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Mais moderno e funcional, novo receptivo do aeroporto ganha forma com avanço das obras em Dourados


Terminal aeroportuário deve ficar pronto em 2027, ampliando segurança e conforto para passageiros e operadores na segunda maior cidade do Estado

Mais moderno e funcional, novo receptivo do aeroporto ganha forma com avanço das obras em Dourados
Novo terminal de passageiros começou a ser construído em setembro de 2025, data de reativação do aeroporto para voos comerciais

Entre embarques e desembarques, uma obra chama a atenção no Aeroporto Regional Francisco de Matos Pereira, em Dourados: a construção do novo receptivo de passageiros, investimento executado pelo Governo de MS por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog). O novo terminal promete transformar a realidade logística e econômica da região, beneficiando diretamente cerca de um milhão de habitantes e ampliando o acesso a outros pontos do país. A iniciativa, que prevê investimentos de R$ 38 milhões, é fruto de parceria entre Governo do Estado e União, por meio do Ministério dos Portos e Aeroportos e da Secretaria de Aviação Civil (SAC).

Com a geração de dezenas de empregos diretos e indiretos, as obras do novo terminal aeroportuário avançam em ritmo acelerado, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2027. “Dourados é a segunda maior cidade do Estado, um polo regional que movimenta negócios, saúde, educação e serviços para toda uma ampla região. Ter uma infraestrutura aeroportuária moderna e compatível com essa importância é essencial para ampliar a conectividade, atrair investimentos, impulsionar o turismo e fortalecer o ambiente econômico”, destaca o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha.

O projeto contempla 3 mil m² de área construída, com um terminal moderno e funcional. Entre os destaques estão a implantação de uma lanchonete, lojas comerciais, uma seção contra incêndio (SCI) e uma Estação Prestadora de Serviço de Tráfego Aéreo (EPTA), ampliando a segurança e o conforto para passageiros e operadores.

“Mais do que uma obra física, estamos falando de um investimento em competitividade e futuro. Um aeroporto estruturado encurta distâncias, aproxima oportunidades e consolida Dourados como um eixo estratégico do desenvolvimento sul-mato-grossense. É essa a visão do nosso governo: investir com planejamento, olhando para aquilo que transforma a vida das pessoas e prepara Mato Grosso do Sul para crescer ainda mais”, completa o vice-governador.

Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme de Alcântara de Carvalho, o aeroporto entra agora em uma fase decisiva. Segundo ele, com estes avanços concretos a população poderá contar com uma estrutura moderna, segura e preparada para atender ao crescimento econômico da região. “Esse investimento representa mais desenvolvimento, geração de oportunidades, fortalecimento do turismo e integração de Dourados com os principais centros do país. Logo a população douradense e toda a região terão um aeroporto moderno, seguro e à altura do desenvolvimento que a cidade merece e precisa”, afirmou.

O superintendente logístico e coordenador de transporte aéreo, hidroviário e ferroviário da Seilog, Derick Hudson Machado de Souza, disse que o novo terminal representa um avanço estratégico para a infraestrutura aeroportuária de Mato Grosso do Sul. “Dourados é uma cidade-polo, que atende toda uma região produtiva, universitária, empresarial e de serviços. Essa obra prepara o aeroporto para uma nova fase, com mais conforto, segurança operacional e capacidade para receber melhor os passageiros e atrair novos voos. É um investimento que fortalece a aviação regional e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico da Grande Dourados”, garante.

Expectativa e projeção para o futuro

O investimento também é visto com otimismo pelos usuários do aeroporto regional de Dourados. Na opinião dos passageiros, a nova estrutura terá impacto direto no conforto e até mesmo na atração de mais turistas para a segunda maior cidade do Estado.

A engenheira agrônoma e empresária Lorraine Coutinho, que mora em Caarapó, realiza viagens aéreas com frequência e nos últimos meses, comemora o fato de poder embarcar em Dourados – cidade a apenas 52 km de distância. Agora, com a construção do novo receptivo, segundo ela, a experiência será ainda mais positiva. “Um terminal de passageiros mais amplo e mais moderno impacta diretamente na experiência de quem utiliza o transporte aéreo. Um espaço mais confortável, mais acessível, que acomode melhor as pessoas, poderá inclusive atrair mais visitantes para a nossa região”, opina.

“Quando se fala de Dourados, a gente está falando de um polo agrícola muito importante para o Cone Sul. Então a possibilidade de ofertas de voo e de um ambiente mais adequado para receber esses visitantes, com certeza também traz mais oportunidades e acessibilidade, proporcionando uma viagem mais ágil”, complementa.

Mais moderno e funcional, novo receptivo do aeroporto ganha forma com avanço das obras em Dourados
Voos comerciais foram retomados em setembro de 2025; de janeiro a abril, Latam transportou 20 mil passageiros entre Dourados e São Paulo (SP)

A ampliação também é vista com expectativa pelo casal de médicos Bethânia e José Roberto Manzano. “Vemos as melhorias no aeroporto de Dourados como algo muito positivo. Acreditamos que um terminal mais moderno e estruturado pode contribuir não só para mais conforto e organização, mas também para uma maior sensação de segurança para quem embarca e desembarca”, avalia Bethânia, que é ginecologista e obstetra.

“Uma estrutura aeroportuária mais adequada ajuda a acompanhar o crescimento da região, valoriza a conectividade de Dourados com outros centros e transmite uma sensação maior de acolhimento e eficiência, tanto para moradores quanto para quem chega à cidade pela primeira vez”, conclui.

Mais moderno e funcional, novo receptivo do aeroporto ganha forma com avanço das obras em Dourados
Voos comerciais foram retomados em setembro de 2025, após investimentos de R$ 97 milhões em obras de infraestrutura

Nova realidade para Dourados

Após quatro anos fechado para voos comerciais, o aeroporto regional de Dourados retomou o serviço em setembro de 2025, após passar por obras de infraestrutura com investimentos de R$ 97 milhões. O município é operado pela Latam, com oferta de voos diários que conectam Dourados ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, maior e mais movimentado terminal aeroviário do Brasil e da América Latina.

A operação em Dourados vem consolidando sua relevância desde a reabertura do aeroporto. De janeiro a abril de 2026, a LATAM transportou cerca de 20 mil passageiros somando viagens com origem ou destino em Dourados, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).



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saiba quais os vilões que fizeram os preços subirem em maio


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, foi de 0,62% em maio deste ano, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos nove grupo pesquisados, oito registraram elevação. O índice foi puxado principalmente por alimentação e bebidas, mas com importante contribuição de habitação, por causa da alta na conta de energia. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27/5).

No acumulado de 12 meses, a inflação teve alta de 4,64%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro e maio do IPCA-15, a elevação corresponde a 3,02%.

Em maio de 2026, o grupo com o maior impacto na inflação foi alimentação e bebidas, que variou 1,38%. “Vilão” do momento, o setor respondeu por 0,30 ponto percentual da inflação de todo o mês.

A outra elevação importante para a alta nos preços veio de habitação, grupo no qual os preços subiram 1,03%, tendo importante participação da alta na energia elétrica residencial (2,16%). A contribuição do grupo para o índice foi de 0,15 ponto percentual.

A alta do grupo de alimentos foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, que desacelerou levemente de abril (1,77%) para maio (1,73%). Os itens que mais contribuíram foram:

  • batata-inglesa (26,29%);
  • tomate (12,97%);
  • leite longa vida (6,07%); e
  • carnes (1,98%).

Ainda no grupo de alimentação e bebidas, houve retrações, casos da maçã (-2,32%) e do café moído (-2,09%).

Luz, água e esgoto

Respondendo pelo segundo maior impacto (0,15 ponto percentual) da inflação de maio, habitação, com elevação de 1,03%, foi puxado por altas de energia elétrica residencial (2,16%) e taxa de água e esgoto (0,13%).

A elevação na conta de energia tem relação com a entrada em vigência da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$1,885 a cada 100kWh consumidos. Também entram na conta os reajustes tarifários nas seguintes localidades: Fortaleza, Salvador e no Recife.

Variação de cada grupo em maio:

  • Alimentação e bebidas: 1,38%;
  • Habitação: 1,03%;
  • Artigos de residência: 0,21%;
  • Vestuário: 0,36%;
  • Transportes: -0,33%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,05%;
  • Despesas pessoais: 0,50%;
  • Educação: 0,01%;
  • Comunicação: 0,36%.

Em 2026, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.

Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 5,04%.



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Exportação de algodão já é recorde para maio

Maio ainda nem terminou e as exportações brasileiras de algodão em pluma já registram recorde para o mês, mesmo com os dados ainda parciais. Enquanto as negociações no mercado spot interno seguem pontuais, os embarques externos avançam em ritmo acelerado, segundo análise do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). 

Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) mostram que o Brasil embarcou 230,34 mil toneladas de algodão em pluma nos primeiros 15 dias úteis de maio. O volume já é o maior da série histórica para o mês e supera em 19,8% todo o total exportado em maio de 2025.

Apesar do recorde, o resultado parcial ainda é 37,8% inferior ao registrado em abril de 2026. A média diária de embarques, no entanto, alcança 15,36 mil toneladas, alta de 67,8% frente às 9,15 mil toneladas observadas no mesmo período do ano passado.

No acumulado da safra 2025/26, iniciada em agosto de 2025, as exportações brasileiras já ultrapassam 2,9 milhões de toneladas até a terceira semana de maio. O volume também supera em 4% o total exportado durante toda a safra 2024/25, quando o país embarcou 2,84 milhões de toneladas.

A consultoria StoneX, por exemplo, elevou em 6,5%, nesta terça-feira (26), a estimativa de exportações brasileiras da pluma na safra, para 3,3 milhões de toneladas, devido a embarques que têm superado as expectativas no semestre. A produção é estimada em 3,86 milhões de toneladas.

Em relação aos preços, a média das exportações na parcial de maio ficou em US$ 0,6995 por libra-peso, avanço de 1,9% em comparação com abril de 2026, mas queda de 4,2% frente a maio de 2025.

Em reais, a média equivale a R$ 3,4776 por libra-peso, valor 17,5% inferior ao praticado no mercado spot interno, cuja média está em R$ 4,2154 por libra-peso. Segundo o Cepea, essa diferença é a maior desde setembro de 2022, quando as exportações ficaram 21% abaixo das cotações domésticas.

 

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Fuvest divulga calendário completo do vestibular 2027; veja o cronograma


De acordo com a fundação, a primeira fase acontecerá no dia 1º de novembro e a segunda deve ocorrer em 6 e 7 de dezembro

DivulgaçãoAlunos fazem a primeira fase da Fuvest 2026 no prédio da FEA USP
Alunos durante a primeira fase da Fuvest 2026 no prédio da FEA-USP

A Fuvest divulgou nesta quarta-feira (27) o cronograma completo do vestibular 2027. O calendário oficial do processo seletivo que dá acesso aos cursos da Universidade de São Paulo (USP) já pode ser conferido pelos vestibulandos.

Entre as principais datas, estão o período de inscrições, as etapas de solicitação de isenção e redução da taxa e os dias de realização da 1ª e da 2ª Fase das provas.

De acordo com a fundação, o cronograma foi atualizado após ajustes realizados em razão da definição das datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, buscando evitar sobreposição entre os principais vestibulares do país.

Na sexta-feira (22), em nota conjunta, a Fuvest e a Vunesp anunciaram mudanças nas datas dos vestibulares de 2027 da USP e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Inicialmente agendada para 15 de novembro, a prova da primeira fase da Fuvest foi antecipada para 1º de novembro. Já a segunda fase será aplicada em 6 e 7 de dezembro, em vez de 13 e 14 de dezembro.

Cronograma completo do vestibular 2027 da Fuvest

– 11 de maio a 10 de julho de 2026: Período para solicitação de isenção ou redução da taxa de inscrição;

– 3 de agosto de 2026: Divulgação do Guia de Carreiras e Cursos;

– 10 de agosto de 2026: Divulgação do Guia de Jornada;

– 17 de agosto de 2026: Divulgação do Guia de Provas;

– 17 de agosto a 9 de outubro de 2026: Período de inscrições para o Vestibular 2027 e para o pedido de recursos específicos;

– 21 de outubro de 2026: Divulgação dos locais de prova da 1ª Fase;

– 1º de novembro de 2026: Realização da 1ª Fase;

– 23 de novembro de 2026: Divulgação da lista de convocados para a 2ª Fase e dos locais de prova;

– 6 e 7 de dezembro de 2026: Realização da 2ª Fase;

– 8 a 11 de dezembro de 2026: Realização das Provas de Competências Específicas (Música, Artes Cênicas e Artes Visuais);

– 26 de janeiro de 2027: Divulgação da 1ª Chamada;

Conforme a Fuvest, a prova da 1ª Fase terá 80 questões de múltipla escolha, em vez das tradicionais 90, mas mantendo o mesmo tempo de aplicação.

Vestibular da Unesp

A primeira fase do vestibular da Unesp passou de 1º para 22 de novembro, enquanto a segunda fase ocorrerá nos dias 13 e 14 de dezembro, em vez de 6 e 7 de dezembro.

“A definição conjunta das datas busca evitar sobreposições entre os principais processos seletivos do país e garantir melhores condições de organização para os candidatos e para as instituições responsáveis pelos vestibulares”, afirmaram a Fuvest e a Vunesp, na ocasião, em nota conjunta.

Vale lembrar que as inscrições para o vestibular da Unesp vai ocorrer de 4 de setembro a 8 de outubro.





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Senado rejeita proposta do governo e adia novamente dívidas rurais

A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado adiou mais uma vez a reunião que analisaria o PL (projeto de lei) 5122/23 para renegociar as dívidas rurais. O texto seria apreciado nesta quarta-feira (27) após uma reunião no dia anterior com o governo – que teria chegado a um acordo.

A proposta foi apresentada aos parlamentares como uma MP (medida provisória) após a reunião e, ao observar a proposta do Executivo, os congressistas não aceitaram as condições oferecidas.

Na manhã desta quarta, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) se reuniu com os deputados e senadores envolvidos nas negociações para tratar da medida e ficou acertado que o texto da Fazenda não seria incorporado ao relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL). A ideia agora é que o texto original seja votado no Senado e ampliado na Câmara dos Deputados.

Os parlamentares acreditam que o texto do governo não contempla o tamanho das dívidas rurais. Segundo os congressistas, há necessidade de R$ 170 bilhões para “começar” a resolver o problema.

A proposta do governo cria uma linha de crédito rural para renegociação de dívidas de custeio, comercialização, industrialização e investimento contratadas até 31 de dezembro de 2025.

O texto prevê acesso para produtores do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e demais produtores rurais que tiveram perdas em ao menos duas safras entre 2019 e 2025.

Pela proposta, os limites de renegociação seriam de até R$ 400 mil para produtores do Pronaf, R$ 2 milhões para enquadrados no Pronamp e R$ 4 milhões para os demais produtores. As taxas de juros variam entre 6% e 12% ao ano, com prazo de pagamento de até dez anos e dois anos de carência para o principal.

O texto também exige entrada mínima de 5% a 10% do saldo devedor para adesão à renegociação e restringe o acesso às linhas para produtores com comprovação de perdas climáticas ou redução de renda.

Parlamentares afirmam, porém, que a proposta não alcança o volume total das dívidas acumuladas pelo setor. Segundo cálculos apresentados nas negociações, seriam necessários cerca de R$ 170 bilhões para começar a resolver o problema dos produtores rurais mais afetados pelas crises climáticas e pela queda nos preços agrícolas.

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CCJ da Câmara adia análise sobre redução da maioridade penal


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou, nesta quarta-feira (27/5), a votação sobre a admissibilidade da Proposta de Emenda à Consitutição (PEC) que prevê diminuir a maioridade penal de 18 para 16 anos.

O item, de relatoria do deputado Coronel Assis (PL-MT), era o único na pauta da CCJ desta quarta, e foi adiado por pedido de vista dos deputados Sâmia Bomfim (PSol-RJ), Érika Kokay (PT-DF), Talíria Petrone (PSol-RJ) e Orlando Silva (PCdoB-SP).

A aprovação da admissibilidade da PEC pela CCJ é apenas um dos passos. Caso seja aprovada, a PEC será discutida por uma comissão especial que tratará do tema, e, posteriormente, necessita de aprovação do plenário da Câmara.

Proposta

A PEC foi proposta há 11 anos, em 2015, pelo então deputado federal Gonzalo Patriota, e tem como relator o deputado Coronel Assis (PL-MT).

A proposta de 2015 previa a redução da maioridade penal para 16 em qualquer crime. O relator, Coronel Assis, defendeu que outras duas PECs, que tratam do mesmo tema, fossem juntadas à proposta:

  • A PEC 8/2026, do deputado Capitão Alden (PL-BA), que prevê manter a imputabilidade penal em 18 anos, e reduzir a maioridade apenas para crimes crimes hediondos ou de maus-tratos de crueldade extrema contra pessoas e animais.
    A CCJ irá apenas definir se os textos propostos são constitucionais ou não.
  • A PEC 9/2026 da deputada Júlia Zanatta (PL-SC), que prevê reduzir a idade mínima de imputabilidade penal de 18 para 16 anos, e que pessoas entre 12 e 16 anos possam responder por crimes violentos ou hediondos; e

A PEC apresentada pelo deputado Gonzalo Patriota também previa a redução da maioridade civil para 16 anos. A medida reduziria a idade em que o voto é obrigatório e as idades mínimas para candidaturas eleitorais.

Estas partes foram retiradas da proposta por meio de emendas saneadoras, deixando a PEC restrita apenas ao tema penal. 



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Vendas de etanol no Centro-Sul somam 2,74 bilhões de litros em abril

A comercialização de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul somou 2,74 bilhões de litros em abril, segundo dados divulgados pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia). Do total, 985,68 milhões de litros corresponderam ao etanol anidro e 1,76 bilhão de litros ao etanol hidratado.

No mercado doméstico, o volume comercializado por dia útil em abril alcançou 1,75 bilhão de litros, com crescimento de 15,26% em relação a março. Na comparação quinzenal, as vendas diárias chegaram a 91,2 milhões de litros na segunda quinzena de abril, ante 72,3 milhões de litros por dia no início de março, avanço de 26,1%.

Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) também apontam aumento no consumo do biocombustível. Em abril, foram vendidos 1,83 bilhão de litros de etanol hidratado no país. A participação do combustível renovável no consumo da frota de veículos leves atingiu 24,6%, acima dos 23,2% registrados em março.

No estado de São Paulo, a participação do etanol hidratado no consumo de combustíveis chegou a 44% em abril, o maior nível desde fevereiro de 2025.

Competitividade do etanol

Segundo o diretor de Inteligência Setorial, Regulação e Competitividade da Unica, Luciano Rodrigues, a competitividade do etanol frente à gasolina tem impulsionado a demanda. De acordo com a entidade, a relação entre os preços do etanol hidratado e da gasolina nos postos ficou em 64,5% na média nacional e em 61,7% no estado de São Paulo.

Levantamento da ANP referente ao período de 17 a 23 de maio mostrou que, entre 387 municípios pesquisados, 232 registraram preços do etanol abaixo da paridade técnica com a gasolina. Nos estados de São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, todos os municípios analisados apresentaram vantagem econômica para o consumo do biocombustível.

Produção e processamento

Na produção, as unidades do Centro-Sul processaram 40,06 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de abril, frente a 17,96 milhões de toneladas no mesmo período da safra 2025/26. No acumulado da safra 2026/27 até 1º de maio, a moagem atingiu 60,46 milhões de toneladas.

Ao todo, 238 unidades produtoras estavam em operação na região Centro-Sul na segunda metade de abril. Desse total, 219 processavam cana-de-açúcar, dez produziam etanol de milho e nove operavam como usinas flex. No mesmo período da safra anterior, estavam em atividade 226 unidades.

O índice de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) alcançou 116,89 quilos por tonelada de cana na segunda quinzena de abril, alta de 6,34% em relação ao mesmo período da safra passada. No acumulado do ciclo, o indicador chegou a 112,58 quilos por tonelada, avanço de 5,4%.

A produção de açúcar somou 1,8 milhão de toneladas nos primeiros quinze dias de abril. Desde o início da safra até 1º de maio, a fabricação acumulada atingiu 2,47 milhões de toneladas.

Na segunda quinzena de abril, 59,66% da cana processada foi destinada à produção de etanol, acima dos 54,31% registrados no mesmo período da safra anterior. No acumulado da safra, o mix destinado ao biocombustível alcançou 61,84%, contra 54,77% no ciclo 2025/2026.

A produção de etanol no Centro-Sul atingiu 2,04 bilhões de litros na segunda metade de abril, sendo 1,41 bilhão de litros de hidratado e 628,64 milhões de litros de anidro. No acumulado da safra, a fabricação totalizou 3,29 bilhões de litros, crescimento de 71,84% em comparação ao mesmo período anterior.

Desse total produzido na quinzena, 19,25% tiveram origem no milho, com volume de 392,48 milhões de litros, aumento de 9,37% frente ao mesmo período da safra passada. No acumulado do ciclo, a produção de etanol de milho atingiu 804,42 milhões de litros, avanço de 12,21%.

Créditos de carbono

No mercado de créditos de descarbonização, dados da B3 até 25 de maio indicam a emissão de 16,93 milhões de CBios em 2026 pelos produtores de biocombustíveis. O volume disponível para negociação somava 26,79 milhões de créditos. Segundo a Unica, considerando os créditos disponíveis e os já aposentados para cumprimento das metas do ano, cerca de 66% dos títulos necessários para atender integralmente às exigências do programa já foram disponibilizados pelo setor produtivo.

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STJ suspende penduricalhos de Marco Buzzi, investigado por assédio sexual


Ministro teve remuneração reduzida de mais de R$ 100 mil em abril para R$ 35,1 mil em maio

Divulgação / STJMinistro Marco Buzzi - Foto: Arquivo/Sérgio Amaral/STJ
O ministro é investigado por suposta importunação sexual contra uma jovem de 19 anos, filha de um casal de amigos.

Três meses após ser afastado do cargo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro Marco Buzzi, investigado por denúncias de assédio sexual, teve suspenso o pagamento de penduricalhos que elevavam sua remuneração mensal para mais de R$ 100 mil. Com a decisão, o valor líquido recebido pelo magistrado em maio caiu para R$ 35,1 mil.

Segundo dados do Portal da Transparência do STJ, Buzzi recebia mensalmente valores extras que faziam sua remuneração ultrapassar os R$ 100 mil.

Portal da Transparência do STJ.

Folha de pagamento do ministro de Março. Foto: Portal da Transparência do STJ.

Em maio, após o corte das verbas adicionais, o ministro passou a receber salário bruto de R$ 44 mil, além de R$ 16,4 mil registrados no contracheque como “vantagens pessoais”.

Portal da Transparência do STJ.

Folha de pagamento do ministro de Abril. Foto: Portal da Transparência do STJ.

Sem considerar descontos de imposto de renda, previdência e retenção referente ao teto constitucional, a remuneração bruta do magistrado em maio chegou a R$ 61,1 mil. Em abril, antes da suspensão dos penduricalhos, o valor bruto recebido havia sido de quase R$ 127 mil. Em março, o montante alcançou R$ 132 mil.

A redução ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) estabelecer, em março, novos critérios para o pagamento de verbas indenizatórias no Judiciário. Pela regra, os adicionais poderão somar no máximo 35% do subsídio dos ministros da Corte, atualmente fixado em R$ 46.366,19, o equivalente a até R$ 16.228,16 extras.

Investigado por importunação sexual

Marco Buzzi está afastado das funções desde 10 de fevereiro. O ministro é investigado por suposta importunação sexual contra uma jovem de 19 anos, filha de um casal de amigos, durante férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. O ministro nega.

Em abril, após a conclusão de sindicância interna, o plenário do STJ decidiu por unanimidade instaurar um processo administrativo disciplinar contra o magistrado. A Corte também manteve o afastamento cautelar de Buzzi até a conclusão do procedimento.





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Pamplona Alimentos vai investir R$ 64 milhões em genética suína

Pamplona Alimentos, de carne suína, acaba de anunciar a aprovação de um programa de melhoramento genético para desenvolver genética suína própria. A companhia vai aportar R$ 64 milhões nos próximos três anos para custear o projeto.

Com o sinal verde da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), o investimento será destinado às plantas da companhia em Rio do Sul e Pouso Redondo, ambas em Santa Catarina. O objetivo da empresa é integrar pesquisa, validação e testes genéticos nestes dois locais.

O projeto inclui geração e multiplicação de material genético, desenvolvimento de novas linhagens maternas, que serão orientadas por indicadores como habilidade materna, eficiência alimentar, desempenho zootécnico, qualidade da carne e padrões de bem-estar animal.

Em nota, a empresa destacou que a aprovação representa “um avanço na estratégia de internalizar o desenvolvimento genético suíno“, o que deve gerar mais produtividade e qualidade de carne.

“Estamos investindo em ciência, tecnologia e bem-estar animal para elevar o padrão produtivo, com impactos positivos na qualidade dos produtos e na sustentabilidade do sistema”, informou o presidente do Conselho de Administração da Pamplona Alimentos, Irani Pamplona Peters por meio de comunicado.

Desenvolvimento de novas linhas maternas em Pouso Redondo (SC)

Do valor total, a maior parte – R$ 52,8 milhões – vai para Pouso Redondo (SC), onde funcionará a Granja Ribeirão Vassouras, unidade de desenvolvimento genético de novas linhas maternas de suínos.

Os recursos serão para a construção da unidade, compra de equipamentos, de contratação de equipe, além de análises genéticas, softwares, serviços de terceiros e alimentação dos animais.

“Entre os principais objetivos estão a ampliação da base genética da Pamplona por meio da implementação e aprimoramento de linhagens já incorporadas ao programa”, destacou a empresa.

Segundo a Pamplona, a nova estrutura terá ambientes climatizados, sistemas de alimentação de precisão com identificação individual por chip, baias coletivas para maior mobilidade das fêmeas e equipamentos para avaliações estatísticas dos animais.

Unidade de difusão genética em Rio do Sul (SC)

Em Rio do Sul (SC), será implementada a Granja Lauro Pamplona com os outros R$ 11,2 milhões. A unidade servirá para difusão genética e processamento de sêmen suíno de alto índice genético.

O valor investido em três anos também será para estruturar o local. O projeto conta ainda com o uso da Genômica para avaliar as características do DNA suíno e auxiliar em cruzamentos genéticos, além do uso de tecnologias aplicadas à inseminação artificial.

A unidade contará com sistemas de rastreabilidade por identificação eletrônica e leitura automatizada para precisão na gestão das informações, permitindo a preservação de material genético de diferentes gerações, assegurou a companhia.

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Motta pauta fim da 6×1 para o plenário da Câmara nesta quarta (27/5)


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), incluiu, nesta quarta-feira (27/5), a proposta que trata do fim da escala 6×1 na pauta do plenário da Casa, antes mesmo de a comissão especial concluir a análise do tema.

A sessão da comissão especial está em andamento. O colegiado conta com 38 deputados e, para a PEC ser aprovada e seguir ao plenário da Câmara, precisa de pelo menos 20 votos favoráveis na comissão.

Para ser aprovado no plenário, o texto precisa do voto de 308 dos 513 deputados. Caso a proposta obtenha os votos favoráveis necessários, segue para o Senado Federal.

A proposta

O texto da proposta estabelece que a jornada de trabalho atual, de 44 horas semanais, seja reduzida para 42 horas em até 60 dias após a promulgação. Em até 14 meses, a carga deverá ser reduzida para 40 horas semanais.

A proposta também prevê dois dias de repouso semanal remunerado, um deles, preferencialmente, aos domingos, e determina que a redução da jornada não poderá resultar em diminuição do salário do trabalhador.



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