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STJ mantém prisão do tenente-coronel da PM de SP acusado de matar esposa


O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca manteve a prisão de Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, em decisão liminar publicada nesta segunda-feira (31). Geraldo Neto é acusado de ter cometido feminicídio contra a mulher dele, a também PM Gisele Alves Santana, em fevereiro de 2026.

Fonseca é o relator do caso no STJ. Na liminar, o magistrado avaliou ser necessário manter a prisão cautelar em razão do risco de interferência na produção das provas e dos indícios de que o militar teria tentado eliminar vestígios e alterar o local onde a mulher foi encontrada morta.

O tenente-coronel foi denunciado pelos crimes de feminicídio e fraude processual. A investigação aponta que, no dia 18 de fevereiro, Geraldo teria segurado a companheira e atirado na cabeça dela após uma discussão. Posteriormente, ele teria deitado o corpo de Gisele no chão e alterado a cena do crime para simular um suicídio, colocando a arma do crime na mão da vítima.

Ao STJ, a defesa do tenente-coronel defendeu a aplicação de medidas cautelares mais brandas que a prisão. Os advogados do réu alegaram que o oficial estaria cooperando com as investigações, além de já ter passado à reserva na PM.

Contudo, Fonseca apontou que o decreto prisional está baseado na conveniência da instrução criminal e destacou que, além de o militar ocupar posição elevada na hierarquia da PM, o processo conta com diversos policiais arrolados como testemunhas.

Ao negar a liminar, o relator ressaltou que “é imprescindível uma análise mais aprofundada dos elementos de convicção dos autos, para se aferir a existência de constrangimento ilegal”. O mérito do pedido de habeas corpus feito pela defesa ainda será julgado pela Quinta Turma.

A ação penal que apura os fatos tramita na 5ª Vara do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista. Em abril de 2026, o ministro do STJ estabeleceu a competência do tribunal do júri de São Paulo para julgar o caso.

Geraldo Neto foi preso um mês depois do crime, em 18 de março, em São José dos Campos, por determinação da Justiça Militar, após investigação conduzida pela Corregedoria da PM. Atualmente, o réu está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital.

O tenente-coronel sempre negou o crime e sustenta que Gisele teria cometido suicídio após receber a notícia de que o marido queria a separação. A versão é contestada pelos investigadores.



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Cacau: previsão de superávit global cai para 37 mil toneladas

A ICCO (Organização Internacional do Cacau) revisou para baixo, pela terceira vez neste ano, a estimativa de superávit global de cacau na temporada 2024/25. Segundo o Boletim Trimestral de Estatísticas do Cacau, divulgado nesta terça-feira (1º), o excedente deve somar 37 mil toneladas, contra 48 mil toneladas estimadas em maio e 75 mil toneladas na projeção de fevereiro.

A revisão ocorre após uma temporada marcada por aumento da produção e queda no processamento. A produção bruta mundial de cacau cresceu 8,5% em relação ao ciclo anterior, para 4,733 milhões de toneladas. Já a moagem global recuou 3,3%, para 4,649 milhões de toneladas.

Com a combinação de maior oferta e menor demanda das indústrias, os estoques ao fim da temporada aumentaram quase 3%, para 1,309 milhão de toneladas. A relação entre estoques e moagem passou a 28,2%.

Para a temporada 2025/26, a ICCO informou que suspendeu temporariamente as estimativas de produção e moagem, enquanto aguarda informações adicionais. O boletim, que considera os dados disponíveis até o início de agosto, mantém, portanto, as estimativas mais completas concentradas no ciclo 2024/25.

Exportações recuam

Os embarques internacionais também apresentaram queda no início de 2026. As exportações globais de amêndoas de cacau e produtos semielaborados somaram 2,09 milhões de toneladas entre janeiro e março, recuo de 2,8% na comparação anual.

Segundo a ICCO, os preços dos contratos futuros de cacau permaneceram, entre abril e junho, sensíveis às mudanças nas expectativas de demanda, às condições climáticas e aos riscos de produção nos principais países produtores.

A organização também destacou a possibilidade de formação de um episódio de El Niño no fim de 2026, que poderá afetar as perspectivas de produção e, consequentemente, o comportamento dos preços internacionais da commodity.

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Minerva vê indicador de gado no RS como base para contratos futuros

A Minerva Foods avalia que o novo Indicador de preços do Boi Datagro para o Rio Grande do Sul pode ganhar espaço nas negociações entre frigoríficos e pecuaristas e, no futuro, servir de base para contratos de compra de gado e para a precificação de animais com entrega futura. A avaliação é de Fabiano Tito, diretor de Compra de Gado Latam da companhia.

Segundo o executivo, a principal contribuição do indicador é oferecer uma referência de mercado baseada em negócios efetivamente realizados. Os preços são informados tanto por compradores quanto por vendedores, o que, na avaliação da Minerva, aumenta a transparência das negociações e reduz a assimetria de informações entre indústria e pecuaristas.

“Ele é formado por negócios efetivamente realizados e os preços são informados pelas duas pontas, tanto a ponta compradora quanto a vendedora”, afirmou Tito.

A Minerva já utiliza indicadores da Datagro em parte de suas operações de compra de gado no Centro-Norte do país. De acordo com o executivo, alguns contratos são estruturados com o indicador como preço de referência, ao qual são adicionadas premiações conforme o perfil e a qualidade dos animais entregues pelo produtor.

O mesmo modelo poderá ser adotado no Rio Grande do Sul à medida que o novo indicador ganhe histórico e confiança entre os participantes da cadeia. A ideia, segundo Tito, seria estabelecer um preço-base a partir do indicador e acrescentar prêmios relacionados às características do gado negociado.

“Seu animal no perfil X, então o preço base dele passa a ser o indicador, mais os prêmios relacionados àquilo que ele está entregando”, explicou.

Mercado físico e futuro

O executivo também destacou o potencial do indicador para aproximar as negociações do mercado físico das operações futuras. No caso de São Paulo, o indicador da Datagro já serve como referência para a liquidação de contratos futuros de boi gordo, o que reforça a importância de uma referência regional consolidada.

Para Tito, a construção de uma série histórica no Rio Grande do Sul será fundamental para ampliar esse uso. Com dados acumulados, a indústria poderá identificar movimentos de preços e sazonalidades e utilizar essas informações na elaboração de modelos de projeção.

A Minerva já trabalha com modelos próprios para oferecer preços futuros aos pecuaristas gaúchos. O novo indicador, segundo o executivo, poderá ser utilizado para calibrar essas ferramentas e melhorar a precisão das estimativas.

“Com a ajuda do indicador, eu vou conseguir calibrar o meu modelo e vou conseguir precificar isso melhor”, disse.

Na prática, a companhia poderá utilizar o indicador como referência para o preço do mercado físico, como componente de contratos atrelados ao preço do dia e também como uma das bases para projetar valores futuros.

Indicador ainda pode ser aperfeiçoado

Apesar do potencial, Tito afirma que o indicador ainda deve passar por ajustes conforme o mercado gaúcho avance na utilização da ferramenta. Uma das discussões em andamento é a possibilidade de segmentar os preços por categorias de animais.

Isso ocorre porque a pecuária do Rio Grande do Sul apresenta características diferentes de outras regiões brasileiras. O indicador atual busca representar o preço do bovino macho terminado, mas há diferentes categorias de animais de abate no estado, como boi adulto e novilho.

“Talvez a gente vá ter que segmentar, abrir um pouco mais. É uma discussão que já está tendo. Mas o importante agora é começar, fazer funcionar para a gente ir melhorando”, afirmou.

Para a Minerva, a expectativa é que a maior transparência na formação dos preços ajude a reduzir ruídos nas negociações e ofereça maior previsibilidade tanto para o pecuarista quanto para os frigoríficos.

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Atividade industrial da China acelera em agosto com melhora na demanda, aponta PMI


PEQUIM, 1 Set (Reuters) – O setor industrial ⁠da China cresceu em ritmo mais acelerado em ‌agosto, com a produção, as novas encomendas e as exportações apresentando alta, segundo pesquisa do setor privado divulgada ‌nesta terça-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da Indústria da RatingDog para a China, compilado pela S&P Global, subiu de 50,9 em julho para 51,5 em agosto, mantendo-se acima da marca de 50 que separa crescimento ⁠de ‌contração. O índice também superou as estimativas dos ⁠analistas em uma pesquisa da Reuters, que apontavam para 51.

A produção cresceu no ritmo mais rápido em três meses, impulsionada por uma demanda mais forte e pela expansão da capacidade, enquanto os novos pedidos ​avançaram a uma taxa mais rápida, sustentados pelo aumento mais acentuado nos novos negócios de exportação em ​seis meses.

O nível de emprego permaneceu inalterado após aumentos em junho e julho, mas a demanda mais forte levou ao acúmulo de pedidos pendentes ao ritmo mais rápido desde março. Os estoques de produtos ‌acabados cresceram na taxa mais acentuada ​desde setembro de 2025, e as empresas aumentaram suas atividades de compras após reduzi-las em julho.

A inflação dos custos dos insumos subiu ⁠ligeiramente em relação ​a julho, embora ​a S&P Global tenha afirmado que as pressões sobre os custos permaneceram ⁠relativamente modestas. Os fabricantes reduziram ​os preços de venda pela primeira vez neste ano, citando a intensa concorrência e os descontos promocionais.

O enfraquecimento da ​demanda interna tem prejudicado uma recuperação mais ampla da economia de US$ 20 trilhões, e incertezas ​externas, incluindo tensões ⁠comerciais e riscos geopolíticos, continuam a afetar as perspectivas, pressionando a demanda.

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O ⁠crescimento do PIB do país desacelerou para 4,3% no segundo trimestre, o ritmo mais lento em mais de três anos e abaixo das previsões. No primeiro trimestre, o crescimento foi de 5,0%.



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Açúcar sobe mais de 3% em Nova York com déficit global no radar

Os contratos futuros de açúcar fecharam a terça-feira (01) em forte alta na Bolsa de Nova York, impulsionados pela perspectiva de déficit global da commodity na safra 2026/27. O vencimento para outubro avançou 3,09%, para 18,36 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo Maurício Muruci, da Safras & Mercado, o movimento de alta ocorre após uma realização de lucros observada no fim de agosto e pode levar os preços gradualmente para a faixa de 18,50 centavos de dólar por libra-peso.

No mercado internacional, a ISO (Organização Internacional do Açúcar) projetou déficit global de 200 mil toneladas para a temporada 2026/27. A estimativa contrasta com o superávit de 1,1 milhão de toneladas previsto para 2025/26.

O cenário de oferta mais apertada ocorre em um momento de recuperação dos preços. Na última sexta-feira, o açúcar negociado em Nova York atingiu o maior valor em 16 meses, enquanto o contrato em Londres chegou, em 20 de agosto, ao maior nível em 17 meses.

Para Muruci, além dos fundamentos do próprio açúcar, o mercado de etanol passou a oferecer um vetor adicional de sustentação para a commodity. A demanda interna por etanol hidratado e por gasolina C, que utiliza etanol anidro, tem aumentado e pode estimular as usinas a direcionarem uma parcela maior da cana para a produção de biocombustíveis.

A perspectiva ganha força com a entrada da safra 2026/27 em sua segunda metade e a consequente redução sazonal da oferta de etanol. De acordo com a Safras & Mercado, os preços do anidro e do hidratado iniciaram uma nova trajetória de alta diante do avanço da demanda por combustíveis.

Esse movimento também pode alterar a relação entre açúcar e etanol. Atualmente, os prêmios de arbitragem do hidratado em relação ao açúcar bruto de Nova York permanecem negativos, em torno de 18%. Com a menor disponibilidade de etanol e o aumento do consumo doméstico, a expectativa é de redução dessa diferença.

A Safras & Mercado avalia que as condições climáticas a partir de setembro também podem acelerar o encerramento da safra e contribuir para a valorização do etanol hidratado. A expectativa é de que essa relação negativa de arbitragem seja neutralizada até o fim de setembro.

Outro fator observado pelo mercado é o petróleo. Os preços da commodity acumularam ganhos superiores a 4% para os contratos de Brent e WTI, em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Petróleo mais valorizado tende a dar maior competitividade ao etanol e pode reforçar a decisão das usinas de elevar a participação do biocombustível no mix.

Com a perspectiva de uma entressafra mais longa, as usinas também devem buscar recompor estoques de etanol. Para a Safras & Mercado, a combinação entre oferta mais restrita, demanda interna aquecida e recuperação dos preços do biocombustível cria um suporte adicional para as cotações do açúcar em Nova York.

Cacau

O aumento da oferta de cacau na Costa do Marfim pressionou as cotações da commodity nesta sessão. Na Bolsa de Nova York, o contrato para entrega em dezembro encerrou o dia com queda de 2,95%, negociado a US$ 6.571 por tonelada.

Na Bolsa de Londres, o cacau também recuou, após atingir recentemente o maior nível em 11 meses. O mercado passou a reagir principalmente aos sinais de maior disponibilidade do produto no maior país produtor mundial.

Dados acumulados da Costa do Marfim mostram que os agricultores enviaram 2,14 milhões de toneladas de cacau aos portos entre 1º de outubro de 2025 e 30 de agosto de 2026. O volume representa aumento de 19% em relação ao mesmo período do ano comercial anterior.

Além do avanço dos embarques, o mercado acompanha os planos de expansão da indústria local. O órgão regulador do setor, Le Conseil du Café Cacao, informou que pretende elevar a capacidade de processamento de cacau do país para 1,3 milhão de toneladas na temporada 2026/27.

A capacidade projetada representa praticamente o dobro dos 650 mil toneladas previstos para processamento em 2025/26. A expansão reforça a estratégia da Costa do Marfim de agregar valor à produção e ampliar o processamento doméstico da matéria-prima.

Café

O café voltou a operar sob pressão no mercado internacional, com os contratos futuros recuando nesta terça-feira em Nova York. O vencimento para dezembro caiu 0,66% e terminou o pregão cotado a US$ 3,09 por libra-peso.

O movimento ocorre em meio à expectativa de aumento da oferta brasileira, principal fator de pressão sobre as cotações nas últimas sessões. Segundo a Barchart, o café arábica atingiu o menor nível em um mês, enquanto o robusta recuou para a mínima em dois meses e sete meses.

A perspectiva de maior disponibilidade também aparece nos estoques brasileiros. Parte dos armazéns já estaria próxima do limite de capacidade e deixou de receber novos carregamentos. Com menos espaço para armazenar a produção, produtores que vinham segurando as vendas à espera de preços mais elevados podem ser pressionados a aumentar a comercialização.

O cenário climático também pesa sobre as expectativas para a próxima safra. As chuvas acima da média no Brasil podem favorecer a floração dos cafezais e melhorar as perspectivas de produção para o próximo ciclo, o que representa um fator baixista para os preços.

Dados da Somar Meteorologia mostram que Minas Gerais, principal estado produtor de café arábica do país, recebeu 8,9 milímetros de chuva na semana encerrada em 30 de agosto. O volume corresponde a 127% da média histórica para o período.

Com a combinação entre expectativa de maior oferta, estoques elevados e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da próxima safra, o mercado mantém no radar a possibilidade de continuidade da pressão sobre os preços do café.

Algodão

Os contratos futuros de algodão fecharam em baixa neste pregão na Bolsa de Nova York, em um movimento influenciado pelo avanço da safra norte-americana. O contrato para entrega em dezembro recuou 1,71%, para 91,55 centavos de dólar por libra-peso.

Dados semanais de progresso das lavouras dos Estados Unidos mostram que 89% do algodão já estava em fase de formação de cápsulas até o último domingo. Do total, 29% da safra já apresentava cápsulas abertas.

As condições das lavouras também melhoraram na comparação semanal. O percentual classificado como bom ou excelente chegou a 39%, dois pontos percentuais acima da semana anterior.

Por outro lado, o índice Brugler500, que acompanha as condições das lavouras norte-americanas, recuou dois pontos, para 302. O indicador foi pressionado pelo aumento de 3 pontos percentuais na parcela das plantações classificadas como ruins ou muito ruins.


Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em novembro finalizou com valorização de 5,76% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,45 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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CPI (preliminar) tem alta anual de 3,3% em agosto; previsão 3,3%


São Paulo, 01/09/2026 – A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da zona do euro acelerou de 2,9% em julho para 3,3% em agosto, segundo a leitura preliminar divulgada nesta terça-feira pela agência de estatísticas da União Europeia (UE), a Eurostat.

O resultado ficou em linha com a previsão de analistas consultados pela FactSet, que era de 3,3%. A taxa se distancia ainda mais da meta oficial de 2% do Banco Central Europeu (BCE).

Na comparação mensal, o CPI subiu 0,4% em agosto, abaixo da previsão de 0,6%.

O núcleo do CPI registrou alta anual de 2,4% em agosto, ante 2,5% em julho. A expectativa compilada pela FactSet era de 2,5%.



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Preço da soja ganha força em Chicago e encosta em US$ 13,17 por bushel

A soja ganhou força nesta terça-feira (01) em Chicago, apoiada por uma combinação de fatores de oferta e demanda. O contrato para entrega em novembro fechou cotado a US$ 13,17 por bushel, com valorização de 2,31%.

Segundo a Royal Rural, o avanço ocorre em um cenário de vários fatores positivos atuando ao mesmo tempo, especialmente sobre milho e soja. Entre eles estão a demanda firme, as preocupações com a safra norte-americana, a guerra no Mar Negro, a valorização do petróleo e uma percepção menos negativa sobre os biocombustíveis nos Estados Unidos.

No caso específico da soja, o mercado também reagiu à piora nas condições das lavouras americanas. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou ontem uma redução de 60% para 58% no percentual da safra classificada como boa ou excelente. Com a cultura já em estágio avançado de formação e enchimento de vagens, o mercado avalia que diminui o espaço para uma recuperação significativa do potencial produtivo.

Outro fator de suporte veio da EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos), em que as isenções concedidas a pequenas refinarias haviam gerado preocupação com a demanda por biocombustíveis, mas a sinalização de que as obrigações retiradas poderão ser realocadas para 2026 e 2027 trouxe uma leitura menos negativa.

Na prática, o mercado passou a considerar que parte da demanda por biocombustíveis não será eliminada, mas apenas deslocada para os próximos anos. “A percepção ajudou a sustentar os preços do óleo de soja e, consequentemente, também deu suporte ao mercado da oleaginosa”, destacou a consultoria.

Milho

O milho também acompanhou o movimento positivo em Chicago nesta sessão e o contrato com vencimento em dezembro fechou a sessão com alta de 1,53%, negociado a US$ 5,46 por bushel.

Segundo a Royal Rural, um dos principais fatores de sustentação continua sendo a forte demanda pelo milho norte-americano. As últimas inspeções de exportação ficaram próximas de 1,50 milhão de toneladas, enquanto, no acumulado, os embarques estão cerca de 25% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Ao mesmo tempo, permanecem dúvidas sobre o tamanho efetivo da safra dos Estados Unidos. Apenas 57% das lavouras estão classificadas em condição boa ou excelente. Com o ciclo se aproximando do fim, a atenção do mercado começa a se concentrar no peso dos grãos e na produtividade efetivamente obtida.

O clima também segue no radar. As temperaturas elevadas na reta final da safra aumentam a preocupação com o desenvolvimento e o peso final dos grãos, o que pode limitar o potencial produtivo.

Outro fator que deu suporte aos preços foi a guerra entre Rússia e Ucrânia. Novos ataques atingiram estruturas portuárias e de exportação na região de Odesa, reforçando as incertezas sobre o fluxo de grãos pelo Mar Negro.

A avaliação é de que a tentativa da Turquia de estabelecer um corredor seguro na região ainda não representa uma normalização dos embarques, mantendo um prêmio de risco sobre as cotações do milho.

Trigo

O trigo encerrou a sessão em queda em Chicago com o vencimento em dezembro recuou 1,10%, para US$ 7,82 por bushel.

Segundo a Granar, apesar da desvalorização registrada no dia, o mercado segue atento ao comportamento dos preços do trigo nos Estados Unidos, enquanto as incertezas relacionadas ao comércio pelo Mar Negro permanecem no radar.

A expectativa por avanços no plano de mediação da Turquia para um novo acordo de grãos entre Rússia e Ucrânia ainda não se confirmou. A proposta prevê a criação de um corredor seguro para as exportações agrícolas pelo Mar Negro, mas enfrenta resistência do Kremlin.

De acordo com a Granar, a iniciativa turca tem despertado pouco interesse da Rússia por se concentrar exclusivamente na questão dos grãos e não contemplar o conflito mais amplo entre os dois países, incluindo os ataques ucranianos contra instalações de petróleo russas.

Enquanto as negociações não avançam, as hostilidades continuam. A Rússia voltou a atacar instalações de uma usina termelétrica em Odessa, enquanto a Ucrânia retaliou contra o porto de Ust-Luga, no Mar Báltico.

O terminal é considerado uma das alternativas utilizadas pela Rússia para o transporte de grãos e petróleo, diante das restrições às operações na região do Mar Negro e do Mar de Azov.

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OAB diz se ‘preocupar com os impactos’ das conversas entre Moraes e Vorcaro


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disse nesta terça-feira (1º) “se preocupar com os impactos da crise” desencadeada pela ligação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em nota, a instituição relatou que “acompanha com atenção e extrema preocupação” o caso.

“A OAB defende a apuração rigorosa e isenta de todos os fatos em relação a quem quer que seja, asseguradas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência. Esses princípios garantem a legitimidade da apuração”, afirmou a ordem.

A instituição destacou também o impacto da crise por “envolver instituições essenciais à democracia e por ocorrer em período eleitoral”. Leia a íntegra abaixo.

Também nesta terça-feira, o ministro e relator dos processos no STF envolvendo o Banco Master, André Mendonça, retirou o sigilo dos documentos da investigação. Em relatório enviado à Corte, na quinta-feira (27), a Polícia Federal (PF) apresentou mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro, encontros e negociações envolvendo a instituição financeira e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci.

A corporação elaborou o documento a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro apreendido durante a Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

Entenda o caso Master

Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de:

  • Banco Master S/A;
  • Banco Master de Investimentos S/A;
  • Banco Letsbank S/A;
  • Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do Master, teve o seu encerramento forçado.

O processo de liquidação foi acompanhado pela Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, ele foi detido novamente.

Segundo as investigações, a instituição financeira oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.

Em 17 de janeiro, o FGC iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.

Leia a íntegra da nota da OAB

“A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanha com atenção e extrema preocupação as notícias sobre a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras instituições da República. A OAB defende a apuração rigorosa e isenta de todos os fatos, em relação a quem quer que seja, asseguradas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência. Esses princípios garantem a legitimidade da apuração”.

“A Ordem se preocupa com os impactos dessa crise para o Brasil, sobretudo por envolver instituições essenciais à democracia e por ocorrer durante o período eleitoral. A OAB seguirá cumprindo seu papel de defender a Constituição”.



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Taxa de desemprego fica em 6,4% em julho; previsão 6,3%


São Paulo, 01/09/2026 – A taxa de desemprego na zona do euro ficou em 6,4% em julho, estável ante patamar de junho e acima do 6,3% de igual mês de 2025, segundo dados atualizados divulgados nesta terça-feira pela agência de estatísticas da União Europeia (UE), a Eurostat.

O resultado ficou acima da previsão de analistas consultados pela FactSet, que era de 6,3%.



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Vylor projeta US$ 2 bilhões em receita até 2035 com portfólio para milho

A Vylor projeta gerar mais de US$ 2 bilhões em receita incremental até 2035 com seu portfólio de inovação em milho, incluindo receitas provenientes de licenciamento. A nova empresa será formada a partir da separação do negócio de sementes e genética avançada da Corteva, prevista para 1º de outubro.

O plano anunciado nesta terça-feira (1º) prevê o lançamento de sete novas plataformas tecnológicas de milho até 2035. Segundo a companhia, as tecnologias devem alcançar cerca de 90% de seu negócio de milho e fazem parte da estratégia de ampliar a participação de plataformas proprietárias e as oportunidades de licenciamento para terceiros.

A primeira etapa do plano está prevista para 2028, na América Latina. Na sequência, a empresa prevê novos lançamentos em diferentes mercados, incluindo América do Norte, ao longo da próxima década.

A empresa também pretende ampliar o uso de tecnologias próprias em seu portfólio, reduzindo sua dependência de tecnologias licenciadas e criando novas possibilidades de licenciamento.

De acordo com Sam Eathington, diretor de tecnologia da futura Vylor, o portfólio da companhia “será o resultado direto dos bilhões de dólares que investimos na última década para ajudar os agricultores a acompanharem mercados em constante crescimento e transformação. Estamos construindo plataformas tecnológicas proprietárias de longo prazo, com posição mais favorável em relação a royalties, que darão à Vylor mais liberdade para inovar, expandindo nosso negócio de licenciamento e posicionando a empresa para uma liderança sustentada”, disse, em comunicado.

A estratégia da companhia para o milho está baseada em três frentes: desenvolvimento de tecnologias voltadas às necessidades dos agricultores, utilização de germoplasma de elite em suas marcas e em acordos de licenciamento e expansão de plataformas proprietárias de biotecnologia e edição gênica.

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