saúde, assistência jurídica, empregabilidade, educação, trânsito e segurança pública. Os atendimentos serão realizados na Escola Estadual Odete Ignez Resstel Villas Boas. Na oportunidade, será entregue um veículo que será utilizado nas atividades do Conselho Comunitário de Segurança Indígena local.

A expectativa para esta edição é ampliar ainda mais o alcance do programa junto às populações tradicionais do Estado. Pela primeira vez, o MS em Ação atenderá simultaneamente comunidades indígenas e quilombolas. De acordo com o Censo 2022 do IBGE, Nioaque possui 2.122 indígenas, pertencentes às etnias Terena, Atikun e Kinikinau, distribuídos nas aldeias Taboquinha, Brejão, Cabeceira, Água Branca e Vila Atikun. O município também abriga uma população quilombola de 350 pessoas, organizada nas comunidades das famílias Bulhões, Cardoso, Araújo Ribeiro e Romano Martins.

O secretário executivo de Segurança Pública da Sejusp, Wagner Ferreira da Silva, destaca que o programa fortalece a presença do Estado junto às comunidades e amplia o acesso da população a serviços essenciais. “Nioaque possui características muito específicas, com importantes comunidades indígenas e quilombolas, e nossa proposta é justamente aproximar os serviços públicos dessas populações, facilitando o acesso à documentação, saúde, orientação jurídica e demais atendimentos essenciais. É uma ação que une segurança pública e cidadania em benefício da população”, afirmou.

Para o secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, a ampliação do público atendido representa um avanço importante para o programa. “Nesta nona edição, damos mais um passo importante ao ampliar o atendimento para as comunidades quilombolas, além das comunidades indígenas já contempladas pelo programa. Essa expansão reafirma o compromisso do Governo do Estado em promover inclusão, reduzir desigualdades e assegurar que os serviços públicos cheguem a todos os territórios”, ressaltou.

Durante os dois dias de programação, a população terá acesso a uma ampla gama de serviços gratuitos, entre eles:

Documentação

  • Emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN);



  • Emissão de CPF;



  • Certidão de Residência;



  • Declaração de Atividade Rural pela Funai.

Saúde

  • Multivacinação;



  • Aferição de pressão arterial;



  • Atendimento odontológico básico;



  • Atendimento médico da PM, CBM e CGP.

Justiça e cidadania

  • Atendimento da Justiça Itinerante;



  • Abertura de ações cíveis de até R$ 32.420,00;



  • Demandas relacionadas a direito de família, divórcio, pensão alimentícia, cobranças e conflitos envolvendo empresas de telefonia e transporte aéreo

Para os atendimentos jurídicos, é necessário apresentar RG, CPF, comprovante de residência e informações da parte ré.

Trabalho e previdência

  • Orientações sobre benefícios previdenciários;



  • Encaminhamento para vagas de emprego;



  • Seguro-desemprego;



  • Carteira de Trabalho Digital.

Educação e prevenção

  • Palestras sobre prevenção à violência contra a mulher;



  • Orientações sobre os riscos do uso de cigarros eletrônicos e dispositivos vape;



  • Atividades de informática básica oferecidas pelo Senai.

Capacitação

  • Treinamento promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar para professores da rede de ensino sobre atendimento em situações de emergência envolvendo pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Exposições e lazer

  • Exposição de equipamentos do Corpo de Bombeiros Militar, DOF, Garras e Deleagro;



  • Exposição de aeronave da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA);



  • Brinquedos infláveis para o público infantil.

Participam da ação diversos órgãos estaduais, federais e instituições parceiras, entre eles a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a Secretaria de Estado de Educação (SED), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Receita Federal, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o Senai, o Senar, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e a Defensoria Pública do Estado.

Também estarão presentes as forças de segurança estaduais, incluindo a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Civil, o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), a Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA), a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), o Instituto de Identificação Gonçalo Pereira (IIGP), além de delegacias especializadas vinculadas à Sejusp.

Serviço

MS em Ação – Segurança e Cidadania
Local dos atendimentos:
Escola Estadual Odete Ignez Resstel Villas Boas
Endereço: Rua Quintino Bocaiúva, nº 1114 – Centro, Nioaque/MS
27 de junho (sábado): das 9h às 17h
28 de junho (domingo): das 8h às 16h

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp
Foto: Matheus Carvalho/SEC



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Cacau atinge pico de cinco meses em NY com preocupação sobre a safra

As condições climáticas na África Ocidental seguem impactando a safra de cacau e impulsionando as cotações futuras na bolsa de Nova York. Na sessão desta quinta-feira (25), o contrato para entrega em setembro registrou avanço de 5,51% e fechou precificado em US$ 5.247 por tonelada.

De acordo com a análise do Barchart os preços futuros estenderam a alta de duas semanas neste pregão, atingindo o maior patamar em 5,5 meses.

O mercado segue atento às fortes chuvas na Costa do Marfim e em Gana, que inundaram estradas e isolaram o acesso dos agricultores às fazendas e aos portos, ameaçando o abastecimento global.

“O acumulado de chuvas de junho até segunda-feira já atingiu níveis próximos à média típica para todo o mês em ambos os países. O excesso de umidade também aumenta o risco de podridão parda nos cacaueiros, reduzindo a produtividade e comprometendo a colheita”, informou o Barchart.

Café

O contrato futuro do café arábica para entrega em setembro fechou em queda de 0,29% e encerrou a sessão cotado em U$S 2,76 por libra-peso.

O Barchart apontou que o café arábica encerrou o dia consolidando abaixo da máxima de seis semanas. O mercado acompanha as chuvas que voltaram a cair no Brasil e estão atrasando a colheita de café no país e pressionando os preços para cima.

A empresa de meteorologia Climatempo informou que uma frente fria está trazendo chuvas para o sul do Brasil, com previsão de mais de 50 milímetros ao longo desta semana, o que limitará as atividades no campo e poderá reduzir a qualidade da safra de café.

Açúcar

Para o açúcar, a sessão foi de ligeiros ganhos com o contrato futuro do açúcar para entrega em outubro sendo negociado em 13,95 centavos de dólar a libra-peso, com uma alta de 0,57%.

A consultoria Czarnikow informou que o mercado de açúcar dos EUA permanece calmo, com preços inalterados. “Os compradores mantiveram-se cautelosos, concentrando-se nos contratos existentes para 2025-2026 e demonstrando pouco interesse em novos compromissos, enquanto alguns vendedores restringiram as ofertas à vista e priorizaram as reservas futuras”, reportou.

Além disso, o mercado está atento aos riscos tarifários relacionados à investigação do USTR (Representante Comercial dos EUA) e que impulsionaram algumas compras.

A consultoria ainda destacou que as tarifas podem chegar a 10 centavos de dólar por libra para o açúcar bruto e 20 centavos de dólar por libra para o açúcar refinado, além das tarifas já elevadas.

A Czarnikow  destacou que o açúcar não fazia parte inicialmente da investigação. Porém, muitos representantes da indústria e do governo têm pressionado o USTR para que inclua o açúcar na investigação mais ampla. Espera-se que o USTR conclua sua investigação e proponha medidas corretivas até o final de julho.

Algodão

O  contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou com avanço de 0,93% e foi precificado em 76,97 centavos de dólar a libra-peso.

O relatório de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado nesta manhã mostrou que 83.864 fardos de algodão para a safra 2025/26 foram vendidos até a semana passada.

Além disso, também foram registradas vendas de 67 mil fardos de algodão da nova safra nessa semana, o menor volume em seis semanas. Os embarques totalizaram 300 mil fardos, o maior volume em quatro semanas e um aumento de 46,64% em relação à mesma semana de 2025.

Suco de laranja

Já as negociações futuras do suco de laranja, a sessão foi de quedas. O vencimento futuro para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 2,77%, em que o contrato fechou negociado a US$ 1,42 por libra-peso.

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FMI se diz confiante com pagamento da Argentina mesmo após equipe sinalizar riscos


“A Argentina efetuou todos os seus pagamentos ao Fundo, e estamos confiantes de que ⁠continuará ‌fazendo-o”, afirmou Julie Kozack

25 Jun (Reuters) – O ⁠Fundo Monetário Internacional está ⁠confiante de que a Argentina continuará ‌pagando o que deve ao FMI, mesmo que um relatório de sua ‌própria equipe descreva a capacidade de pagamento como sujeita a riscos excepcionais.

“A Argentina efetuou todos os seus pagamentos ao Fundo, e estamos confiantes de que ⁠continuará ‌fazendo-o. Não temos nenhuma preocupação a ⁠esse respeito”, afirmou Julie Kozack, diretora do departamento de comunicações do FMI.

Ela destacou o “papel importante” das instituições financeiras internacionais e de outros bancos ​multilaterais de desenvolvimento no apoio às estratégias de financiamento de um ​país.

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No mês passado, porém, a equipe técnica do FMI sinalizou “riscos excepcionais” à capacidade de pagamento da Argentina.

“A capacidade da Argentina de honrar suas ‌obrigações perante o Fundo ​continua sujeita a riscos excepcionais e depende de sua capacidade de fortalecer a cobertura das reservas ⁠e ​recuperar o ​acesso ao mercado de maneira oportuna e sustentável”, escreveu ⁠a equipe do ​FMI em maio.

“O nível baixo de reservas líquidas da Argentina continua representando riscos para ​sua capacidade de pagamento, especialmente considerando as obrigações de dívida de ​curto prazo ⁠muito elevadas e a volatilidade potencial antes das ⁠eleições presidenciais de 2027.”

A Argentina enfrenta pagamentos de dívida de quase US$23 bilhões, incluindo ao FMI, em 2027.



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Corte dos EUA restringe processos de glifosato da Monsanto

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira (25), por 7 votos a 2, a favor da Monsanto, subsidiária da Bayer, em um caso relacionado ao herbicida Roundup, produto à base de glifosato. A decisão determina que pessoas não podem processar a empresa com base em leis estaduais alegando que o produto deveria trazer alertas adicionais sobre riscos à saúde, caso a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) já tenha aprovado o rótulo do produto sem essas advertências.

A maioria dos ministros entendeu que a Lei Federal de Inseticidas, Fungicidas e Rodenticidas impede que estados imponham exigências de rotulagem diferentes das aprovadas pela EPA.

A sentença representa uma vitória jurídica relevante para a Monsanto, subsidiária da Bayer, que enfrenta milhares de processos relacionados ao Roundup nos Estados Unidos desde que a IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer), vinculada à OMS (Organização Mundial da Saúde), classificou o glifosato em 2015 como “provavelmente carcinogênico para humanos”.

Desde então, diferentes tribunais americanos condenaram a empresa ao pagamento de indenizações a usuários que atribuíram casos de linfoma não Hodgkin à exposição ao herbicida. 

A Bayer, que adquiriu a Monsanto em 2018, já desembolsou bilhões de dólares em acordos e condenações judiciais relacionados ao produto.

A empresa sustenta que décadas de avaliações conduzidas por agências reguladoras em diversos países concluíram que o glifosato não apresenta risco de câncer quando utilizado conforme as orientações. A EPA mantém esse entendimento e tem reiterado que não considera necessário incluir advertências sobre carcinogenicidade nos rótulos do produto.

Por outro lado, críticos da substância apontam divergências entre estudos científicos e avaliações regulatórias. A classificação da IARC continua sendo uma das principais referências utilizadas em ações judiciais contra a fabricante, embora outras autoridades regulatórias, incluindo órgãos dos Estados Unidos, da União Europeia e de diversos países, tenham chegado a conclusões diferentes sobre o potencial carcinogênico do glifosato.

A decisão da Suprema Corte poderá dificultar novas ações judiciais baseadas na alegação de falta de advertência nos rótulos do Roundup. Ainda assim, o impacto exato dependerá da aplicação do entendimento pelos tribunais inferiores e de eventuais outras teses jurídicas que possam ser utilizadas por autores de processos futuros.

Em fevereiro deste ano, a Monsanto anunciou uma proposta de acordo coletivo nacional para lidar com reivindicações atuais e futuras relacionadas ao Roundup. A empresa informou que a iniciativa seguirá em paralelo à estratégia jurídica adotada nos tribunais.

O glifosato é o herbicida mais utilizado no mundo e tem papel central em sistemas agrícolas de larga escala, especialmente em cultivos geneticamente modificados resistentes à substância.

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Picchetti nega alongamento do horizonte relevante do Copom: “situação especial”


O diretor de Política Econômica e de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, negou nesta quinta-feira, 25, que o Comitê de Política Monetária (Copom) tenha feito um “alongamento” do horizonte relevante na última decisão, quando diminuiu a Selic de 14,50% para 14,25%.

“A gente não está alongando o horizonte relevante e a gente não pretende fazer isso, foi simplesmente uma situação muito especial que nos levou a chamar atenção para isso nesse conjunto de comunicados”, disse Picchetti, durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, divulgado nesta manhã.

Na última decisão, o Copom informou que a Selic necessária para levar o IPCA à meta no horizonte relevante, o quarto trimestre de 2027, ocasionaria volatilidade e resultaria em uma inflação abaixo da meta por vários trimestres. Por isso, foram avaliadas trajetórias alternativas, mirando o primeiro trimestre de 2028.

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O diretor acrescentou que o Copom não publica cenários alternativos em momentos como o atual, em que os condicionantes da inflação não têm estabilidade relevante. Hoje, o uso de um expediente como esse limitaria os graus de liberdade do BC e poderia sinalizar uma trajetória de juros que não é considerada a melhor pelo comitê, ele disse.



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