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Discord diz que responsáveis por suicídio teriam se unido em outras redes


O Discord afirmou que há evidências de que os grupos que incitaram a adolescente de 13 anos, que se matou, a praticar violência contra si mesma teriam se articulado previamente no TikTok e no Telegram. A afirmação foi feita pela plataforma em resposta enviada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Nesse mesmo documento, conforme revelou o Estadão, o Discord também admite falhas em seu sistema automatizado para alertas de risco. A reportagem questionou o TikTok e o Telegram, mas ainda não obteve resposta.

Nesta semana, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável por fiscalizar o cumprimento do ECA Digital, determinou a suspensão do recurso de transmissão ao vivo do Discord até que a plataforma implemente medidas para garantir a segurança de crianças e adolescentes. As lives devem estar fora do ar a partir da próxima semana.

No documento de 20 páginas enviado às autoridades brasileiras, a plataforma afirma que “as evidências disponíveis também indicam possível coordenação prévia ou paralela em outros serviços digitais, incluindo Telegram e TikTok, antes do ingresso no servidor investigado.”

Na carta enviada às autoridades brasileiras para prestar explicações sobre o caso da adolescente de 13 anos que se suicidou, o Discord afirma que é relevante reconstruir a cronologia do fato e diz:

“A Discord não apresenta essa informação para deslocar responsabilidades, mas para delimitar tecnicamente os dados que seus sistemas poderiam processar antes do ingresso dos usuários no servidor.”

O argumento da plataforma é de que medidas de incitação à violência podem ter começado antes de o grupo criminoso começar a transmissão nos canais do Discord. A empresa afirma que “a capacidade da Discord de identificar ou intervir proativamente depende dos sinais disponíveis na plataforma e das salvaguardas técnicas e de privacidade aplicáveis”.

Como o Estadão mostrou, neste mesmo documento, o Discord admitiu que seu sistema automático de alertas falhou em identificar potencial risco na transmissão ao vivo envolvendo a incitação de violência à adolescente. O sistema classificou a live com uma pontuação de risco que era apenas 1/8 da nota necessária para ativar as travas da rede. Procurada para comentar o documento, a plataforma não falou.

O Discord sustenta que não chegou a transmitir o suicídio, pois conseguiu derrubar o servidor antes da morte, ao ser alertado pela polícia. E afirma ainda que a transmissão da morte ocorreu em outras plataformas.

Ajuda

Caso você tenha pensamentos suicidas, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.

O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente.



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Vinícola aposta em ciclo de verão para produzir espumante no Rio de Janeiro

Com a expansão da dupla poda em diferentes regiões produtoras do país, a Serra Fluminense começa a testar uma estratégia diferente para a produção de espumantes.

Em Teresópolis (RJ), a vinícola Maturano aposta no ciclo tradicional de verão para produzir Chardonnay destinada à elaboração de um espumante pelo método tradicional, com segunda fermentação em garrafa.

A região tem ganhado espaço entre os vitivinicultores brasileiros pelas condições climáticas favoráveis ao cultivo de uvas. A amplitude térmica e as temperaturas mais baixas durante a noite ajudam a prolongar o período de maturação das uvas e podem favorecer a concentração de açúcares, acidez e compostos aromáticos.

Enquanto produtores de diferentes regiões do país têm recorrido à dupla poda para deslocar a colheita para o inverno, a Maturano decidiu manter o ciclo tradicional da videira, com a colheita durante o verão. A aposta está na elaboração de um dos primeiros espumantes do estado do Rio de Janeiro pelo método tradicional.

A variedade escolhida foi a Chardonnay, uma das principais uvas utilizadas na produção de espumantes no mundo. A vinícola plantou 11 hectares da casta e pretende utilizar parte da produção para elaborar um Blanc de Blancs, espumante produzido exclusivamente a partir de uvas brancas. A proposta é trabalhar com diferentes períodos de autólise para definir o perfil final do produto.

Segundo o sócio-proprietário da vinícola, Marcelo Maturano, a inspiração para produzir espumante no Rio de Janeiro surgiu após uma visita à Maison Jacquesson & Fils, na região de Champagne, na França.

“A Jacquesson é uma vinícola de 230 anos e um diferencial que a gente encontrou ali foi que os vinhos são fermentados em barricas de carvalho. Ali tem complexidade, passa uma cor pro vinho. Fica fantástico. Então a gente trouxe dois tanques de 7.500 litros pro Brasil pra fazer uma linha super premium de um espumante Maturano”, afirma.

A experiência também influenciou a estrutura que a vinícola está montando para a nova linha. Ao todo, os dois tanques têm capacidade de 15 mil litros e serão utilizados na elaboração dos vinhos destinados aos espumantes.

Nos próximos anos, a vinícola pretende incorporar a Pinot Noir ao projeto. A variedade, conhecida pela sensibilidade no campo e pela necessidade de manejo cuidadoso, deverá ser cultivada também no ciclo de verão para a elaboração de um vinho base que possa ser utilizado em cortes com a Chardonnay.

Para reduzir os riscos de doenças no vinhedo, a Maturano avalia utilizar um clone de Pinot Noir que produza cachos mais descompactados. A característica reduz a concentração de umidade entre as bagas, diminuindo a incidência de fungos e facilitando o manejo das plantas.

Após a fase de testes e o desenvolvimento do produto, a vinícola pretende chegar a uma produção de cerca de 100 mil garrafas de espumante por ano.

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Taxa de desemprego cai em 13 das 27 unidades da federação no 2º trimestre


A taxa de desocupação recuou em 13 das 27 unidades da Federação na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) trimestral, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na média nacional, a taxa de desocupação caiu de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre (-0,7 ponto porcentual). Em São Paulo, a taxa ficou em 5,4% no segundo trimestre.

As 13 unidades da Federação que registraram queda na desocupação foram: Santa Catarina (-0,6 p.p.), Maranhão (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.), Mato Grosso (-0,9 p.p.), Goiás (-1,0 p.p.), Rondônia (-1,0 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Minas Gerais (-1,2 p.p.), Alagoas (-1,3 p.p.), Tocantins (-1,5 p.p.), Acre (-1,6 p.p.), Paraíba (-1,6 p.p.) e Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.). As demais unidades ficaram estáveis.

No segundo trimestre, as maiores taxas de desocupação foram registradas no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%).

Já as menores taxas foram observadas em Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).



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Endereço ligado a Castro é alvo da PF em nova fase de operação sobre a Refit


Um endereço ligado ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) é alvo de buscas da Polícia Federal nesta sexta-feira (14), durante a segunda fase da Operação Sem Refino. Ao todo, os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão no estado, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta nova etapa, a investigação está concentrada em suspeitas de irregularidades na concessão de licenças ambientais para a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Até o momento, a PF não detalhou a participação atribuída a Castro nesta fase da investigação nem informou o que procura no endereço ligado ao ex-governador.

Em nota, a Polícia Federal afirmou que “a ação tem por objetivo apurar fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria, à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminoso”.

A operação investiga suspeitas de crimes de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica envolvendo a comercialização de combustíveis.

Segundo a PF, “a operação insere-se no contexto da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação de grupos criminosos organizados em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos”.

Em nota, a defesa de Cláudio Castro negou qualquer participação do ex-governador em irregularidades que envolvam a Refit. O comunicado ainda informa que o endereço alvo de buscas em Petrópolis não tem qualquer ligação com ele há meses.

“A defesa do ex-governador Cláudio Castro nega qualquer participação em irregularidades envolvendo a Refit e esclarece que o endereço alvo de buscas em Petrópolis não tem qualquer ligação com ele há meses. Atualmente, não há nenhum endereço ligado ao ex-governador na região”Defesa de Cláudio Castro

Relembre a primeira fase

A primeira fase da Operação Sem Refino foi deflagrada em 15 de maio e também teve um endereço de Cláudio Castro entre os alvos de buscas. Na ocasião, a investigação apurava suspeitas de favorecimento à Refit e possíveis conexões entre o grupo empresarial e agentes públicos do Rio de Janeiro.

Segundo a investigação, havia suspeitas de que servidores públicos tivessem recebido benefícios para favorecer as atividades da refinaria. A apuração alcançou possíveis irregularidades envolvendo integrantes da Secretaria de Estado de Fazenda, da Procuradoria-Geral do Estado e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), além de membros do Tribunal de Justiça do Rio.

Naquela etapa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, também determinou a prisão do empresário Ricardo Magro, dono da Refit. Como ele estava nos Estados Unidos, passou a ser considerado foragido.

Os investigadores apontaram ainda, na primeira fase, suspeitas de que Castro tivesse utilizado a estrutura do governo estadual para beneficiar o grupo empresarial ligado a Magro.



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Exportações brasileiras aos EUA caem 12,2% no ano, aponta Amcham

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 12,2% entre janeiro e julho de 2026, para US$ 21 bilhões, segundo levantamento da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio no Brasil).

O resultado representa uma redução de aproximadamente US$ 2,9 bilhões em relação ao mesmo período de 2025 e levou as vendas brasileiras ao mercado norte-americano ao menor nível dos últimos três anos.

Os dados fazem parte da nova edição do Monitor do Comércio Brasil – Estados Unidos, elaborado pela Amcham Brasil com base nas informações de julho do Comexstat.

A retração foi mais intensa entre os produtos submetidos às sobretaxas mais elevadas, atualmente entre 25% e 37,5%, ante tarifas que chegaram a 50%. As exportações desses itens caíram 31,5% no acumulado do ano, de US$ 4,6 bilhões para US$ 3,2 bilhões. Em valores, a redução foi de US$ 1,4 bilhão.

“Os números mostram uma importante perda de dinamismo no comércio bilateral, com impacto mais intenso sobre os produtos sujeitos às tarifas mais elevadas. Enquanto persistir o atual cenário tarifário, a tendência é que as trocas entre os dois países continuem perdendo força, com prejuízos para ambas as economias”, afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Somente em julho, as exportações brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 3,6 bilhões, queda de 5% na comparação anual. O resultado interrompeu a recuperação registrada em junho, quando as vendas ao país haviam crescido pela primeira vez desde agosto do ano passado, período em que as tarifas mais elevadas começaram a ser aplicadas.

Entre os produtos submetidos às maiores sobretaxas, a queda em julho foi ainda mais expressiva, de 25,7%. Na direção contrária, as exportações de produtos alcançados pela Seção 232 cresceram 21,5%, impulsionadas principalmente pelas vendas de produtos de aço e alumínio.

Entre os produtos que registraram as maiores quedas no acumulado do ano estão sebo bovino, madeira compensada, portas, fumo, madeira de coníferas, granitos, torneiras e sucos de frutas. Também seguem em retração produtos sujeitos à Seção 232, como semimanufaturados de ferro e aço.

Do lado das importações, julho marcou uma mudança de trajetória. Após sete meses consecutivos de queda, as compras brasileiras de produtos norte-americanos cresceram 0,6%, para US$ 4,3 bilhões.

Com as exportações em queda e as importações praticamente estáveis, o Brasil registrou déficit de US$ 639 milhões no comércio com os Estados Unidos em julho. No acumulado de janeiro a julho, o saldo negativo chegou a US$ 2,3 bilhões, alta de 122,3% em relação ao mesmo período de 2025.

Exportações aos EUA têm desempenho pior que o restante do mundo

O desempenho das vendas aos Estados Unidos contrasta com o resultado das exportações brasileiras para os demais mercados. Enquanto as vendas ao mercado norte-americano recuaram 12,2% entre janeiro e julho, as exportações totais do Brasil cresceram 10,5% no período.

Mesmo com a retração, os Estados Unidos continuam como o segundo principal destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China.

Entre os dez produtos mais exportados pelo Brasil aos Estados Unidos no acumulado do ano, quatro tiveram queda nas vendas ao mercado norte-americano ao mesmo tempo em que registraram crescimento das exportações para o restante do mundo.

É o caso do petróleo bruto, cujas vendas aos Estados Unidos recuaram 25,5%, dos semimanufaturados de ferro ou aço, com queda de 11,1%, do ferro-gusa, que caiu 7,9%, e da celulose, com retração de 5,3%.

O levantamento também aponta impacto relevante entre os produtos sujeitos às sobretaxas. Dos dez principais itens desse grupo exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, cinco registraram queda nas vendas no acumulado do ano.

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economia

Desemprego de mulheres é 39% maior que de homens no 2º trimestre do ano


A taxa de desocupação no Brasil foi de 5,4% no segundo trimestre de 2026, mas os recortes por sexo, cor ou raça e escolaridade mostram diferenças relevantes no mercado de trabalho, segundo dados da Pnad Contínua, divulgado nesta sexta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na abertura por gênero, a taxa de desocupação das mulheres ficou em 6,4%, acima da observada entre os homens, de 4,6%. Com isso, o desemprego feminino foi 39,1% superior ao masculino no período, conforme cálculo a partir das taxas divulgadas. A menor diferença entre homens e mulheres foi registrada no 2º trimestre de 2020 (27%).

Por cor ou raça, a taxa ficou abaixo da média nacional para brancos, com 4,2%, e acima para pretos e pardos, com 6,9% e 6,1%, respectivamente. A diferença porcentual entre a taxa dos brancos e a dos pretos foi de 64,3%. No confronto entre brancos e pardos, a distância foi de 45,2%.

O recorte por nível de instrução também indica que o desemprego tende a ser menor nos grupos com maior escolaridade. A menor taxa foi registrada entre pessoas com superior completo, de 3%. Entre os que não tinham instrução, a taxa foi de 4,4%, e para aqueles com fundamental incompleto, de 5%. No fundamental completo, a desocupação alcançou 6,2%.

O maior patamar do levantamento apareceu no grupo com ensino médio incompleto, com taxa de 9%, acima dos demais níveis. Entre os que tinham ensino médio completo, o desemprego ficou em 6,3%. Para o superior incompleto, a taxa foi de 5,6%, quase o dobro da observada no superior completo.

Os dados reforçam que, no segundo trimestre de 2026, os maiores níveis de desocupação se concentraram entre mulheres, pretos e pessoas com ensino médio incompleto, enquanto os menores foram observados entre trabalhadores com nível superior completo.



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Justiça condena Léo Derik, do Athletico-PR, por estupro; veja detalhes do caso


Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

O lateral-esquerdo Léo Derik, do Athletico-PR, foi condenado a 13 anos de prisão por estupro pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba, na quarta-feira, 12, conforme revelado inicialmente pelo portal UmDois Esportes. A decisão foi tomada em primeira instância, e o jogador de 21 anos, que nega as acusações, vai recorrer em liberdade.

O Ministério Público (MP) chegou a pedir a absolvição do atleta, sob o argumento de “divergência de versões”, mas no entendimento da juíza Taís de Paula Scheer as provas foram suficientes para pedir a condenação. A avaliação do MP foi citada pela defesa do jogador para justificar a “absoluta surpresa com a condenação em primeira instância” manifestada em nota oficial.

“A sentença não é definitiva. Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis afronta a presunção de inocência e pode produzir danos irreversíveis, mesmo diante de absolvição posterior. A defesa recorrerá ao TJ-PR e confia no reexame do caso com costumeiro rigor técnico, de acordo com as provas produzidas nos autos”, diz o restante do texto.

O atleta de 21 anos responde por duas denúncias feitas pela mesma mulher. Segundo o primeiro relato, ele teria tapado a boca e segurado os braços da vítima no intuito de impedir resistência durante ato sexual. No mesmo contexto, em 2024, de acordo com a outra denúncia, teria desferido tapas e um soco na costela. Derik recebeu seis anos e seis meses de punição por cada crime.

Em comunicado, o Athletico-PR disse ter tomado conhecimento da decisão judicial e que vai “respeitar o andamento regular” do processo. “Por se tratar de processo que tramita em segredo de justiça, o Clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele discutidos. A decisão é de primeira instância e está sujeita à recurso. O Clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observadas as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado.”



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Queda de fertilizantes e alta das commodities melhoram relação de troca

A relação de troca entre os preços dos fertilizantes e das principais commodities agrícolas melhorou em julho, com o IPCF (Índice de Poder de Compra de Fertilizantes) recuando 5%, para 1,35. Segundo o indicador divulgado pela Mosaic, o movimento foi resultado principalmente da combinação entre a valorização das commodities agrícolas e a queda nos preços dos fertilizantes. 

O câmbio teve pouca influência no resultado, com o dólar registrando recuo de 0,2% no mês.

Divulgado mensalmente pela Mosaic, o IPCF mede a relação entre os preços dos fertilizantes e das principais commodities agrícolas brasileiras. Assim, quanto menor o IPCF, mais favorável é a relação de troca entre os preços das commodities e dos fertilizantes. O resultado de 1,35 em julho representa, portanto, uma melhora de 5% nessa relação em comparação com junho de 2026.

As commodities consideradas no índice tiveram valorização média de aproximadamente 4% em julho. A soja liderou o movimento, com alta de cerca de 7%, em um cenário de maior volatilidade nos mercados internacionais. 

Entre os fatores que influenciaram as cotações estão as tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, as oscilações no mercado de petróleo, as preocupações com as condições climáticas nos Estados Unidos e as incertezas em relação à safra norte-americana após dados recentes do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O milho registrou alta de aproximadamente 0,5%, enquanto o algodão avançou cerca de 2%. A cana-de-açúcar permaneceu estável. No caso do milho, o resultado ocorreu em meio ao avanço da colheita da safrinha brasileira, que já havia alcançado cerca de 80% da área.

Do lado dos fertilizantes, os preços recuaram, em média, 8% no mês. A principal queda foi registrada pela ureia, com redução de aproximadamente 30%, seguida pelo SSP (superfosfato simples), que ficou 9% mais barato. Os preços do MAP (fosfato monoamônico) e do MOP (cloreto de potássio) permaneceram estáveis.

Fosfatados

A queda nos preços dos fertilizantes também coloca em discussão as decisões relacionadas à adubação, especialmente a aplicação de fósforo, segundo o índice. A necessidade de reduzir ou manter as doses, no entanto, varia conforme a fertilidade do solo e o histórico de manejo de cada área.

Segundo estudos técnicos analisados pela Mosaic, a ausência de aplicação de fósforo pode resultar em perdas de produtividade de aproximadamente 6% a 20%, com maior risco em áreas que apresentam baixa disponibilidade do nutriente. Em áreas que passaram por investimentos na construção da fertilidade nos últimos anos, a reserva de fósforo acumulada no solo pode oferecer maior margem no curto prazo.

Os números consideram condições climáticas normais. Em situações adversas, os impactos sobre a produtividade podem ser maiores. Por isso, eventuais ajustes na adubação devem considerar a análise de solo e a orientação técnica, além da necessidade de reposição do nutriente para as próximas safras.

Cenário internacional e clima

Para os próximos meses, a evolução das tensões no Oriente Médio permanece entre os fatores que podem influenciar o mercado de fertilizantes. A região e o Estreito de Hormuz têm relevância para o comércio global de insumos agrícolas, o que torna eventuais mudanças no cenário geopolítico um fator de atenção para os preços.

As condições climáticas também devem continuar influenciando o mercado agrícola. O fortalecimento do El Niño pode afetar o calendário de plantio da soja e de outras culturas relevantes, com possíveis reflexos sobre a oferta e os preços das commodities.

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economia

Dados de inflação mais moderados podem forçar Fed dividido a manter juros


GREENVILLE, EUA, 14 Ago (Reuters) – Kevin Warsh assumiu o cargo de presidente do Federal Reserve ⁠em maio em um momento em que a política monetária se encontrava em uma encruzilhada: as autoridades estavam divididas quanto à necessidade de ⁠aumentar as taxas de juros para controlar a inflação, enquanto o presidente Donald Trump exigia taxas mais baixas para estimular a economia.

Dados recentes, no entanto, podem levar o banco central dos ‌EUA a adotar uma postura prolongada de inércia.

O mercado de trabalho não está em alta. Os salários caíram nos últimos seis meses em termos reais e o crescimento do emprego tem sido, na melhor das hipóteses, moderado, mas a taxa de desemprego de 4,1% é historicamente baixa.

A inflação — que disparou nos primeiros meses de 2026 devido à guerra entre os EUA, Israel e o Irã — permanece significativamente acima da ‌meta de 2% do Fed, mas diminuiu nos últimos dois meses, enfraquecendo argumentos de que não diminuirá a menos que os juros subam.

Como a economia não está se inclinando claramente para um desemprego mais alto ou para uma alta da inflação, a motivação dos formuladores de política monetária do banco central para esperar só se fortaleceu.

“O nível atual das taxas de juros, segundo muitos, ainda é restritivo o suficiente para reduzir a inflação”, afirmou na quinta-feira o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin. Ele observou que grande parte da aceleração da inflação decorreu de choques como aumento das tarifas, preços elevados do petróleo e um boom de investimentos em inteligência artificial — fatores que “devem passar” em algum momento.

O contra-argumento é que permitir que a inflação permaneça alta demais por muito tempo acarreta o risco de uma mudança para cima nas expectativas de preços dos consumidores e das empresas, ⁠o que se ‌torna uma profecia autorrealizável.

Barkin, no entanto, disse que a tendência dos mercados financeiros e do público de se concentrarem na recente desaceleração das pressões sobre os preços poderá amenizar a necessidade de aumentar os juros, apesar ⁠de a inflação ter permanecido acima da meta do Fed por mais de cinco anos.

“Quanto mais as manchetes falarem que ‘a inflação está caindo’, acho que isso mantém as expectativas sob controle”, disse ele.

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Os mercados certamente reagiram a essas manchetes, com operadores abandonando apostas em um aumento dos juros na reunião do Fed de 15 e 16 de setembro, após relatórios recentes que mostraram perdas inesperadas de empregos e uma inflação dos preços ao consumidor e ao produtor mais fraca do que o esperado em julho.

Ao mesmo tempo, os investidores estão precificando uma chance de mais de 90% de um aumento da taxa de juros de referência do Fed até o final do ano, com base nas probabilidades agregadas calculadas pela ferramenta FedWatch do CME Group.

As autoridades monetárias do Fed atualizarão suas próprias perspectivas ​com novas projeções divulgadas após a reunião do próximo mês. Em meados de junho, a maioria considerava que a inflação, medida pelo Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) que o Fed utiliza para definir sua meta, terminaria 2027 em algum ponto entre 2,2% e 2,5%. O PCE atingiu 4,1% em maio, após três meses de aumentos nos preços da energia induzidos ​pela guerra, mas recuou para 3,7% em junho, o dado mais recente.

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Para atingir essa faixa no final de 2027, apenas metade dos pares de Warsh considerava que as taxas de juros precisariam subir pelo 0,25 ponto percentual até o final deste ano, e todos os demais, com exceção de um, consideravam que o apropriado seria nenhuma alteração.

RISCOS E EXPECTATIVAS

Christopher Waller e Lisa Cook, ambos membros do conselho de diretores do Fed, afirmaram recentemente que apoiariam aumentos nas taxas de juros, a menos que a inflação esfrie em breve, e os dados mais recentes sugerem que esse cenário está se concretizando.

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O Departamento do Trabalho informou na quinta-feira que os preços ao produtor permaneceram inesperadamente inalterados em relação ao mês anterior em julho. Um dia antes, o departamento havia informado que os preços ao consumidor subiram apenas ligeiramente em relação ao mês anterior em ‌julho, após uma queda em junho.

Esses dados favoráveis podem não ser suficientes para tranquilizar aqueles que defendem um aumento dos juros. Há uma preocupação ​específica de que cinco anos de inflação acima da meta possam desencadear um aumento nas expectativas inflacionárias — e tornar qualquer futura batalha contra a inflação mais difícil e mais cara de se resolver.

“A questão é: com que rapidez precisamos atingir essa meta de 2%, e talvez chegaremos lá, mas se levarmos mais três ou quatro anos para chegar lá — isso está tudo bem?”, disse a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, na quinta-feira.

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Hammack foi uma das três autoridades que se opuseram à decisão do ⁠Fed no mês passado de manter a taxa básica de juros inalterada na faixa de 3,50% ​a 3,75%, preferindo aumentá-la imediatamente. Desde então, dois presidentes ​de bancos do Fed sem direito a voto afirmaram que também desejavam aumentar as taxas.

A presidente do Fed de Cleveland citou um varejista em Cincinnati que está aumentando os preços “porque não sabe de onde virá a próxima pressão sobre os preços, mas sabe que ⁠ela virá de algum lugar”.

“Acho que precisamos agir agora porque acredito que precisamos trazer a inflação de volta à meta ​de 2% mais rapidamente do que uma trajetória de longo prazo indicaria com as taxas de juros neste nível”, disse Hammack.

Trump, por sua vez, continua pedindo taxas de juros muito mais baixas e culpa os pares “hostis” de Warsh por bloquearem os cortes nas taxas. Warsh permaneceu em silêncio sobre seus planos, evitando qualquer tipo de orientação.

Embora haja poucos dados que mostrem o tipo de fraqueza que exigiria os cortes nas taxas previstos por Trump, os argumentos a favor de um aumento ​podem também se basear menos em indicadores econômicos e mais na percepção dos formuladores de política monetária sobre os riscos relacionados às expectativas do público.

A preocupação é que, quanto mais tempo o Fed permitir que a inflação permaneça acima da meta de 2%, mais provável será que o público perca a confiança e comece a agir como se a ​inflação fosse permanecer alta — uma dinâmica que pode alimentar pressões sobre os ⁠preços e tornar a batalha para contê-las mais difícil e mais cara.

“Quanto mais tempo a inflação permanecer neste nível, mais provável se torna que ela se consolide, o que significa que a desinflação não se concretiza, o que significa que a meta de 2% não é ⁠credível, e restaurar os 2% exige mais esforço quanto mais a inflação estiver consolidada”, disse Tim Duy, economista-chefe para os EUA da SGH Macro Advisors. “A meta são as expectativas reais do público”, disse Duy, acrescentando que os preços cada vez mais altos causam sofrimento aos norte-americanos comuns.

A alternativa, no entanto, é impor um custo de outro tipo por meio de custos de financiamento mais altos, com o objetivo de desacelerar a atividade econômica e, potencialmente, aumentar o desemprego, em um momento em que a inflação pode estar caindo de qualquer maneira.

“Todas as reuniões do Fed no futuro próximo precisarão levar em conta a possibilidade de uma surpresa, mas continuamos a acreditar que o Fed será capaz de evitar por pouco um aumento (dos juros) diante de uma queda lenta e gradual em direção à meta de inflação, um setor de consumo em desaceleração e perspectivas de emprego mais precárias”, disse Christopher Hodge, economista-chefe para os EUA ​da Natixis.



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