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Grupo para mitigar impactos do clima deve apresentar propostas essa semana

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participaram da abertura do 25 Congresso da Abag, realizado nesta segunda-feira (10) em São Paulo, representando o Governo Federal.

Durante a fala, na abertura do congresso, o vice-presidente citou os investimentos feitos na reativação de plantas de fertilizantes em Mato grosso do Sul e na Bahia e sobre reforma tributária. Afirmou que a unificação de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) deve desonerar a cesta básica, os investimentos e as exportações. Segundo o vice-presidente, estudos do Ipea apontam que, em 15 anos, a reforma pode elevar o PIB em 12%, os investimentos em 14% e as exportações em 17%.

Sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos, Alckmin defendeu a continuidade das negociações, citando que o Brasil aplica tarifa média de 3,1% a produtos americanos, enquanto 70% dos itens mais exportados pelos EUA ao país já entram com isenção.

Alckmin deixou o evento sem conversar com a imprensa.

Diferente do ministro André de Paula. Em conversa rápida o representante da pasta da Agricultura e Pecuária falou sobre os trabalhos preventivos diante dos desafios climáticos extremos para os próximos meses. Com foco especial na redução dos impactos do fenômeno El Niño sobre o agro.

“Ainda esta semana o grupo de trabalho vai nos apresentar um conjunto de propostas, e ainda vão ter a oportunidade de internalizar essas ações”, afirmou André de Paula, sobre o grupo de trabalho multissetorial, criado pelo governo, para debater diretrizes de enfrentamento e antecipar cenários que possam afetar a agropecuária, tanto familiar quanto empresarial.

De acordo com o ministro, as ações preventivas visam abranger o curto, o médio e o longo prazo independentemente da intensidade do evento climático.

O governo articula um conjunto de medidas financeiras e técnicas para dar suporte aos produtores afetados. E secretarias especializadas do Mapa, e órgãos de pesquisas, deverão mensurar os riscos do excesso ou de escassez hídrica.

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Japão anuncia US$ 2,3 tri em investimentos e ministro diz que iene vai se fortalecer


Os planos de gastos do Japão proporcionarão um impulso de longo prazo para o iene, disse o ministro da Estratégia de Crescimento do Japão, Minoru Kiuchi, rebatendo as preocupações do mercado sobre as finanças do país.

“A política fiscal japonesa não é tão expansionista quanto se pensa, porque damos grande importância à sustentabilidade”, disse Kiuchi à Bloomberg Television nesta segunda-feira, destacando os esforços para avançar em direção ao padrão mais “internacional” de medir a dívida como proporção da produção econômica.

A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou uma série de planos de gastos na tentativa de reavivar a economia japonesa, gerando preocupações sobre onde ela encontrará o financiamento.

Kiuchi minimizou o peso de seu plano sem precedentes de canalizar ¥ 370 trilhões (US$ 2,3 trilhões) em investimentos para setores críticos ao longo de 14 anos. Apoiar indústrias que vão de inteligência artificial e semicondutores a jogos era necessário para o crescimento nacional, disse ele, defendendo o roteiro que ajudou a redigir.

“À medida que o investimento no Japão e em ativos denominados em iene aumentar, a demanda pelo iene naturalmente subirá”, explicou Kiuchi, em comentários que ocorrem no momento em que o impacto de uma rara intervenção conjunta com os EUA para fortalecer o iene começa a desaparecer.

O financiamento de um corte de dois anos no imposto sobre vendas, projetado para custar cerca de ¥ 5 trilhões por ano, também não era tão problemático, disse ele. “Não é tão difícil garantir ¥ 5 trilhões”, afirmou, indicando que uma reestruturação em larga escala das receitas e despesas do governo gerará economias que podem ser usadas para esse fim.

Tocando brevemente na política monetária, Kiuchi disse que o Banco do Japão (BOJ) estava fazendo um bom trabalho, uma possível indicação de que ele não se opõe fortemente a um aumento de curto prazo nas taxas de juros, enquanto as expectativas de um movimento em setembro ou outubro continuam ganhando força.

Os comentários de Kiuchi ocorrem enquanto os participantes do mercado continuam a duvidar dos planos de gastos de Takaichi e da influência percebida do governo sobre o banco central. Essas preocupações continuaram a aumentar após o esboço da estratégia de crescimento.

O roteiro, divulgado no final de junho, abrange 17 indústrias. Mas o governo ainda não revelou quanto do investimento virá do setor público.

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“Não vamos investir para produzir mangas ou mamões ou algo assim”, disse Kiuchi. Em vez disso, o investimento será direcionado para áreas onde o Japão não pode perder sua competitividade global e ajudará a fortalecer a produtividade do país, sua base tributária e a moeda após anos de subinvestimento, disse ele.

Kiuchi foi responsável pela elaboração do plano econômico e fiscal anual deste ano, no qual o governo buscou redefinir sua abordagem para gerenciar as finanças do país por meio de orçamentos plurianuais e da mudança para o índice dívida/PIB, abandonando o equilíbrio anual do orçamento primário.

O rascunho inicial desse plano causou uma reação negativa do mercado depois de dar a impressão de que o governo queria influenciar a política do banco central para mantê-la alinhada com os planos do governo. A reação do mercado levou a revisões do plano, incluindo uma nota destacando a independência do banco central.

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O episódio reforçou a impressão de que Kiuchi, como um dos membros mais pró-crescimento do gabinete, preferiria que o BOJ fosse lento nos aumentos das taxas de juros. Kiuchi compareceu repetidamente às reuniões de política do banco central para apresentar o ponto de vista do governo.

A sinalização mais recente do banco central sugere que ele pode estar prestes a acelerar o ritmo. Um resumo das opiniões da reunião de julho do BOJ divulgado nesta segunda-feira continha uma série de comentários hawkish apontando para um ritmo mais rápido de aumentos de taxas e até mesmo a possibilidade de movimentos maiores.

Perguntado se achava que o BOJ estava fazendo um bom trabalho, ele disse: “Acho que sim”. Quando pressionado sobre se aceitaria um aumento precoce das taxas, Kiuchi recorreu às suas anotações sobre a posição padrão do governo em relação à política monetária.

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“Respeitamos a independência do banco e deixamos os métodos de condução da política a cargo do BOJ”, disse ele.

Kiuchi, ex-funcionário do Ministério das Relações Exteriores que se tornou parlamentar do PLD em 2003, refletiu sobre o que descreveu como uma carreira política com altos e baixos. Ele se rebelou contra seu próprio partido por causa da privatização do serviço postal japonês e perdeu sua cadeira em Shizuoka para a atual ministra das Finanças, Satsuki Katayama, em 2005. Ele a enfrentou novamente como candidato independente na eleição seguinte e venceu, antes de se juntar novamente ao partido. A rivalidade continua no nível do gabinete.

Voltando aos objetivos mais amplos do governo, ele reiterou que Takaichi está tentando perseguir dois objetivos ao mesmo tempo: construir uma economia forte enquanto mantém a estabilidade fiscal.

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“Por favor, acreditem em mim”, disse ele. “Essa é a essência das finanças públicas pró-ativas responsáveis e o cerne dessa mudança histórica.”

© 2026 Bloomberg L.P.



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Frente fria derruba temperatura nesta segunda em SP; veja previsão para a semana


A chegada de uma frente fria nesta segunda-feira (10) provoca queda nas temperaturas no sul e no leste de São Paulo, incluindo a região metropolitana, além de começar a aliviar o calor em outras áreas do Sudeste. O sistema meteorológico deve amenizar as marcas registradas nos últimos dias.

De acordo com o Climatempo, a segunda-feira terá aumento de nebulosidade e ventos frios na Grande São Paulo, no Vale do Paraíba e no litoral paulista. A queda nas temperaturas deve se estender até terça-feira (11) no leste paulista, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em áreas do sul e leste de Minas Gerais, como a Zona da Mata.

O ar frio atinge outras regiões de forma mais fraca. Até terça-feira, o vento chega a Belo Horizonte, Goiânia e Brasília, o que favorece uma pequena queda nas temperaturas, embora a sensação de calor permaneça. No Centro-Oeste, o oeste e o sul de Mato Grosso também registram um declínio temporário e suave.

Recordes no fim de semana

A mudança nas condições do tempo ocorre após um domingo (9) de temperaturas extremamente altas em diversos estados. Cidades como Peixe (TO) e Campos dos Goytacazes (RJ) registraram máxima de 40°C.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o calor provocou recordes de temperatura para o ano de 2026 em várias capitais:

  • Cuiabá (MT): 39,5°C (superando os 38,8°C registrados no sábado, dia 8);
  • Goiânia (GO): 36,2°C (superando os 36,0°C de fevereiro);
  • Belo Horizonte (MG): 34,4°C na estação da Pampulha (superando os 33,8°C de janeiro);
  • Brasília (DF): 31,9°C (superando os 31,3°C de sábado, dia 8);
  • Teresina (PI) igualou a máxima do ano com 37,0°C, enquanto Palmas (TO) registrou 38,4°C.

De acordo com os meteorologistas, o calor acima da média no inverno do centro-norte do país é influenciado pela escassez de nuvens e de chuva, associada ao predomínio de ventos quentes e à ausência de massas de ar frio recentes.

O aquecimento também é favorecido pelo aumento gradual da insolação no Hemisfério Sul após o solstício de inverno, ocorrido em junho.



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FriGol amplia operação em Rondônia com baixo Capex e mira nos EUA

A FriGol aposta na expansão da operação em Rondônia para aumentar o volume de produção sem realizar grandes investimentos na compra ou construção de novas plantas.

O modelo adotado pela empresa prevê contratos de prestação de serviços de industrialização com frigoríficos parceiros, enquanto a companhia fica responsável pela compra dos animais e pela comercialização da carne.

Em entrevista ao CNN Agro, o CEO da FriGol, Luciano Pascon, afirmou que a estratégia permite à companhia ampliar volumes e resultados com uma necessidade relativamente baixa de capital.

“Vimos uma oportunidade em Rondônia. É um estado com uma pecuária muito desenvolvida, com índices zootécnicos excelentes e que vem crescendo ano a ano, em volumes e qualidade. No modelo de produção que desenhamos com os parceiros, vimos uma oportunidade de crescimento com um investimento em Capex relativamente baixo, possibilitando alavancar nossos volumes e resultados”, disse.

A companhia iniciou 2026 com parcerias para operar três plantas em Rondônia. Uma delas é da RioBeef, em Ji-Paraná, enquanto outras duas pertencem à DistriBoi, também em Ji-Paraná e em Rolim de Moura. Pelo acordo com a DistriBoi, firmado em março, a FriGol compra os animais e comercializa os produtos, enquanto a parceira realiza o abate, a desossa e o processamento.

As unidades possuem habilitações sanitárias para mercados como China, Israel, Chile, Canadá e Indonésia, além dos Estados Unidos.

O movimento já começou a aparecer nos planos de produção da empresa. No primeiro trimestre, a FriGol informou que as três plantas ainda estavam em fase inicial de operação, mas afirmou que, a partir de abril, começaram a produzir no volume esperado.

“Estamos muito otimistas. Mesmo em meio a todos os desafios do ano, projetamos um aumento significativo na produção e no faturamento, consolidando nossa posição entre os quatro maiores frigoríficos do Brasil”, afirmou Pascon.

A operação também permitiu à companhia avançar em um mercado considerado estratégico, os Estados Unidos. Segundo Pascon, a possibilidade de acessar o mercado americano foi um dos fatores decisivos para a escolha das parcerias em Rondônia.

“Queríamos entrar nesse mercado. Vemos que o mercado dos Estados Unidos é um mercado que não vai recuperar volumes de rebanho. Ele já tem um nível muito elevado de produtividade e uma limitação muito grande para aumentar os índices de produtividade”, afirmou ao CNN Agro.

Para o executivo, a restrição estrutural de oferta nos Estados Unidos cria uma oportunidade para países com capacidade de produção em larga escala, como o Brasil.

“O Brasil, como produtor de larga escala, grandes volumes, consistência na sua produção, qualidade e segurança alimentar, é o player de maior capacidade de suprir esse mercado”, disse.

A estratégia começou a gerar resultados com o primeiro embarque da FriGol para os Estados Unidos, realizado em abril a partir da planta de Rolim de Moura, em Rondônia, unidade que passou a integrar a operação da companhia por meio do acordo de industrialização.

O Canadá também está entre os mercados avaliados pela FriGol, embora tenha uma escala menor que a dos Estados Unidos. Segundo Pascon, o país apresenta uma dinâmica semelhante à do mercado americano e, por isso, também é visto como uma oportunidade de expansão para a companhia. “É um mercado também que tem o seu potencial”, afirmou ao CNN Agro.

Segundo o executivo, atualmente apenas animais provenientes de cinco estados brasileiros estão aptos a serem exportados ao Canadá, entre eles Rondônia e Acre, em razão das regras sanitárias relacionadas à febre aftosa. A expectativa da companhia é de ampliação dessa possibilidade em aproximadamente um ano.

Além do acesso a novos mercados, Rondônia também aumenta a base de fornecimento da companhia. Para a FriGol, a região reúne oferta regular de gado e animais compatíveis com as linhas especiais destinadas ao mercado interno.

A expansão acontece em um momento em que a companhia busca crescer sem transformar o aumento de capacidade em uma pressão excessiva sobre o balanço. No primeiro trimestre, a FriGol encerrou o período com caixa de R$ 415,4 milhões e alavancagem de 1,7 vez a dívida líquida sobre Ebitda.

Pascon afirma que, neste momento, a prioridade é capturar os ganhos dos investimentos já realizados antes de avançar para novas grandes estruturas.

“Investimos mais de R$ 50 milhões em melhoria da estrutura das nossas plantas, com equipamentos mais modernos e eficazes. Também construímos uma graxaria nova”, disse.

Segundo o CEO, o objetivo agora é extrair mais produtividade dos ativos existentes por meio do programa FriGol+, voltado para eficiência, cultura e resultados.

“Nosso empenho é olhar para dentro do nosso negócio e procurar extrair os melhores resultados que possamos ter com os recursos que possuímos hoje”, afirmou.

A expansão em Rondônia ampliou a presença geográfica da FriGol, que passou a combinar as três unidades próprias localizadas em São Paulo e no Pará com outras três plantas operadas por meio de contratos de industrialização no estado. A companhia mantém ainda uma operação voltada ao mercado internacional, com presença em mais de 60 países.

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economia

PPSA realiza no dia 26 o 8º Leilão Spot com 13,9 mi de barris de petróleo


A Pré-Sal Petróleo (PPSA) informou nesta segunda-feira, 10, que vai realizar, no próximo dia 26, o oitavo leilão spot de petróleo da União, onde serão ofertados 13,9 milhões de barris. Desse total, 13 milhões de barris serão provenientes do campo de Búzios e 900 mil barris do campo de Atapu, ambos no pré-sal da bacia de Santos.

As entregas de Búzios estão previstas para ocorrer entre outubro e dezembro deste ano, e de Atapu entre outubro e novembro.

De acordo com a PPSA, 16 empresas foram convidadas a participar do certame.

“As ofertas de preço, referenciadas pelo Brent datado, serão abertas em tempo real em reunião realizada com a participação de representantes das empresas que apresentarem propostas por escrito. Após a abertura, haverá possibilidade de disputa em viva voz entre os proponentes habilitados”, informou a PPSA.

As cargas serão divididas da seguinte forma:

Lote 1 (Búzios) – todos os FPSOs: uma carga de 500 mil barris e duas cargas de 1 milhão de barris cada.

Lote 2 (Atapu) – P-70: uma carga de 900 mil barris.

Lote 3 (Búzios) – P-74 e P-75: quatro cargas de 500 mil barris cada.

Lote 4 (Búzios) – P-76 e P-77: cinco cargas de 500 mil barris cada.

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Lote 5 (Búzios) – P-78 e P-79: três cargas de 1 milhão de barris cada.

Lote 6 (Búzios) – FPSO Almirante Barroso e FPSO Almirante Tamandaré: três cargas de 1 milhão de barris cada.



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Grupo que planejava atentado em Brasília era fã de Hitler: ‘Explodir o debate’


O grupo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por planejar ataques durante o período eleitoral de 2026 tinha o Palácio do Planalto entre seus principais alvos e chegou a discutir uma ação durante o debate do segundo turno das eleições. Novos detalhes da investigação, revelados pelo Fantástico, da TV Globo, mostram que os suspeitos compartilhavam informações sobre prédios públicos de Brasília e discutiam ações violentas contra instituições.

A apuração identificou dois grupos no Telegram usados para as conversas. O maior reunia mais de 600 participantes, enquanto outro espaço, mais restrito, contava com 46 integrantes. Segundo a reportagem, pessoas que demonstravam maior envolvimento eram direcionadas ao segundo grupo, no qual as discussões avançavam para o planejamento de ações.

Entre as mensagens obtidas pelos investigadores, uma delas sugeria que os participantes deveriam “listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução”. Em outra conversa, integrantes mencionaram a intenção de atacar o local onde seria realizado o debate entre os candidatos que chegassem ao segundo turno. Um dos grupos utilizava uma imagem de perfil de Adolf Hitler, ex-líder do partido nazista durante os anos 30-40.

Palácio do Planalto era alvo

A investigação apontou o Palácio do Planalto como um dos principais alvos discutidos pelo grupo. Os participantes também reuniram mapas e informações sobre edifícios da região central de Brasília, incluindo ministérios, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF).

O delegado responsável pela investigação afirmou à reportagem que chegou a ser compartilhada uma planta do Palácio do Planalto. Para os investigadores, o material reforçou a avaliação de que as conversas ultrapassavam manifestações genéricas de violência e apresentavam elementos de planejamento.

O relatório elaborado pelo Ciberlab, estrutura vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, classificou o conteúdo analisado como de elevada periculosidade e apontou planejamento de atos violentos, além da circulação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência.

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, as mensagens não deveriam ser tratadas como manifestações sem consequências. “Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios”, afirmou ao Fantástico.

Operação pelo país

As informações levantadas pelo Ciberlab deram origem à Operação Rede Interrompida, deflagrada pela PCDF na terça-feira (4). Oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, foram alvo de medidas em cidades de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Os investigadores apuraram que os envolvidos não se conheciam pessoalmente e mantinham contato pela internet. Segundo as autoridades, os administradores dos grupos também buscavam identificar participantes dispostos a aderir a ações violentas.

A operação teve como objetivo recolher computadores, celulares e outros materiais que possam ajudar a determinar o grau de envolvimento de cada investigado, além de identificar possíveis conexões ainda desconhecidas pelas autoridades.

Até o momento, o caso é investigado por associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e infrações relacionadas à legislação antirracismo. O inquérito ainda não foi enquadrado na Lei de Terrorismo.

A PCDF continua analisando os dispositivos apreendidos durante as buscas. “A gente acredita que eles levariam [o plano] à frente. E a nossa teoria aqui é que a gente não vai pagar para ver”, afirmou o delegado ouvido pela reportagem.



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Tyson Foods prepara emissão de dívida de até US$ 1,2 bilhão

A Tyson Foods, uma das maiores empresas de alimentos dos Estados Unidos, informou nesta segunda-feira (10) que pretende emitir novos títulos de dívida e utilizar parte dos recursos para recomprar até US$ 1,2 bilhão em títulos atualmente em circulação.

A operação foi apresentada em um prospecto preliminar protocolado junto à SEC (Securities and Exchange Commission), o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos. Os valores, taxas de juros e datas de vencimento dos novos títulos ainda não foram definidos no documento preliminar.

Segundo o prospecto, os novos papéis serão títulos de dívida sênior sem garantia específica, conhecidos como “Senior Notes”. A Tyson pretende utilizar os recursos líquidos da emissão para financiar a recompra de parte de sua dívida existente e para outros fins corporativos gerais.

A empresa lançou simultaneamente uma oferta para a recompra de até US$ 1,2 bilhão de três séries de títulos atualmente em circulação. Estão incluídas notas com juros de 3,55% e vencimento em junho de 2027, além de papéis com juros de 4,35% e 5,40%, ambos com vencimento em março de 2029.

A oferta de recompra está prevista para terminar em 8 de setembro de 2026, às 17h, no horário de Nova York, salvo prorrogação ou encerramento antecipado pela companhia.

O preço que a Tyson pagará pelos títulos recomprados dependerá, entre outros fatores, da série de cada papel e das condições estabelecidas na oferta. O documento também prevê o pagamento de juros acumulados até a data de liquidação da recompra, conforme as condições específicas de cada série.

Dívida

De acordo com as informações financeiras apresentadas pela companhia, a Tyson tinha aproximadamente US$ 8 bilhões em dívida total em 27 de junho de 2026.

A nova operação não representa, necessariamente, uma redução do endividamento total da empresa. Como a companhia pretende emitir novos títulos para financiar a recompra de títulos existentes, a transação está estruturada principalmente como uma operação de refinanciamento e gestão do perfil da dívida.

Os termos definitivos da nova emissão, incluindo o valor total, as taxas de juros e os vencimentos, serão determinados posteriormente, de acordo com as condições do mercado e os termos finais da oferta.

A Tyson Foods é uma companhia americana do setor de alimentos, com operações que incluem produtos de carne bovina, suína e de frango, além de alimentos preparados. Suas ações são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York sob o código TSN.

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Interligação de sistemas de pagamentos instantâneos pode diminuir tarifas, diz BC


O Banco Central afirmou nesta segunda-feira, 10, que acompanha os diversos modelos de transações transfronteiriças que vêm sendo implementados pelos agentes privados, em parceria com instituições de outras jurisdições. Os instrumentos já estão viabilizando o uso do Pix por brasileiros em outros países e o uso do sistema no Brasil por não residentes a partir dos aplicativos de instituições estrangeiras.

A informação consta na segunda edição do Relatório de Gestão do Pix, publicada nesta segunda-feira. “Além do monitoramento desses modelos, o BC avalia a interligação do Pix com sistemas de pagamentos instantâneos de outras jurisdições. Estão em discussão tanto interligações bilaterais como a participação em hubs multilaterais”, afirma.

Segundo o BC, essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos. “A interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem o potencial de diminuir as tarifas, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e melhorar a transparência de transações transfronteiriças”, diz.

A informação está em uma parte do relatório dedicada ao futuro do Pix. No documento, o BC também aborda o split tributário nas transações Pix, duplicatas escriturais no âmbito do Pix, aprimoramentos do Pix automático e outros tópicos.



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Lotérico ganha na Mega-Sena pela 2ª vez e chega ao 9º prêmio no ano


O empresário Alessandro Montenegro, dono da Loteria Aldeota, em Fortaleza, no Ceará, está entre os participantes de um bolão que acertou as seis dezenas do concurso 3042 da Mega-Sena e levou o prêmio de R$ 166,5 milhões.

Esta é a segunda vez em 2026 que o lotérico participa de uma aposta vencedora do prêmio principal da Mega-Sena e, segundo informações divulgadas pelo estabelecimento, a nona em diferentes modalidades das Loterias Caixa neste ano.

A aposta vencedora foi feita com 15 dezenas e dividida em 100 cotas, cada uma adquirida por R$ 405. Com o prêmio total de R$ 166.515.272, cada cota terá direito a R$ 1.665.152,72. Montenegro possuía uma das participações no bolão.

Em maio, o empresário já havia integrado outro bolão vencedor da Mega-Sena, que recebeu aproximadamente R$ 168 milhões. Além dos dois resultados na modalidade, a Loteria Aldeota afirma que Montenegro participou neste ano de apostas que levaram prêmios principais da Lotofácil, da Quina de São João e do Dia de Sorte.

Entre elas está uma aposta que recebeu cerca de R$ 14,4 milhões na Lotofácil e outra contemplada com R$ 27,28 milhões na Quina de São João.



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Déficit de armazenagem de grãos na Ucrânia pode chegar a 11 milhões de t

As interrupções nas exportações pelos portos do Mar Negro, ​que antes representavam 90% dos embarques ​de grãos da Ucrânia, podem significar que o país enfrente um déficit de capacidade de armazenamento de grãos, informou o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira (10).

A Ucrânia está em plena colheita, tendo já colhido mais de 17 milhões de toneladas de grãos em cerca ​de 34% da área semeada.

O ministério informou que o ​déficit de armazenamento pode chegar a 11 milhões de toneladas ⁠e que solicitou apoio aos ⁠parceiros dos EUA para a aquisição de equipamentos destinados ​ao ‌armazenamento temporário de grãos nas propriedades agrícolas.

De acordo com analistas ⁠da APK-Inform, a colheita da Ucrânia em 2026 poderá ultrapassar 60 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 39 milhões de toneladas ‌e ⁠estoques remanescentes atingindo ‌um recorde de 14,3 milhões de toneladas.

A situação mais difícil poderá surgir em meados do outono, por volta de setembro e ⁠outubro, quando os silos estiverem ⁠cheios de trigo e cevada não exportados e os agricultores começarem a colher ‌milho em grande escala.

No início da guerra com a Rússia, em 2022, a Ucrânia enfrentou uma escassez de silos e de outras capacidades de armazenamento após o bloqueio de seus portos ‌marítimos.

O déficit totalizou cerca de 15 milhões de toneladas em 2022, segundo Mykola Solskyi, que era ministro da Agricultura na ⁠época. Posteriormente, o déficit foi parcialmente suprido com o uso de silos-bolsa para grãos fornecidos pelos aliados da Ucrânia.

A Ucrânia não ​divulga oficialmente sua capacidade de armazenamento de grãos, parte da qual ​foi destruída ou danificada em ataques russos.

Agricultores e comerciantes também relutam em armazenar grãos em silos localizados próximos à linha de frente ou a instalações militares.

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