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Kátia Abreu critica Trump e defende novos mercados

A ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu classificou como um “absurdo” a política tarifária adotada pelos Estados Unidos contra o Brasil e disse esperar que o governo de Donald Trump reconheça a importância do país para o comércio internacional.

A declaração foi dada em Luanda, onde ela acompanha as discussões sobre a ampliação da cooperação entre Brasil e Angola no agronegócio.

Para Kátia, a diplomacia brasileira tem capacidade para enfrentar a nova fase de tensão comercial com os Estados Unidos.

“É simplesmente um absurdo um país unilateralmente, com a influência e o poder dos Estados Unidos, fazer imposições que significam quase um massacre para os países, não só para o Brasil”, afirmou.

A ex-ministra, que também foi senadora e presidiu a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, elogiou a atuação do Itamaraty e disse estar confiante na capacidade de negociação brasileira.

“Eu tenho certeza de que, como lidaram com o tarifaço do início, o primeiro tarifaço do Trump, com certeza vão poder lidar com esse segundo tarifaço”, disse.

Segundo ela, o momento exige uma reação diplomática, mas também uma visão de longo prazo para diversificar os parceiros comerciais do Brasil. Kátia citou a aproximação com a China e defendeu que o país amplie as relações com a África.

Angola como nova fronteira

É nesse contexto de busca por novos mercados que Kátia vê uma oportunidade estratégica em Angola. Para ela, a ansiedade do governo angolano em acelerar a chegada de produtores brasileiros é compreensível diante do desafio de gerar empregos para uma população jovem, mas o processo precisa de algum tempo.

“A ansiedade é grande e a gente vê nesse governo um desejo das coisas acontecerem aqui com muita pressa”, afirmou.

A ex-ministra disse que a chegada de alguns produtores pode ser suficiente para desencadear um movimento maior de investimentos brasileiros no país. Ela citou como exemplo um grupo de quatro irmãos brasileiros que pretende investir em agricultura em Angola.

“Na hora que chegar um produtor, dois produtores do Brasil, está vindo um grupo grande, eles vão acabar puxando outros agricultores”, afirmou.

Angola tem condições de acelerar o desenvolvimento de sua agricultura porque não precisará repetir integralmente o caminho percorrido pelo Brasil, observou a ex-ministra. O país, porém, terá de avançar em infraestrutura, principalmente em estradas e energia.

“Para o Brasil chegar onde chegou, levou no mínimo 50 anos. Angola pode demorar muito menos, porque vai pegar a estrada parcialmente pronta”, disse.

Ela destacou ainda a necessidade de energia para viabilizar investimentos em agroindústrias, secadores, frigoríficos e outras estruturas de processamento.

Na avaliação da ex-ministra, o potencial agrícola é grande e as condições de produção têm semelhanças com as encontradas no Brasil.

“Se eu tivesse 10, 15 anos a menos, eu teria coragem de vir para cá e fazer agricultura. Aqui não vai ter erro. A agricultura é muito parecida”, afirmou.

Kátia prevê que, com investimentos e transferência de tecnologia, Angola pode recuperar uma posição de destaque na produção de alimentos no continente.

“Em um espaço muito curto de tempo, Angola poderá voltar a ser um dos celeiros da África”, disse.

Embrapa e a aproximação com a África

A ex-ministra também defendeu uma participação maior da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no desenvolvimento da agricultura africana.

Para ela, a transferência de tecnologia brasileira pode criar uma relação estratégica de longo prazo entre os dois lados do Atlântico.

“Disseminar a tecnologia é disseminar o conhecimento por um continente igual à África”, afirmou.

Kátia também associou a aproximação entre Brasil e Angola a uma dimensão histórica. Ela lembrou o papel de Angola no tráfico de escravizados para o Brasil e disse que a cooperação tecnológica pode ser uma forma de o país reconhecer essa história e contribuir para o desenvolvimento angolano.

“Tudo que a gente puder fazer para minimizar essa grande tragédia humanitária do passado, nós contribuímos com aquilo que podemos”, afirmou.

Na visão dela, a África deve ser tratada pelo Brasil não apenas como mercado consumidor, mas como parceira econômica estratégica.

“Não podemos olhar somente para Europa e Estados Unidos. Temos que olhar para o Sul, que são países que poderão ser prósperos e que podem fazer trocas econômicas e financeiras muito importantes com o Brasil”, disse.

Eleição de 2026

A entrevista também avançou para a eleição presidencial brasileira. Kátia, que se define como uma figura de centro e centro-direita, afirmou que não acredita ter força para determinar o resultado eleitoral, mas disse que sua aproximação com o governo Lula pode ajudar a reduzir resistências entre parte do eleitorado do agronegócio.

“Eu não tenho tanta ousadia de achar que vou influenciar a eleição dessa forma, com muita força”, afirmou.

Ela, no entanto, disse acreditar que eleitores moderados podem olhar para sua atuação e relativizar a resistência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Quem está numa posição não partidária, mas numa posição de centro, uma posição de centro-direita e que não tenha radicalismo, e que conhece a minha estrada, conhece o meu currículo, sabe o que eu fui e o que já fiz”, disse.

Kátia também afirmou que continua defendendo suas convicções em relação ao agronegócio, apesar da aproximação com o governo atual.

“Se a Kátia está lá, a coisa não pode ser tão feia assim”, afirmou, ao comentar a possibilidade de influenciar eleitores mais resistentes a Lula.

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ANPD suspende transmissões ao vivo do Discord no Brasil


A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou nesta quarta-feira (12) que o Discord suspenda, no Brasil, as transmissões ao vivo da plataforma. A empresa terá três dias úteis para interromper o recurso e outras ferramentas de transmissão e compartilhamento de vídeos. A suspensão deverá permanecer até que o Discord comprove à agência a adoção de medidas técnicas e de segurança para proteger crianças e adolescentes.

A decisão foi tomada pela Superintendência de Fiscalização da ANPD dentro de um processo aberto na sexta-feira (7), que investiga possíveis falhas da plataforma no cumprimento das regras de proteção de menores de 18 anos no ambiente digital.

A medida não determina o bloqueio do Discord no país. Segundo a ANPD, a decisão é específica para a funcionalidade “Go Live”, utilizada para transmissões ao vivo dentro de servidores, além de recursos equivalentes de transmissão e compartilhamento de vídeos.

A agência afirma ter identificado evidências de que a funcionalidade apresenta riscos relacionados à exposição de crianças e adolescentes a conteúdos e práticas que podem envolver violência, automutilação e suicídio.

Fiscalização da ANPD

O processo de fiscalização foi instaurado para verificar se o Discord adotou as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) para prevenir e reduzir riscos aos usuários menores de idade.

Segundo a ANPD, a decisão desta quarta-feira ocorreu após a agência receber informações apresentadas pelo Discord na segunda-feira (10) e realizar uma reunião com representantes legais da empresa na terça (11).

A Superintendência de Fiscalização considerou que os elementos reunidos até o momento justificam uma intervenção específica sobre as transmissões ao vivo. A agência afirma que esse recurso tem sido utilizado de forma recorrente em episódios envolvendo violações contra crianças e adolescentes.

Entre as situações mencionadas pela ANPD estão:

  • Práticas de violência;
  • Assédio e ações de indução;
  • Incitação;
  • Instigação ou auxílio à automutilação e ao suicídio.

A agência também informou que, pela forma como a tecnologia do Discord funciona, a empresa não tem acesso ao conteúdo das transmissões de vídeo enquanto elas estão acontecendo. Segundo a fiscalização, isso dificulta a análise automática das imagens e a identificação, em tempo real, de possíveis violações.

Atualmente, de acordo com a ANPD, o Discord depende de sistemas automatizados e de denúncias feitas pelos próprios participantes dos servidores para identificar situações de risco.

Mudanças na função de transmissão

A ANPD afirma ainda que o Discord realizou mudanças técnicas na funcionalidade “Go Live” no início de março, período próximo à promulgação e à entrada em vigor do ECA Digital.

Segundo a agência, essas alterações reduziram as medidas de proteção disponíveis para crianças e adolescentes. A avaliação da fiscalização é de que as medidas apresentadas atualmente pela empresa são, em grande parte, posteriores à ocorrência dos danos ou possuem capacidade preventiva considerada limitada.

A legislação estabelece que plataformas devem considerar os riscos relacionados a seus recursos, funcionalidades e sistemas desde a fase de concepção e durante o gerenciamento contínuo desses serviços.

Por isso, além de suspender as transmissões ao vivo, a determinação da ANPD exige que o Discord adote mecanismos capazes de impedir tentativas de burlar a suspensão.

A decisão, no entanto, não impede o funcionamento das demais atividades da plataforma. O Discord poderá continuar oferecendo seus outros recursos e serviços que não estejam envolvidos na determinação.

Suspensão não tem prazo definido

A suspensão das lives não tem uma data previamente estabelecida para terminar.

De acordo com a ANPD, o recurso só poderá ser reativado, total ou parcialmente, depois que o Discord demonstrar que implementou medidas técnicas, de segurança e de governança adequadas aos riscos identificados.

A empresa também precisará comprovar a efetividade dessas medidas. A retomada das transmissões dependerá de autorização expressa e prévia da ANPD.

A medida desta quarta-feira é preventiva e faz parte do processo de fiscalização. Outras providências ainda poderão ser adotadas pela agência durante a investigação.

Entre as possibilidades está a elaboração de um plano de conformidade, no qual o Discord poderia assumir compromissos para implementar mudanças em outros aspectos de seus serviços e atender às exigências do ECA Digital.



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Minerva registra queda de 57% no lucro líquido do segundo trimestre de 2026

A Minerva registrou um lucro líquido de R$ 196,9 milhões no segundo trimestre de 2026, o que representa uma queda de 57% frente ao mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre de 2025, o resultado havia sido de R$ 458,3 milhões.

A receita liquida somou R$ 14,1 bilhões neste segundo trimestre de 2026, com avanço de 1,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. Nos últimos doze meses, a receita líquida consolidada totalizou R$ 57,2 bilhões, patamar recorde na base anual e alta de 29,1% no comparativo com o mesmo período do ano anterior

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 1.230,6 bilhão, redução de 5,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior, que estava em R$ 1.302,5 bilhão.

A margem EBITDA ajustada no trimestre foi de 8,7%, uma redução de 0,6 p.p. em comparação ao mesmo período de 2025, que estava em 9,4%.

Em comunicado, a companhia destacou que segue atenta às oportunidades de gestão do seu passivo financeiro, em busca de uma estrutura de capital menos onerosa e mais eficiente.

Além disso, a empresa reportou que a recente emissão de USD 600 milhões relativos aos Bond 2036, com uma demanda 2,5x superior à oferta, além de outras iniciativas no mercado de capitais local, confirmam esse movimento e contribuem para o alongamento do perfil de dívida.

No primeiro semestre deste ano, a empresa recomprou cerca de US$ 66,9 milhões relativos ao Bond 2031. Esses valores, em complemento ao resgate do Bond 2028, no valor de US$ 166,0 milhões, totalizaram US$ 232,9 milhões, ou R$ 1,2 bilhão em recompras no acumulado do ano.

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‘Você quer reprovar?’: professor é investigado por pedir foto de aluna nua no PR


Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

Um professor de um colégio estadual de Ponta Grossa, na região de Campos Gerais do Paraná, é investigado por assédio sexual após ameaçar uma aluna, exigindo que ela enviasse uma foto dela nua. A polícia teve acesso a prints das mensagens enviadas por ele à estudante. No diálogo, a adolescente nega e o professor responde: “eu tô mandando, você não tem escolha ou você quer reprovar?“, continua, “quer decepcionar toda a sua família?“.

Segundo a polícia, a pasta cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o professor no último sábado (8). Foram apreendidos um celular, um notebook e pendrives que serão periciados. O caso está sob responsabilidade do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).

A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informou em nota que o docente não integra mais o quadro da rede estadual de ensino, em “razão da rescisão de seu contrato decorrente de procedimento administrativo”.

Em seguida, disse que a Seed e o Núcleo Regional de Educação de Ponta Grossa permanecem à disposição das autoridades para colaborar com a investigação e fornecer informações eventualmente solicitadas pelos órgãos competentes.

Por envolver menor de idade, o caso tramita sob sigilo, conforme determina a legislação.



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Raízen Energia pede conversão de registro na CVM em meio à reestruturação

A Raízen Energia informou ao mercado que protocolou junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) o pedido de conversão de seu registro de emissor de valores mobiliários da Categoria B para a Categoria A.

Segundo a companhia, a mudança faz parte do processo de reestruturação societária do grupo Raízen e está alinhada aos termos e objetivos do plano de recuperação extrajudicial que envolve a controladora Raízen, a própria Raízen Energia e determinadas empresas controladas.

A conversão será realizada de acordo com os procedimentos previstos pela regulamentação da CVM. Com o registro de Categoria A, a empresa passa a ter autorização para negociar no mercado valores mobiliários mais amplos, incluindo ações, além de assumir exigências adicionais de divulgação de informações ao mercado.

A companhia afirmou que continuará informando acionistas e investidores sobre eventuais desdobramentos relacionados ao processo.

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Anvisa proíbe comercialização de 12 produtos de limpeza; veja a lista


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (12) a proibição da comercialização de 12 produtos de limpeza, segundo publicado no Diário Oficial da União.

A medida afeta todos os lotes de itens como alvejantes, tira-manchas e soluções de percarbonato de sódio.

Veja a lista dos produtos:

  • OXYPUR – QUIMPACK
  • PERCARBONATO DE SÓDIO – LOS CHEFS
  • ALVEJANTE NATURAL MULTIUSO – NOVA FÓRMULA
  • PERCARBONATO DE SÓDIO – VONG HOME
  • BOA ALVEJANTE PERCARBONATO DE SÓDIO EM PÓ
  • PERCARBONATO PLUS – ANS AGRÁRIA
  • PERCARBONATO DE SÓDIO – NATIVA
  • YTA CLEAN
  • ALVEJANTE TIRA MANCHAS – AMIGOS DISTRIBUIDORA
  • ERCARBONATO DE SÓDIO – OXGEN
  • TIRA MANCHAS – FV GROUP
  • PERCARBONATO TOP BRILHO

Segundo a Anvisa, os produtos foram fabricados e vendidos por empresas sem autorização de funcionamento ou registro sanitário. A agência ordenou a retirada imediata dos produtos de circulação em todo o país para garantir a segurança dos consumidores.



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Ministério da Agricultura debate produção nacional de vacinas para rebanhos

O MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) discutiu nesta quarta-feira (12) com representantes da indústria farmacêutica medidas para ampliar a produção nacional e garantir o abastecimento de vacinas para rebanhos brasileiros.

O encontro teve participação dos representantes da Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais) e discutiu medidas para ampliar a fabricação de vacinas destinadas à pecuária, especialmente contra raiva e brucelose.

Também foram avaliadas oportunidades para desenvolver imunizantes voltados à exportação, inclusive para países que ainda utilizam a vacinação contra a febre aftosa.

Entre os pontos debatidos esteve a retomada da produção nacional da vacina contra a raiva, além de iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de imunizantes veterinários.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, governo e indústria têm interesse comum em ampliar a capacidade produtiva brasileira e reduzir riscos de desabastecimento.

O ministro afirmou que a intenção é criar condições para produzir vacinas no país com segurança e qualidade, evitando que o Brasil fique vulnerável à falta de imunizantes.

A reunião também tratou da atuação do Ministério da Agricultura dentro de suas competências regulatórias e sanitárias e da interlocução com o setor privado para ampliar a produção nacional.

Para André de Paula, o fortalecimento da indústria de vacinas veterinárias pode gerar empregos, ampliar a capacidade produtiva brasileira e contribuir para a segurança sanitária dos rebanhos.

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Polícia Civil recupera obras de Matisse roubadas em 2025 da Biblioteca Mário de Andrade


A Polícia Civil informou nesta quinta-feira (13) que recuperou as obras do artista francês Henri Matisse, roubadas em 2025 da Biblioteca Municipal Mário de Andrade, no Centro de São Paulo. O assalto aconteceu na manhã do dia 7 de dezembro, quando criminosos levaram oito gravuras do artista francês Henri Matisse e outras cinco do pintor brasileiro Candido Portinari.

A ação ocorreu durante o horário de funcionamento e atingiu um dos acervos públicos mais relevantes do país.

Entre as gravuras furtadas de Matisse estão obras reconhecidas internacionalmente por seu valor artístico e histórico. Segundo a instituição, foram levadas:

  • Le clown (O palhaço)
  • Le cirque (O circo)
  • Monsieur loyal (Senhor leal)
  • Cauchemar de l’Éléphant Blanc (O pesadelo do elefante branco)
  • Le Codomas (Os Codomas)
  • La nageuse dans l’aquarium (O nadador no aquário)
  • L’avaleur de sabres (O engolidor de palavras)
  • Le Cowboy (O cowboy)

As peças integram séries raras do modernismo europeu, frequentemente exibidas em mostras temáticas. Já as cinco obras de Portinari — cujos detalhes ainda não foram divulgados — pertenciam ao núcleo de arte brasileira do acervo gráfico da biblioteca.

*Com informações da AFP



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Açúcar fecha em alta de 2,44% em NY com preocupação sobre oferta global

Na bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar para entrega em outubro fechou a sessão desta quinta-feira (13) com alta de 2,44%, cotado a 16,82 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, a alta foi sustentada pelas preocupações com os impactos do clima sobre a produção global de açúcar.

Na Europa, a seca e as temperaturas elevadas devem reduzir a produção da União Europeia e do Reino Unido para 14,98 milhões de toneladas neste ano, o menor volume em 11 anos, de acordo com dados da S&P Global Energy.

Na Índia, as condições climáticas também seguem no radar dos investidores. Segundo o Departamento Meteorológico da Índia, o acumulado de chuvas da temporada de monções, entre junho e setembro, estava 12% abaixo da média até 13 de agosto.

Apesar do déficit, o cenário representa melhora em relação ao registrado em 30 de junho, quando as precipitações estavam 42% abaixo do normal.

Em 31 de julho, o Departamento Meteorológico da Índia havia informado que as chuvas durante agosto e setembro provavelmente ficariam abaixo da média. O Ministério de Ciências da Terra do país também alertou que a temporada de monções deste ano pode ser a mais fraca em 11 anos.

A Índia é o segundo maior produtor de açúcar do mundo, e a temporada de monções é considerada fundamental para o desenvolvimento das lavouras de cana.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em setembro encerrou o dia com leve baixa de 0,10%, negociado a US$ 5.719 por tonelada.

Segundo a Barchart, os preços do cacau chegaram a subir durante a sessão, recuperando parte das perdas registradas na terça-feira, quando os contratos em Nova York e Londres recuaram mais de 4%.

A queda anterior foi pressionada por relatos de condições favoráveis de cultivo na Costa do Marfim e em Gana. O clima tem favorecido a floração dos cacaueiros nos dois países, aumentando as expectativas para a oferta antes do início da principal colheita, previsto para o próximo mês.

Costa do Marfim e Gana estão entre os principais produtores mundiais de cacau, e as condições das lavouras nos dois países influenciam diretamente as expectativas de oferta no mercado internacional.

Café

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro fechou a sessão com queda de 2,23%, cotado a US$ 3,12 por libra-peso.

Segundo a Barchart, os preços recuaram após atingirem na terça-feira o maior nível em um mês. Na sessão anterior, o mercado havia sido impulsionado pelos impactos de um terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira.

O tremor provocou interrupções nas exportações de café do país, que é o segundo maior produtor mundial de café arábica.

Entre as regiões afetadas estão Caldas e Risaralda, importantes áreas produtoras que, juntas, respondem por cerca de um quarto da produção colombiana.

Apesar das preocupações com a oferta colombiana, os preços perderam força nesta sessão e devolveram parte dos ganhos registrados anteriormente.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou a sessão com alta de 1,04%, cotado a 83,50 centavos de dólar por libra-peso.

Na sessão desta quinta-feira, porém, os contratos futuros passaram a operar em queda na maioria dos vencimentos, com recuos entre 85 e 109 pontos. O movimento ocorre em meio à queda do petróleo bruto, de US$ 1,32 por barril, enquanto o índice do dólar recua 0,054 ponto.

Segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as vendas para exportação de algodão somaram 778.939 fardos equivalentes ao longo da semana encerrada em 6 de agosto, considerando o ano comercial de 2025/26. As novas vendas totalizaram 126.050 fardos, enquanto os embarques chegaram a 208.374 fardos.

O relatório de produção agrícola do USDA, divulgado na quarta-feira, apontou redução de 90 mil fardos na estimativa de produção de algodão dos Estados Unidos, para 13,61 milhões de fardos.

A área plantada foi elevada em 620 mil acres, para 10,47 milhões de acres. Já a produtividade estimada recuou 74 libras por acre, para 798 libras por acre.

Nos estoques, a projeção para a safra antiga permaneceu em 4,2 milhões de fardos. Para a nova safra, a estimativa caiu em 100 mil fardos, para 4 milhões de fardos.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 0,94% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,39 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/

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Audiência no STF sobre BRB termina sem avanços


O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizou nesta quinta-feira (13) uma audiência de mediação para tentar destravar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões que o Banco de Brasília (BRB) busca junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir parte do rombo provocado pela compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master.

A audiência terminou sem avanços, e as partes envolvidas no caso decidiram que as negociações vão continuar.

Em maio deste ano, Fux chancelou o acordo no qual o FGC, entidade privada que reúne bancos públicos e privados, avaliaria a concessão do empréstimo ao BRB, sem aval financeiro do governo federal. O fundo receberia como garantia as verbas federais que são destinadas ao governo do Distrito Federal (GDF) por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Contudo, as negociações não prosperaram, e o GDF entrou com uma petição no STF para informar que o acordo não foi colocado em prática.

O impasse envolve as regras para eventual calote por parte do governo distrital. Os bancos que fazem parte do FGC querem garantias de que vão conseguir acessar os recursos do FPE e FPM, que são recursos públicos, em caso de inadimplência.

Os bancos também têm dúvidas sobre a viabilidade do plano de negócios do BRB para os próximos anos.

Durante a audiência de hoje, a governadora Celina Leão ressaltou que o empréstimo será concedido ao GDF, controlador do BRB, e não ao banco. O governo é o controlador da instituição.

A governadora reconheceu que o BRB não divulgou seu balanço financeiro após o surgimento da investigação do caso Master, mas ponderou que todas as informações financeiras foram enviadas ao FGC.

Segundo a governadora, o balanço só será publicado após a concessão do empréstimo.

“O banco está nesta condição desde novembro do ano passado. É um banco solido. É um banco que sobreviveu com liquidez”, afirmou.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também participou da audiência e reforçou que a União não será avalista do empréstimo.

Durigan disse que o BRB é um banco sólido, mas teve um “problema grave”, que não foi gerado pela União.

Apesar disso, o ministro afirmou que o governo federal foi proativo e sugeriu soluções ao participar da mediação.
“A União não tem nada que ver com essa história. É um problema gerado pelo governo do DF, com o BRB, que tem que ser tratado pelos responsáveis”, completou.

O empréstimo é uma exigência do Banco Central (BC) para recompor as contas do banco após as fraudes apontadas pelas investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Em setembro do ano passado, o BC rejeitou a compra do Master pelo BRB ao encontrar diversas fraudes, entre elas, ativos financeiros sem lastro financeiro.



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