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JBS registra prejuízo líquido de US$ 102 milhões no 2º trimestre de 2026

A JBS registrou prejuízo líquido de US$ 102,1 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o lucro líquido de US$ 528,1 milhões apurado no mesmo período de 2025.

O lucro líquido ajustado somou US$ 218,3 milhões entre abril e junho, queda de 62,3% ante os US$ 578,4 milhões registrados um ano antes.

De abril a junho, o EBITDA ajustado chegou a US$ 1,257 bilhão, e a maioria das unidades de negócio da companhia apresentou melhora sequencial de rentabilidade, apesar dos desafios persistentes no segmento de carne bovina nos Estados Unidos.

A receita líquida alcançou US$ 23,90 bilhões no trimestre, alta de 14,00% ante os US$ 20,99 bilhões registrados no segundo trimestre de 2025. O crescimento foi puxado principalmente pela JBS Austrália, com alta de 30,0% no faturamento, pela JBS Brasil, com avanço de 28,0%, pela Seara, que cresceu 18,2%, e pela JBS América do Norte, com aumento de 14,2%. Segundo a companhia, o resultado reflete a capacidade de capturar demanda em mercados como China, Oriente Médio e Brasil.

O CAPEX, indicador dos investimentos realizados pela companhia, somou US$ 612,5 milhões no segundo trimestre, alta de 36,3% em relação aos US$ 449,5 milhões aplicados no mesmo período de 2025.

O fluxo de caixa livre ficou positivo em US$ 129,7 milhões no segundo trimestre, ante resultado negativo de US$ 54,9 milhões um ano antes.

A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA, encerrou o segundo trimestre em 3,10 vezes, acima das 2,27 vezes registradas no mesmo período de 2025, aumento de 0,83 vez.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, a JBS registrou receita líquida de US$ 45,51 bilhões.

Os investimentos somaram US$ 1,18 bilhão nos seis primeiros meses do ano, enquanto o fluxo de caixa livre acumulado ficou positivo em US$ 36,4 milhões.

De acordo com o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, a empresa voltou a registrar um ganho recorde. “Voltamos a registrar receita recorde, refletindo a força de nosso portfólio diversificado entre geografias, proteínas e marcas. Apesar das diferentes condições de mercado ao redor do mundo, nossas equipes operacionais mantiveram o foco em execução, eficiência e alocação disciplinada de capital”, afirmou em nota. 

Brasil

A JBS Brasil registrou receita líquida de US$ 4,59 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 28,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, o resultado representa um recorde de faturamento para um segundo trimestre, impulsionado pelo crescimento das exportações e pela forte demanda no mercado interno durante a Copa do Mundo.

O EBITDA da JBS Brasil somou US$ 269,2 milhões no trimestre, com margem de 5,9%. O desempenho operacional acompanhou o avanço da receita e contribuiu para o resultado consolidado da companhia no período.

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economia

Decreto para abertura de mercado de energia será assinado em breve, diz ministro


O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que nos próximos dias haverá a assinatura do decreto que regulamenta a abertura do mercado livre de energia elétrica para os consumidores de baixa tensão – residenciais e pequenas indústrias. Ele indicou que a norma poderá ser publicada nesta ou na próxima semana.

Em entrevista à CNN Money, ele também voltou a estimar uma redução de 20% a 22% na conta de luz, a partir de novembro de 2028, com a possibilidade de compra de energia diretamente dos comercializadores. Foi explicado ainda que esse porcentual não considera as parcelas fixas no balanço de custos para formação final da tarifa de energia.

Foi a lei sancionada pelo presidente Lula em novembro de 2025 que abriu a possibilidade de consumidores em tensão inferior a 2,3 kV (quilovolt) escolherem, a partir do próximo ano, o seu fornecedor de energia e negociarem condições específicas como preço, prazo, fonte geradora e volume contratado.

De acordo com o cronograma, até novembro de 2027 haverá a abertura para os consumidores das classes industrial e comercial na baixa tensão. Para os consumidores da classe residencial, o prazo é até novembro de 2028.

Os pequenos consumidores serão representados por comercializadores varejistas perante a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), entidade que viabiliza as operações de compra e venda de energia elétrica. Na hipótese de um comercializador perder a sua habilitação ou deixar o mercado, entra a figura do Supridor de Última Instância (SUI).

Ou seja, esse agente vai assumir o atendimento por um período temporário, no momento em que o consumidor poderá escolher um novo fornecedor. Na prática, sempre que um cliente ficar sem o fornecimento, ele será automaticamente alocado ao SUI da sua região. “Esse vai ter a garantia da compensação da parcela, caso haja necessidade”, disse Silveira nesta segunda-feira, sem entrar em detalhes.

O ministro também informou que governo avalia decretos para hidrogênio verde, estocagem de carbono e combustível sustentável de aviação. Ele não entrou em detalhes sobre essas outras normas infralegais.



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Soja sobe em Chicago com petróleo e expectativa de compras chinesas

A soja encerrou a segunda-feira (10) em alta na Bolsa de Chicago, recuperando parte das perdas registradas na semana anterior. O contrato para entrega em novembro avançou 0,28% e fechou o pregão cotado a US$ 11,79 por bushel.

Segundo a Granar, a recuperação dos preços foi sustentada pela valorização do petróleo e pela expectativa de que a China possa ampliar as compras da oleaginosa. O mercado acompanha a possibilidade de uma aproximação comercial durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington, prevista para o próximo mês.

O contrato do óleo de soja para setembro subiu US$ 28,44 e encerrou o dia a US$ 1.532,84 por tonelada. A alta ocorreu em grande parte como reação à valorização do petróleo, que avançou mais de 5% e passou a ser negociado próximo de US$ 82 por barril.

Apesar dos fatores positivos, o clima segue limitando uma alta mais expressiva da soja em Chicago. Além das chuvas registradas nesta segunda-feira, são esperadas novas precipitações ao longo da semana nas principais regiões produtoras de soja e milho dos Estados Unidos.

As condições climáticas podem melhorar o balanço hídrico dos solos e das lavouras em um período importante para a definição do potencial produtivo da soja americana. Com isso, o mercado permanece atento à evolução do clima e aos impactos sobre as perspectivas para a safra.

Milho

Os preços futuros do milho terminaram o dia praticamente estáveis na Bolsa de Chicago, com leve pressão negativa antes da divulgação das novas projeções para a safra dos Estados Unidos. O contrato para entrega em dezembro recuou 0,05% e fechou o pregão cotado a US$ 4,61 por bushel.

Segundo a Royal Rural, os investidores vêm ajustando posições antes da divulgação, na quarta-feira, das novas estimativas do governo americano para a produção agrícola. O relatório será acompanhado de perto pelo mercado, principalmente diante das condições recentes de clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

As chuvas registradas nas últimas semanas aumentaram a atenção dos investidores para o potencial produtivo das lavouras americanas. As novas projeções poderão recalibrar as expectativas para a produção de milho e soja no país e, consequentemente, influenciar a formação dos preços na Bolsa de Chicago.

Com a divulgação do relatório se aproximando, o mercado deve permanecer sensível às revisões nas estimativas de produtividade e produção, enquanto os investidores ajustam suas posições diante das novas informações sobre a safra americana.

Trigo

O trigo encerrou a segunda-feira em alta na Bolsa de Chicago, em meio à retomada das preocupações com os riscos para o fluxo de exportações no Mar Negro. O contrato para entrega em setembro avançou 0,12% e fechou o pregão cotado a US$ 6,40 por bushel.

Segundo a Royal Rural, o mercado voltou a incorporar um prêmio de risco aos preços diante do aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia. A guerra continua afetando navios, portos e terminais de exportação na região, que permanece entre as principais fontes de trigo para o mercado internacional.

Os ataques têm aumentado, mas o fluxo de grãos não foi interrompido. Rússia e Ucrânia continuam realizando embarques, embora em um ritmo mais lento, ao mesmo tempo em que avançam na colheita de safras consideradas grandes.

Esse cenário mantém o mercado atento ao equilíbrio entre a oferta elevada esperada para os dois países e os riscos logísticos provocados pelo conflito. Qualquer interrupção mais significativa nos embarques do Mar Negro pode aumentar a pressão sobre os preços internacionais do trigo.

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economia

BC avalia medidas para coibir xingamentos e ameaças em campo de mensagem do Pix


O Banco Central está estudando possíveis medidas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens em transações via Pix, de acordo com o Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, publicado nesta segunda-feira (dia 10). Segundo a autoridade monetária, as mensagens foram originalmente concebidas para que o pagador pudesse registrar informações objetivas sobre a transação, mas o campo tem sido utilizado, em algumas situações, como veículo para mensagens “ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras”, frequentemente associadas a transferências de valor irrisório.

Para avaliar como resolver o problema, o BC criou um grupo de trabalho no âmbito do Fórum Pix, que reúne associações que representam instituições financeiras, além de entidades da sociedade civil, para discutir o assunto.

O objetivo é debater alternativas e encaminhamentos voltados à preservação da integridade do instrumento e da boa experiência dos usuários, sem comprometer as características essenciais do Pix.

“Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens”, explicou o órgão, no relatório.

O assunto foi abordado na seção do documento que trata do futuro do Pix. O BC ainda avalia a incorporação de um modelo que permita pagamentos via Pix sem necessidade de conexão com a internet do usuário pagador. Além disso, prevê melhorias no Pix automático, o desenvolvimento do Pix garantia, para que fluxos futuros possam ser usados como garantia de empréstimo, principalmente para empresas.

O regulador financeiro também avalia uma série de ações para aumentar a segurança do meio de pagamento, como a criação de critérios objetivos mínimos para classificar uma operação como suspeita de fraude e obrigatoriedade de alerta de golpe pelas instituições financeiras.

De acordo com o relatório, em 2025, foram realizadas quase 80 bilhões de transações, movimentando mais de R$ 35 trilhões; 148 milhões de pessoas e 12,8 milhões de empresas fizeram ou receberam pelo menos um Pix.

A quantidade de pessoas representa cerca de 86% da população adulta brasileira. Atualmente, existem mais de 920 milhões de chaves Pix cadastradas, referentes a mais de 162 milhões de pessoas e a mais de 16 milhões de empresas.



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Caso Master: Iprev/Maceió aplicou R$ 97 mi no banco de Vorcaro


A Polícia Federal (PF) realizou nesta segunda-feira (10) uma operação com oito mandados de busca e apreensão contra o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (IPREV/Maceió) por supostas irregularidades em um investimento no total de R$ 97 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.

Os mandados foram expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os alvos foram oito pessoas físicas, a Iprev/Meceió e Crédito & Mercado de Valores Mobiliários Ltda.

A PF aponta que a governança do IPREV foi subvertida para favorecer o banco, aceitando propostas comerciais apresentadas pela própria instituição beneficiada, sem estudos comparativos independentes.

O aporte teria sido feito mediante duas operações: (i) R$ 80.000.000,00, em 6/12/2023, e (ii) R$ 17.000.000,00, em 13/5/2024.

O credenciamento do Banco Master foi considerado meramente formal, baseado apenas em materiais promocionais enviados pelo próprio emissor e sem qualquer diligência sobre sua solidez patrimonial ou riscos reputacionais.

A investigação também aponta como parte da negociação a Crédito & Mercado, consultoria de investimentos contratada para apoiar o IPREV. Segundo as investigações, ela participou ativamente da condução do credenciamento, da formação documental das operações e da elaboração/validação das análises financeiras que justificaram a compra dos títulos.

A autoridade policial sustenta que a atuação da consultoria representou uma “terceirização indevida da competência administrativa do IPREV“.

A Polícia Federal destaca que a Crédito & Mercado foi alvo da “Operação Rebote” em novembro de 2023, que investigou fraudes em outro regime de previdência municipal.

Além disso, Renan Foglia Calamia, apontado como dirigente e principal interlocutor técnico da consultoria, foi condenado em dezembro de 2025 por gestão temerária em fraudes cometidas contra o Instituto de Previdência de Santo Antônio de Posse/SP.

A polícia apura se, no caso de Maceió, ele repetiu o mesmo método ilícito, caracterizado pela emissão de pareceres de investimento padronizados, seleção dirigida de instituições financeiras, omissão de alertas prudenciais e eventual recebimento de remuneração paralela indevida.



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Saiba quem é Wesley Batista Filho, novo CEO global da JBS

Wesley Batista Filho, que assumirá o cargo de CEO Global da JBS em janeiro de 2027, chega ao comando da companhia após uma trajetória de 15 anos construída dentro da própria empresa. Ao longo desse período, o executivo passou por diferentes países, operações e segmentos, acumulando experiência em carne bovina, aves, suínos e alimentos preparados.

Atualmente CEO da JBS USA, Wesley lidera desde 2023 a principal plataforma da companhia em receita. A operação reúne negócios de carne bovina, suína e alimentos preparados, com mais de 60 unidades de produção distribuídas por 31 estados americanos e dezenas de milhares de funcionários.

A relação do executivo com a operação americana começou antes mesmo de assumir posições de comando. Wesley ingressou na JBS em 2011, como trainee na unidade de carne bovina da companhia em Greeley, no Colorado. Depois da experiência inicial nos Estados Unidos, retornou ao Brasil para trabalhar na área de exportação de carne bovina da JBS em São Paulo.

A carreira internacional avançou nos anos seguintes. Entre 2012 e 2013, Wesley assumiu a liderança das operações de carne bovina da companhia no Uruguai e no Paraguai. Na sequência, mudou-se para Calgary, no Canadá, onde foi presidente da JBS Canadá entre 2014 e 2015.

O próprio executivo costuma definir a primeira experiência de gestão no Uruguai como sua “escola de operação dos frigoríficos”. Naquele período, teve contato direto com diferentes etapas do negócio, incluindo compra de gado, produção e execução comercial, em uma experiência que ampliou sua visão sobre a operação de uma empresa de proteínas.

Em 2016, Wesley retornou a Greeley para comandar a JBS USA Fed Beef, então considerada a maior unidade de negócios da companhia no mundo. À frente da operação, passou a administrar uma das maiores plataformas de carne bovina do mercado global antes de voltar novamente ao Brasil.

Em 2018, assumiu o cargo de CEO da JBS Brasil. Dois anos depois, passou também a comandar a Seara, negócio da companhia voltado à produção de aves, suínos e alimentos preparados, mantendo simultaneamente a responsabilidade pela operação brasileira.

O período à frente da JBS Brasil foi marcado pela expansão dos negócios e pela diversificação das operações. Entre 2018 e 2021, a receita líquida anual da unidade praticamente dobrou, passando de aproximadamente R$ 27,6 bilhões para R$ 53,8 bilhões. No mesmo intervalo, a margem Ebitda avançou de 4,5% para 7,4%.

Durante a gestão, a JBS Brasil também fortaleceu a plataforma de exportação e ampliou a atuação em negócios de maior valor agregado, como colágeno e biodiesel.

Na Seara, o movimento foi semelhante, com uma estratégia de ampliação do portfólio e avanço em produtos de maior valor agregado. No primeiro ano de Wesley à frente do negócio, a receita líquida cresceu mais de 31%, enquanto o Ebitda avançou quase 88%. Em 2021, a receita anual da Seara havia alcançado R$ 36,5 bilhões.

A companhia ampliou a presença da Seara em alimentos preparados e categorias premium, fortaleceu o portfólio de marcas e expandiu a atuação em alimentos congelados. Nesse processo, a empresa também adquiriu os negócios de margarinas e maioneses da Bunge, incorporando as marcas Delícia, Primor e Gradina.

A expansão foi acompanhada por um ciclo de investimentos. Entre 2021 e 2025, a Seara investiu R$ 10,2 bilhões para ampliar capacidade, modernizar unidades e acelerar o crescimento em produtos de maior valor agregado. O programa elevou em 40% a capacidade de produção de suínos, em 15% a de aves e em 18% a de produtos de maior valor agregado, além de ampliar em 33% o volume de desossa.

Entre 2024 e 2025, as iniciativas implementadas na operação geraram R$ 3 bilhões em ganhos de eficiência operacional.

Wesley também esteve à frente das operações brasileiras durante a pandemia de Covid-19. Nesse período, a JBS manteve a produção de alimentos e implementou protocolos de saúde e segurança em suas unidades. A companhia também lançou o programa Fazer o Bem Faz Bem, que recebeu investimentos de R$ 400 milhões e apoiou mais de 300 municípios com equipamentos de saúde, ambulâncias, doações de alimentos e investimentos em infraestrutura.

Em 2022, Wesley deixou a liderança direta da JBS Brasil e da Seara para assumir o cargo de Presidente Global de Operações. A nova posição ampliou sua responsabilidade para os negócios da companhia na América do Norte, América do Sul, Europa e Oceania.

Na função, passou a acompanhar o desempenho operacional de diferentes negócios de proteínas e alimentos preparados em diversas regiões do mundo. A experiência antecedeu seu retorno aos Estados Unidos, em 2023, para assumir o comando da JBS USA.

A volta a Greeley marcou a terceira passagem do executivo pela cidade. Desta vez, Wesley assumiu a liderança do maior negócio da JBS em receita e de uma das maiores empresas de alimentos dos Estados Unidos.

A chegada ao comando da JBS USA ocorreu em um momento particularmente desafiador para a indústria americana de carne bovina. O mercado enfrentava uma oferta mais restrita de gado e custos elevados dos animais, fatores que pressionavam as margens dos frigoríficos.

Nesse cenário, a operação de carne bovina da JBS na América do Norte apresentou melhora de desempenho em 2024, com crescimento de receita e retorno ao Ebitda ajustado positivo, mesmo diante da continuidade das restrições relacionadas à oferta de gado.

A companhia também iniciou um programa operacional de vários anos para reduzir em aproximadamente três pontos percentuais a diferença de margem Ebitda ajustada em relação aos concorrentes. Entre as iniciativas estão medidas comerciais, melhoria de rendimento, aumento de produtividade e ganhos de eficiência operacional.

A estratégia foi acompanhada por mais de US$ 400 milhões em investimentos anunciados para ampliar capacidade, melhorar a eficiência e fortalecer negócios de maior valor agregado. Entre os projetos estão investimentos nas operações de carne bovina em Cactus, no Texas, e em Greeley, no Colorado, além da aquisição e expansão de uma unidade de alimentos preparados e da construção de uma nova fábrica de linguiças frescas em Perry, Iowa.

A trajetória de Wesley Batista Filho, portanto, combina experiência operacional e atuação internacional. Em 15 anos de JBS, o executivo passou por Brasil, Estados Unidos, Canadá, Uruguai e Paraguai, ocupou posições de liderança em diferentes segmentos e comandou operações em momentos distintos dos ciclos de proteínas.

A sucessão no comando global representa, assim, a chegada ao topo da companhia de um executivo formado dentro da própria JBS e que passou por diferentes áreas antes de assumir a maior operação em receita do grupo.

Wesley sucederá Gilberto Tomazoni, que está à frente da JBS desde 2017. A partir de janeiro de 2027, Tomazoni deixará o cargo de CEO Global e passará a atuar como Vice Chairman do Conselho de Administração e Senior Advisor da companhia.

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BC estuda conectar Pix a sistemas de pagamento de outros países


O Banco Central afirmou nesta segunda-feira que ‌avalia a interligação do Pix com sistemas de pagamentos instantâneos de outros países, argumentando ‌que a iniciativa geraria maior eficiência e menor custo de transações, em meio a ataques do governo dos Estados Unidos contra o modelo brasileiro.

A medida seria um passo ⁠adicional ‌em relação ao monitoramento já feito ⁠atualmente pelo BC de transações feitas com Pix em outros países a partir de parcerias entre instituições financeiras privadas do Brasil e estrangeiras.

“Estão em discussão tanto ​interligações bilaterais como a participação em ‘hubs’ multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas ​internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, afirmou a autarquia em seu relatório de gestão do Pix.

No ‌último relatório do tipo, publicado ​em 2023, a autoridade monetária afirmava apenas que o Pix poderia ‘permitir, no futuro, a integração com sistemas de ⁠pagamentos ​instantâneos internacionais’, sem ​entrar em detalhes.

O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos entrou ⁠recentemente no alvo dos ​Estados Unidos, que implementou uma tarifa de 25% sobre a importação de uma série de ​produtos do Brasil para combater o que chamou de práticas comerciais desleais, ​citando entre elas ⁠o Pix.

No relatório desta segunda-feira, o BC argumentou que ⁠a interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem o potencial de diminuir tarifas, aumentar velocidade, ampliar acesso e melhorar a transparência de transações transfronteiriças.



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JBS anuncia Wesley Batista Filho como novo CEO global a partir de 2027

A JBS anunciou nesta segunda-feira (10) que Wesley Batista Filho assumirá o cargo de CEO Global da companhia a partir de janeiro de 2027. A mudança faz parte de um processo planejado de sucessão e marca a transição de liderança após oito anos de Gilberto Tomazoni no comando global da empresa.

Tomazoni deixará a posição de CEO após 14 anos de atuação na JBS. Nos próximos cinco meses, ele continuará à frente da companhia para conduzir o processo de transição. A partir de janeiro, assumirá as funções de Vice Chairman do Conselho de Administração e Senior Advisor da JBS.

Além disso, Tomazoni continuará como Chairman do Conselho de Administração da Pilgrim’s Pride Corporation, companhia controlada pela JBS, e assumirá a Presidência do Conselho do Instituto J&F, instituição voltada à formação e ao desenvolvimento da próxima geração de líderes empresariais.

Durante a gestão de Tomazoni, a JBS passou por um processo de expansão e diversificação de seus negócios. Segundo a companhia, a receita cresceu 73% no período, de US$ 49,7 bilhões para US$ 86,2 bilhões. A empresa também ampliou sua atuação para novas categorias de proteínas, fortaleceu o portfólio de marcas e produtos de maior valor agregado e realizou investimentos em biotecnologia.

Outro marco do período foi a conquista do grau de investimento pela companhia e a conclusão da listagem da JBS na Bolsa de Valores de Nova York, a NYSE. Para a empresa, os movimentos contribuíram para ampliar o acesso ao mercado de capitais e preparar a companhia para uma nova etapa de crescimento global.

Wesley Batista Filho iniciou sua carreira na JBS há 15 anos e passou por diferentes áreas e operações da companhia. Ao longo da trajetória, ocupou posições como CEO da JBS Brasil e presidente da Seara. Desde 2023, ele é CEO da JBS USA, operação que responde por mais da metade da receita da companhia.

Em comunicado, Tomazoni destacou a experiência de Wesley em diferentes mercados e áreas da JBS como um dos fatores para a escolha do executivo como seu sucessor. Segundo ele, Wesley começou na base da operação, comandou a JBS Brasil e a Seara e, nos últimos três anos, liderou a operação nos Estados Unidos.

Na avaliação de Tomazoni, durante o período em que esteve à frente da JBS USA, Wesley fortaleceu o negócio, aumentou a competitividade e promoveu avanços estratégicos nas operações americanas.

“Wesley construiu uma trajetória de sucesso na JBS e conhece profundamente o nosso negócio”, afirmou Tomazoni. Segundo ele, o executivo conhece a cultura e as pessoas da companhia e está preparado para conduzir a empresa em seu próximo ciclo de crescimento.

Wesley Batista Filho também destacou a relação profissional construída com Tomazoni ao longo de mais de uma década. Ao assumir o comando global, afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho realizado nos últimos anos e manter como prioridades as equipes, os clientes, os produtores parceiros, a excelência operacional e a geração de valor de longo prazo para os acionistas.

“Sinto-me honrado por assumir essa responsabilidade e dar continuidade ao extraordinário trabalho realizado por Tomazoni durante sua gestão como CEO”, afirmou Wesley.

O executivo também ressaltou que os dois construíram uma visão compartilhada para a companhia, baseada nos valores da JBS, e disse estar preparado para trabalhar com as equipes da empresa em diferentes países para fortalecer a companhia.

Tomazoni, por sua vez, afirmou que considera o momento adequado para a JBS iniciar um novo capítulo sob o comando de Wesley. Segundo o executivo, a empresa está atualmente mais forte, diversificada e preparada para o futuro do que em outros momentos de sua história.

“Foi uma honra liderar esta grande Companhia nos últimos oito anos”, disse Tomazoni. Ele também agradeceu aos funcionários, clientes, produtores parceiros e acionistas pelo apoio durante sua gestão e desejou sucesso ao sucessor.

A transição ocorrerá ao longo dos próximos cinco meses, com Tomazoni permanecendo na função de CEO Global até o fim de 2026. Wesley Batista Filho assumirá oficialmente o comando global da JBS em janeiro de 2027.

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Índia pode restringir uso da cana para a produção de etanol; preço do açúcar assusta


Mumbai/Nova Délhi – A Índia está considerando restringir a quantidade de cana-de-açúcar utilizada para a produção de etanol na safra que começa em outubro, a fim de aumentar a produção de açúcar e tentar acalmar os preços recordes no país, segundo informaram fontes do governo e do setor.

A redução das chuvas em Maharashtra e Karnataka, os maiores Estados produtores de cana-de-açúcar da Índia, gerou preocupações quanto à produção de açúcar no próximo ano, disseram as fontes, que preferiram não se identificar porque as deliberações não são públicas.

Leia também: EUA reduzem cota de açúcar do Brasil e condicionam reversão a acordo comercial

Elas afirmaram que priorizar o abastecimento de açúcar em detrimento do etanol poderia ajudar a Índia a evitar importações de açúcar, aumentando a oferta interna à medida que a produção cai, e que uma decisão sobre o assunto poderia ser tomada até o final do próximo mês.

Um porta-voz do governo não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.

As usinas desviaram cerca de 3 milhões de toneladas métricas de açúcar, ou cerca de 10% da produção total, para a produção de etanol durante o ano corrente, até o final de setembro.

Restringir essa prática na próxima safra poderia adicionar um volume semelhante ao abastecimento doméstico de açúcar, compensando a queda esperada na produção devido às chuvas fracas nos principais Estados produtores de cana, disseram as fontes.

Leia também: O equilíbrio da Jalles entre etanol e açúcar – e oportunidades com refrigerantes

Açúcar subiu 10% em julho

Os preços do açúcar na Índia subiram cerca de 10% no último mês, atingindo um recorde histórico, e devem permanecer elevados por pelo menos os próximos três meses, à medida que a oferta se torna mais escassa e a demanda da temporada de festivais indianos — quando as pessoas viajam mais — ganha força, informou a Reuters na semana passada.

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Para manter em andamento seu programa de mistura de 20% de etanol na gasolina, o governo precisaria aumentar o uso de milho e arroz na produção de etanol para compensar a redução na quantidade proveniente da cana-de-açúcar. Os estoques de milho e arroz são abundantes.

Fontes com conhecimento direto do assunto afirmaram que as usinas seriam solicitadas a interromper a produção de etanol a partir do caldo de cana e do melaço B, um subproduto com teor relativamente alto de açúcar.

Em vez disso, as usinas teriam permissão para produzir etanol principalmente a partir de melaço C, um subproduto que resta após a extração da maior parte do açúcar, afirmaram.

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Leia também: Safra forte no Brasil derruba preços do açúcar mesmo com usinas priorizando etanol

A alocação de etanol para a indústria açucareira na safra que começa em novembro deverá ser finalizada antes do início da temporada; depois disso, os revendedores estatais de combustíveis abrirão licitações para a compra de etanol, disseram as fontes.

Nova Délhi já proibiu as exportações de açúcar e, no mês passado, impôs limites aos estoques que os comerciantes podem manter.

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É improvável que as novas restrições em análise prejudiquem significativamente a indústria açucareira, pois espera-se que as usinas obtenham mais lucros com a produção e venda de açúcar do que com o desvio da cana-de-açúcar para a produção de etanol, afirmaram autoridades do setor.



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Itamaraty diz que não há brasileiros entre as vítimas do terremoto na Colômbia


O Itamaraty afirmou nesta segunda-feira (10) que, até o momento, não há registros de brasileiros entre as vítimas do terremoto que aconteceu na Colômbia nesta manhã.

Segundo o minsitério, o governo brasileiro tomou conhecimento, “com profundo pesar”, das perdas humanas e materiais causadas pelo terremoto.

“O Brasil manifesta solidariedade ao governo e ao povo colombianos e faz votos de plena recuperação aos feridos. O Brasil acompanha, com atenção, os esforços de busca e de assistência às populações afetadas e manifesta sua disposição de colaborar, na medida de suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência”.Itamaraty

Eles afirmaram ainda que o plantão consular do Itamaraty em Bogotá permanece à disposição para prestar assistência a cidadãos brasileiros que foram afetados pelo desastre.

Terremoto na Colômbia

Um forte terremoto de 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira e foi sentido com intensidade em grandes cidades como Bogotá e Cali. Pelo menos 82 pessoas morreram no país, segundo a agência de notícias Reuters.

O epicentro do terremoto registrado por volta das 7h34 (hora local) ocorreu a cinco quilômetros a leste de San José del Palmar, em Chocó (oeste), e atingiu uma profundidade de 107 quilômetros, conforme informou o Serviço Geológico da Colômbia e dos Estados Unidos em um relatório preliminar. Não foi emitido um alerta de tsunami.

A governadora de Chocó, Nubia Córdoba, declarou nas redes sociais que em Quibdó, capital do departamento, houve “feridos” e “danos graves nas edificações”.

Terremoto sentido em Manaus

O terremoto registrado na Colômbia também foi sentido em localidades de Manaus, no Amazonas. Conforme a Defesa Civil, o Edifício Palácio do Comércio, no centro, precisou ser esvaziado por questões de segurança. Não há registro de feridos.

Segundo o órgão, as inspeções estruturais se concentram principalmente nos bairros Adrianópolis, Aleixo e centro. Edifícios residenciais também foram esvaziados por medidas preventivas.

*Com informações da AFP



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