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Corintiano é condenado a 13 anos de prisão por matar mulher palmeirense em 2021


O Tribunal do Júri realizado pela 5.ª Vara do Júri da Capital condenou na segunda-feira (31) Leonardo Souza Ceschini pelo feminicídio da mulher Érica Fernandes Alves Ceschini. A pena foi fixada em 13 anos e 24 dias de reclusão.

A reportagem busca contato com a defesa de Leonardo Souza Ceschini. O espaço está aberto para manifestações.

O crime aconteceu em janeiro de 2021, após uma discussão sobre a vitória do Palmeiras, na final da Copa Libertadores da América, contra o Santos. De acordo com a acusação, Ceschini golpeou com uma faca o tórax, as costas e a perna da mulher. O crime ocorreu na presença dos filhos do casal.

O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como as qualificadoras do meio cruel e do feminicídio. Também reconheceu a causa de aumento de pena pelo homicídio ter ocorrido na presença física dos filhos da vítima.

O juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, que presidiu o julgamento, considerou que o reconhecimento das duas qualificadoras e da causa de aumento de pena pelos jurados tiveram maior peso diante da confissão espontânea do réu e da causa de diminuição do privilégio.



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PIB desacelera e mostra economia mais suscetível aos juros do que o esperado


Após subir 1,1% nos primeiros três meses do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,5% no segundo trimestre, levemente acima das expectativas de mercado. No entanto, a análise dos dados mostra uma perda de tração nos setores mais sensíveis aos juros de forma mais acelerada, confirmando o que outros indicadores já sinalizavam: de que a economia está em franca desaceleração.

O PIB do segundo trimestre foi sustentado quase exclusivamente por setores como a agropecuária e a indústria extrativa mineral, menos sensíveis ao ciclo econômico porque dependem de safra e extração de petróleo e gás. Já os componentes que dependem mais de crédito e são impactados pelas altas taxas de juros tiveram quedas expressivas. O principal sinal de alerta veio da retração no consumo das famílias, acompanhada por recuos na indústria de transformação e na construção civil.

Leia também: Alckmin defende expansão para melhorar PIB e que BC deveria acelerar corte de juros

Para Rodolfo Margato, economista da XP, os resultados desagregados do PIB foram “fracos”, e mostram “sinais de uma economia que perde tração a despeito de um mercado de trabalho ainda aquecido e de uma série de estímulos à demanda no curto prazo”. O economista ressalta que o consumo das famílias ficou “bem aquém do projetado”.

Leonardo Costa, do ASA, aponta a perda de dinamismo de setores mais suscetíveis ao crédito. “Os segmentos mais sensíveis ao ciclo econômico doméstico, especialmente consumo das famílias, indústria de transformação e construção, continuam perdendo dinamismo”, explica Costa. Para ele, os indicadores já sugerem a entrada dessa fraqueza no terceiro trimestre.

Para Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, “o qualitativo veio um pouco pior do que o headline sugere”. 

Antônio Ricciardi, economista do Banco Daycoval, chama a atenção para o forte arrefecimento nos serviços, um setor tipicamente cíclico, que desacelerou de uma expansão de 2,1% no primeiro trimestre para 1,5% no segundo (na base interanual). 

Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV, avalia que o peso dos juros já afeta a indústria de transformação de maneira contundente. A expectativa de Padovani para os próximos meses é que o desempenho do do agro irá diminuir no terceiro trimestre, enquanto o efeito do aperto monetário continuará se espalhando pela economia.

Gustavo Rostelato, economista da Armor Capital, reforça que a queda no consumo somada a uma absorção doméstica praticamente estável evidenciam a “perda de tração da demanda interna”, pavimentando um viés de baixa para a atividade nos próximos trimestres.

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Leia também: Efeito contracionista dos juros se espalha e queda do PIB no 3º tri entra no radar

Casas revisam projeções

Diante da fraqueza nos setores da economia que mais sentem o peso dos juros, os analistas revisaram suas projeções de crescimento para o país e traçaram o que esperam para a taxa Selic.

A XP atribuiu um viés baixista à sua projeção atual de crescimento de 2% para o PIB de 2026, calculando que a economia ficará praticamente estagnada no segundo semestre. Para 2027, projeta uma alta de apenas 1%, alertando para o risco de uma dinâmica ainda mais fraca. Nos juros, a XP espera a continuidade do afrouxamento pelo Copom, projetando três cortes sucessivos de 0,25 ponto percentual, com a Selic encerrando 2026 em 13,25% e chegando a 11,5% em 2027.

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O ASA reviu a sua projeção de avanço do PIB de 2026 de 2,0% para 1,8%. O banco projeta um crescimento modesto de 0,2% para o terceiro trimestre deste ano, e uma expansão de 1,5% para o PIB de 2027.

O Banco Daycoval ajustou a estimativa para o PIB de 2026, revisando de 1,7% para 1,8% no final do ano. Contudo, alerta que projeta um crescimento no segundo semestre variando apenas entre 0,15% e 0,2%, impactado pela desaceleração contínua dos itens cíclicos.

O Banco BV trabalha com um cenário de desaceleração à frente, prevendo um crescimento reduzido de 0,2% no terceiro trimestre. Esses dados mantêm a projeção da casa para uma alta do PIB de 1,9% no acumulado do ano.

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Raízen conclui venda de operações na Argentina por US$ 1,42 bilhão

A Raízen anunciou nesta terça-feira (1º) a conclusão da venda de suas operações na Argentina para empresas controladas pelo grupo suíço Mercuria Energy Group. A operação envolve ativos e participações societárias da companhia no país e valor econômico total de US$ 1,42 bilhão.

A transação foi realizada pela Raízen Energia, subsidiária da Raízen, e tem como compradores a Latam Downstream Holdings e a Silver Projects. O fechamento ocorreu após o cumprimento das condições previstas nos documentos da operação, incluindo a obtenção das aprovações regulatórias necessárias.

Do valor total anunciado, parte será paga em dinheiro e parte corresponde à assunção, pelo comprador, do endividamento da Raízen Argentina. O montante ainda está sujeito aos ajustes pós-fechamento previstos para esse tipo de operação, que serão calculados com base nas demonstrações financeiras de fechamento.

Por isso, o valor líquido que será efetivamente recebido pela Raízen ainda não foi definido. Segundo a companhia, esse montante será conhecido após a conclusão dos ajustes.

A venda dá continuidade ao processo anunciado pela Raízen em 4 de junho. No comunicado desta terça-feira, a empresa afirmou que o desinvestimento está relacionado à estratégia de otimização de seu portfólio de ativos, simplificação da estrutura operacional e alocação de capital em mercados e geografias considerados prioritários.

A companhia informou ainda que os recursos líquidos provenientes da operação serão destinados à gestão de sua estrutura de capital.

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Peixe venenoso invade litoral da Bahia e animais são retirados do mar


Quase 500 peixes-leão foram retirados do litoral de Porto Seguro, no sul da Bahia, em aproximadamente um mês. A captura faz parte de uma iniciativa da Colônia de Pescadores em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac).

Os pescadores recebem R$ 10 por cada exemplar capturado e entregue à Colônia. Previsto como uma medida temporária no Plano Municipal de Enfrentamento ao Peixe-Leão, o incentivo deve continuar por mais um mês e, depois, ser reduzido gradualmente.

“Como estratégia inicial de resposta à invasão nas áreas externas ao Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora, poderá ser instituído mediante critérios definidos em instrumento próprio, por período previamente definido pela SEMAC, um programa temporário de incentivo à captura do peixe-leão, com entrega bonificada dos exemplares capturados por pescadores e demais pessoas previamente capacitadas e autorizadas”, afirma a secretaria.

A primeira ocorrência oficial da espécie no Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora foi registrada em 12 de junho de 2026. Antes disso, o peixe-leão já havia sido encontrado em outras regiões da Bahia, em fevereiro de 2025, em Morro de São Paulo, e em julho daquele ano, em Taipu de Dentro, na cidade de Maraú.

O peixe-leão é nativo da região indo-pacífica e foi identificado no Brasil pela primeira vez em 2014, no litoral do Rio de Janeiro. Depois, foram registrados casos da presença do peixe no litoral de Pernambuco, Ceará e Alagoas.

Apesar de parecer inofensivo, o peixe-leão oferece risco ao equilíbrio dos ecossistemas marinhos porque não tem predadores naturais no litoral brasileiro e compete por alimentos em condições desiguais, o que pode diminuir consideravelmente o desenvolvimento de outros peixes e crustáceos, impactando a cadeia da pesca.

O peixe-leão possui 18 espinhos venenosos e o contato com humanos pode causar dor intensa, náuseas e até convulsões. Cada fêmea pode colocar até 30 mil ovos, que eclodem em apenas 26 dias. Ele é extremamente voraz: pode comer até 20 peixes em 30 minutos, inclusive presas com até 70% do seu tamanho.

Plano prevê controle

O plano de Porto Seguro prevê monitoramento, captura, pesquisa científica e capacitação para enfrentar a presença da espécie. No Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora, apenas pessoas capacitadas e autorizadas podem realizar a captura, e os animais retirados não podem ser devolvidos vivos ao mar.

Inicialmente, os exemplares devem ser destinados prioritariamente ao Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha da Universidade Federal do Sul da Bahia (LECOMAR/UFSB) para pesquisas. Em médio e longo prazo, o município prevê avaliar o beneficiamento e a comercialização do peixe-leão, além da realização de torneios de pesca e festivais gastronômicos.



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União Europeia vai suspender importações de carne brasileira a partir de quinta-feira


A União Europeia suspenderá a partir de quinta-feira a importação de carne bovina e de aves de criação procedentes do Brasil, anunciou nesta segunda-feira (31) a Comissão Europeia, que aguarda garantias brasileiras sobre o cumprimento das normas sanitárias do bloco.

Neste momento, a Comissão Europeia reprova o Brasil por não ter apresentado garantias suficientes sobre a conformidade de seus produtos com as regras europeias contra o uso abusivo de antibióticos na indústria pecuária.

— O Brasil é um parceiro importante da UE e estamos trabalhando estreitamente, de maneira construtiva e positiva, com as autoridades brasileiras para assegurar sua conformidade com essas exigências. Uma vez demonstrada essa conformidade, as exportações para a UE poderão ser retomadas — afirmou uma porta-voz do Executivo europeu à AFP na noite desta segunda-feira.

A suspensão das importações brasileiras também abrange ovos e mel. Bruxelas não quis fornecer um calendário para a retomada das importações.

Aves

No caso das aves e do mel, uma auditoria está em andamento e deve ser concluída na sexta-feira.

Se o resultado for positivo e os países europeus derem sinal verde, as exportações de carne de aves para a UE poderão voltar a ser autorizadas nas próximas semanas.

Os prazos, por outro lado, poderão ser mais longos para a carne bovina.

“Em razão da duração dos ciclos de produção de acordo com as espécies animais envolvidas, a data a partir da qual o Brasil poderá estar em condições de certificar sua conformidade com as exigências da UE varia de acordo com os setores”, explicou a Comissão Europeia.

Após críticas

A UE quer dar garantias de sua vigilância, depois de ter sido duramente criticada pelo setor agrícola e pela França após assinar, em janeiro de 2026, um acordo de livre-comércio com os países do Mercosul: Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.

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Em 2025, o Brasil era o segundo maior exportador de carne bovina para a UE, com mais de 92 mil toneladas de produtos bovinos, representando mais de 713 milhões de euros (R$ 4,29 bilhões).

Segundo as regras europeias, é proibido o uso de antimicrobianos na criação de animais com o objetivo de promover o crescimento ou aumentar a produtividade. Os animais também não podem ser tratados com antimicrobianos reservados para infecções humanas.

Essas medidas fazem parte de uma política europeia destinada a combater a resistência dos microrganismos aos medicamentos, evitando o recurso desnecessário a tratamentos com antibióticos.

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Infecções resistentes

O mundo registrou uma explosão no número de infecções resistentes aos medicamentos nos últimos anos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as superbactérias resistentes aos antimicrobianos (RAM) são diretamente responsáveis por mais de um milhão de mortes e contribuem para quase cinco milhões de mortes adicionais a cada ano.



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UE diz confiar em esforços do Brasil para retomar exportação de carne

A União Europeia afirmou nesta terça-feira (1º) que confia nos esforços do Brasil para adequar seus procedimentos às normas sanitárias do bloco e permitir a retomada das exportações de carne e outros produtos de origem animal. A declaração foi feita pela Comissão Europeia após a confirmação da suspensão das importações brasileiras.

A medida entra em vigor na quinta-feira (3) e envolve carnes bovina e de aves, além de ovos e mel. Segundo a Comissão Europeia, a decisão está relacionada ao cumprimento das regras europeias sobre o uso de antimicrobianos e antibióticos na produção animal.

“Podemos confiar plenamente no Brasil e em seu compromisso de resolver essa questão, para que possamos retomar as importações o quanto antes”, afirmou Paula Pinho, principal porta-voz da Comissão Europeia, segundo publicou a ANSA (Agência Italiana de Notícias).

De acordo com a agência, uma auditoria técnica está em andamento em produtores brasileiros de carne de aves e mel. A avaliação deve ser concluída até o fim desta semana. A porta-voz da Comissão Europeia Eva Hrncirova afirmou, porém, que os resultados não devem ser divulgados imediatamente, já que os especialistas ainda precisarão elaborar as conclusões da auditoria.

A suspensão das importações ocorre depois de o Brasil ter sido retirado da lista de países reconhecidos pela União Europeia como cumpridores das exigências relacionadas ao uso de determinados antimicrobianos na produção pecuária.

As normas europeias restringem o uso de antibióticos como promotores de crescimento e estabelecem limites para a utilização de substâncias antimicrobianas consideradas importantes para o tratamento de infecções em seres humanos.

A Comissão Europeia informou que o Brasil poderá voltar a exportar os produtos assim que comprovar o cumprimento das exigências sanitárias do bloco.

A União Europeia é um dos principais mercados para produtos agropecuários brasileiros. Em 2025, o bloco importou cerca de US$ 1 bilhão em carne bovina do Brasil, segundo dados citados em levantamentos sobre o comércio entre as duas regiões.

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São Paulo terá chuva e temporais nesta terça-feira; veja previsão


A cidade de São Paulo terá chuva ao longo desta terça-feira (1º), com aumento das pancadas durante a manhã e a tarde. A passagem de uma nova frente fria pelo estado favorece a possibilidade de chuva forte, temporais, rajadas de vento e granizo. A máxima prevista para a capital é de 21°C, segundo a Climatempo.

A frente fria avança rapidamente pelo estado de São Paulo e encontra uma atmosfera aquecida, condição que contribui para a formação de áreas de instabilidade. Na capital, a previsão indica chuva desde o início do dia, com aumento da intensidade das pancadas ao longo da manhã e da tarde.

Além da chuva, são esperadas rajadas de vento. De acordo com a previsão da Climatempo, os ventos podem atingir entre 50 km/h e 70 km/h em grande parte da Região Sudeste, com possibilidade de rajadas de até 70 km/h no sul e no litoral paulista.

Mudança no tempo

A passagem da frente fria também deve provocar queda nas temperaturas nos próximos dias. Para quarta-feira (2), a previsão indica máxima de 19°C na capital, dois graus abaixo da registrada nesta terça. A chuva deve diminuir, mas o vento e a umidade continuam presentes.

A frente fria faz parte de um sistema que avança pelo Sul e pelo Sudeste nesta terça-feira. Segundo a Climatempo, o deslocamento do sistema também provoca instabilidades em outras áreas do Sudeste, como Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro.

Na capital paulista, a previsão para os próximos dias ainda indica períodos de chuva e variação de temperatura. Por isso, a condição do tempo deve continuar diferente da registrada nos últimos dias, quando a cidade teve temperaturas mais elevadas.



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PIB do Brasil sobe 0,5% no segundo trimestre de 2026 e chega a R$ 3,4 trilhões


Dado foi divulgado nesta terça-feira (1) pelo IBGE



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Crescimento da indústria na zona do euro atinge máxima em mais de 4 anos em agosto


LONDRES, 1 Set (Reuters) – O crescimento do ⁠setor industrial da zona do euro ⁠atingiu seu ritmo mais acelerado em mais de quatro anos ‌em agosto, impulsionado pelo maior aumento nas novas encomendas desde o início de 2022 e pela expansão da produção a ‌um ritmo robusto, segundo uma pesquisa.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor industrial da zona do euro, da S&P Global, subiu de 51,9 em julho para 52,7 em agosto, maior nível desde maio de 2022, mas ficou um pouco abaixo da ⁠preliminar ‌de 52,8.

Valores do PMI acima de 50,0 indicam crescimento da ⁠atividade.

“O relatório do PMI de agosto forneceu os sinais mais claros até o momento de que a economia industrial da zona do euro conseguiu, até agora, superar tanto o choque dos preços do petróleo quanto as interrupções relacionadas ​ao abastecimento causadas pela guerra no Oriente Médio. O crescimento mais forte da carteira de pedidos, em parte devido ​à recuperação da demanda de exportação, deve dar sustentação a essa expansão”, afirmou Joe Hayes, economista sênior principal da S&P Global Market Intelligence.

Os novos pedidos cresceram no ritmo mais acentuado desde o início de 2022, com os pedidos de exportação ‌aumentando pela segunda vez em quatro anos ​e meio, o que proporcionou um suporte notável. As vendas no exterior foram particularmente fortes na Áustria, na Alemanha e na Holanda.

O crescimento da produção industrial ⁠acelerou, com o ​subíndice subindo de ​52,9 para 53,3 em agosto, atingindo o pico em 54 meses. Bens intermediários, como ⁠produtos químicos, metais e componentes ​eletrônicos, foram o principal fator por trás dos ganhos na produção.

O emprego permaneceu praticamente inalterado, encerrando mais de três anos de quedas mensais ​consecutivas em uma mudança modesta, mas notável.

Quanto aos preços, a inflação dos custos dos insumos recuou para o ​menor nível em ⁠seis meses, embora tenha permanecido bem acima dos níveis observados antes do início do ⁠conflito no Oriente Médio. A inflação dos preços de produção seguiu um padrão semelhante.

A confiança empresarial dos fabricantes subiu pelo quarto mês consecutivo, com o otimismo em relação às perspectivas para os próximos 12 meses ultrapassando sua média de longo prazo.

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Açúcar sobe 1,42% na bolsa de Nova York com temor de déficit global

As perspectivas de menor oferta global de açúcar seguem dando suporte aos preços no mercado internacional. Em Nova York, o contrato futuro com vencimento em outubro avançou 1,42% nesta segunda-feira (31) e fechou cotado a 17,81 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, o açúcar subiu com força no pregão, embora tenha permanecido abaixo da máxima registrada na última sexta-feira, quando a commodity atingiu o maior nível em 16 meses e meio. Em Londres, os preços também alcançaram na última quinta-feira o maior patamar em 17 meses.

O cenário de oferta mais restrita ganhou força após o Observatório do Mercado de Açúcar da União Europeia informar que a produção do bloco na safra 2026/27 deve recuar 19% em relação ao ciclo anterior, para 13,4 milhões de toneladas.

A Green Pool Commodity Specialists também projeta um déficit global de 3,2 milhões de toneladas de açúcar em 2026/27. Para a safra 2025/26, a consultoria reduziu a estimativa de superávit global de 4,93 milhões para 4,85 milhões de toneladas.

Cacau

O cacau manteve o ritmo de valorização no mercado internacional nesta segunda-feira, em meio à preocupação com as condições da próxima safra na África Ocidental. Na Bolsa de Nova York, o contrato para entrega em dezembro subiu 1,85% e encerrou o pregão negociado a US$ 6.771 por tonelada.

Os preços vêm avançando com a revisão das perspectivas para o balanço global da commodity. A StoneX reduziu de 149 mil para aproximadamente 25 mil toneladas sua estimativa de excedente mundial de cacau para a safra 2026/27.

A consultoria aponta o aumento do risco de El Niño e a piora das perspectivas de produção na Costa do Marfim e em Gana como fatores para a forte revisão na projeção.

Na última semana, os contratos futuros de cacau atingiram o maior nível desde 9 de julho. Em 28 de agosto, a commodity avançou cerca de 5,1%, para perto de US$ 6.488 por tonelada, acumulando valorização superior a 25% no mês anterior.

Café

O mercado de café segue marcado por forte volatilidade diante das incertezas sobre a oferta global e o cenário econômico. Segundo o Escritório Carvalhaes, fatores como os baixos estoques mundiais, as condições climáticas nas regiões produtoras e as dificuldades enfrentadas pelas economias brasileira e global têm provocado mudanças rápidas nas posições dos operadores nas bolsas de Nova York e Londres.

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro para entrega em dezembro recuou 0,43% nesta segunda-feira e encerrou o pregão cotado a US$ 3,11 por libra-peso.

De acordo com a Barchart, o café arábica fechou em baixa, com os preços se mantendo acima da mínima de três semanas registrada na última quinta-feira.

O Escritório Carvalhaes também cita as guerras prolongadas no Oriente Médio e na Europa Oriental como fatores que contribuem para o ambiente de incerteza nos mercados. Para a consultoria, a comunicação em rede tem acelerado as mudanças nas posições dos operadores nas bolsas internacionais.

Suco de laranja

O suco de laranja recuou 5,34% no mercado futuro nesta sessão. O contrato com vencimento em novembro encerrou o pregão cotado a US$ 1,37 por libra-peso.

Algodão

No algodão, os preços também avançaram no mercado futuro. O contrato para entrega em dezembro subiu 1,93% e encerrou o pregão cotado a 93,14 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, dados do Compromisso dos Traders mostraram aumento da exposição dos fundos de investimento à commodity. Na semana encerrada em 25 de agosto, os fundos ampliaram em 17.173 contratos a posição comprada líquida em futuros e opções de algodão.

Com o movimento, a posição comprada líquida dos fundos chegou a 95.841 contratos na terça-feira.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

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