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Refúgios nas montanhas do Sudeste para escapar do calor no feriadão


O calendário de 2026 oferece uma oportunidade estratégica para quem deseja descansar longe das praias lotadas, já que o Dia da Independência cai em uma segunda-feira. Se você está pesquisando pelas melhores cidades de montanha no Sudeste para viajar no feriado de 7 de setembro, a região da Serra da Mantiqueira e a região serrana fluminense concentram destinos que combinam infraestrutura de qualidade, ecoturismo e alta gastronomia. O período marca o final do inverno, garantindo dias ensolarados e noites frias, ideais para aproveitar lareiras e fondues sem enfrentar os preços exorbitantes da alta temporada de julho.

Planejamento de rotas e logística de transporte para a serra

O acesso aos principais destinos de altitude do Sudeste exige atenção às rodovias sinuosas e aos horários de pico. Saindo da capital paulista, o fluxo se concentra nas rodovias Fernão Dias (BR-381) para quem segue rumo ao sul de Minas Gerais, e no complexo Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-070) para quem busca o Vale do Paraíba. No Rio de Janeiro, a subida da BR-040 (Washington Luís) é o principal gargalo para chegar à serra fluminense.

Para evitar horas de congestionamento, a estratégia mais eficiente é iniciar a viagem na sexta-feira à noite ou antes das seis da manhã de sábado. O clima no início de setembro costuma ser estável, com baixa probabilidade de chuvas fortes, mas a cerração matinal exige uso de faróis de neblina e redução drástica de velocidade nos trechos de serra.

A malha rodoviária da região costuma estar em boas condições, mas os trechos finais de acesso a cachoeiras e pousadas mais isoladas frequentemente envolvem estradas de terra. Veículos de passeio comuns conseguem fazer os trajetos, desde que o motorista mantenha a cautela e evite trafegar à noite nessas vias secundárias devido à falta de iluminação.

Destinos recomendados em São Paulo, Minas e Rio de Janeiro

A escolha da cidade ideal depende do perfil dos viajantes. A badalada Monte Verde, no sul de Minas Gerais, consolidou-se como o melhor destino de inverno do Brasil no Prêmio Estadão 2026. A vila oferece uma mistura imbatível de romantismo, culinária mineira e trilhas acessíveis, como a famosa Pedra Redonda. A infraestrutura de chalés e restaurantes concentra-se em uma avenida principal, permitindo que boa parte dos passeios urbanos seja feita a pé.

Para quem busca fugir do turismo de massa de Campos do Jordão, a vizinha Santo Antônio do Pinhal surge como uma alternativa tranquila e charmosa. Localizada a cerca de 170 quilômetros de São Paulo, a cidade atrai visitantes com o majestoso Pico Agudo, que oferece vista panorâmica e voos de parapente, além dos belos jardins temáticos do Jardim dos Pinhais Ecco Parque. A gastronomia local valoriza ingredientes regionais, com destaque para a truta, o pinhão e os azeites artesanais.

No estado do Rio de Janeiro, Petrópolis e Visconde de Mauá lideram as preferências. Petrópolis entrega um roteiro histórico e cultural denso, com acesso rápido aos museus imperiais e cervejarias tradicionais. Já Visconde de Mauá, na divisa com Minas Gerais, é o refúgio perfeito para quem prioriza o ecoturismo imersivo, com seu circuito de cachoeiras de águas cristalinas e vilas gastronômicas escondidas entre os vales montanhosos.

Roteiro sugerido para aproveitar o fim de semana prolongado

Independentemente da cidade escolhida na serra, o feriado de três dias permite estruturar uma viagem sem pressa. Este cronograma foi pensado para otimizar o tempo e garantir um equilíbrio entre descanso e atividades turísticas ao ar livre.

Dia 1

A prioridade do primeiro dia é a instalação na hospedagem escolhida e o reconhecimento da área central. Após o check-in, aproveite a tarde para caminhar pelo centrinho comercial, mapear os restaurantes mais disputados e fazer reservas para o jantar. Muitas cidades serranas sofrem com filas de espera superiores a duas horas nas noites de sábado durante feriados prolongados. Encerre o dia degustando um fondue, pratos à base de pinhão ou uma tradicional sequência de massas artesanais, acompanhados de vinhos locais ou cervejas artesanais.

Dia 2

Acorde cedo e dedique o domingo ao contato direto com a natureza. Este é o momento ideal para realizar as trilhas de montanha, visitar parques ecológicos ou conhecer mirantes de altitude antes que o sol atinja seu pico de calor. Leve garrafas de água, calçados adequados e jaquetas corta-vento, pois a temperatura no topo das montanhas costuma ser significativamente mais baixa. Durante a tarde, retorne à área urbana para um café colonial reforçado ou visite fazendas históricas que oferecem degustação de queijos e azeites diretamente com os produtores rurais.

Dia 3

O último dia do feriado deve ser planejado com foco no retorno seguro para casa. Utilize a manhã de segunda-feira para comprar produtos regionais, como doces de leite, geleias, embutidos e artesanato. Faça o check-out por volta das 11h e escolha um restaurante de beira de estrada ou na saída da cidade para um almoço antecipado. Iniciar a descida da serra antes das 14h é fundamental para escapar do tráfego intenso que tradicionalmente paralisa as rodovias no fim da tarde.

Estrutura de hospedagem, alimentação e segurança local

As cidades de montanha exigem planejamento financeiro, pois os preços flutuam drasticamente durante os feriados nacionais. As diárias em pousadas bem avaliadas costumam esgotar com semanas de antecedência, e tentar reservar acomodações de última hora frequentemente resulta em preços inflacionados ou estadias muito distantes das atrações principais. Opte por chalés que ofereçam aquecimento adequado, seja por lareira ou ar-condicionado quente, já que as madrugadas de setembro ainda registram temperaturas próximas aos 10°C, podendo chegar a números menores em regiões altas como Monte Verde.

Na área de alimentação, a diversidade de orçamentos é ampla. Enquanto os restaurantes localizados nas avenidas turísticas principais operam com cardápios premium, os estabelecimentos em ruas paralelas ou bairros adjacentes servem pratos fartos com excelente custo-benefício. O uso de cartões de crédito e Pix é amplamente aceito na área urbana, mas é prudente levar dinheiro em espécie caso seu roteiro inclua áreas rurais, ingressos para cachoeiras e pedágios em estradas vicinais onde o sinal de internet costuma falhar.

A segurança pública nessas regiões costuma ser excelente, com índices de criminalidade muito baixos em comparação com as capitais. O maior risco local envolve acidentes em trilhas mal sinalizadas ou problemas mecânicos em estradas de terra. Mantenha o tanque de combustível sempre acima da metade, pois os postos de gasolina são raros fora do perímetro urbano central.

Dúvidas frequentes sobre as viagens de serra no feriado

Qual é a melhor roupa para levar na mala de viagem?

O segredo para o clima de montanha no fim do inverno é vestir-se em camadas. Durante o dia, sob o sol, roupas leves e confortáveis são suficientes para caminhar e fazer trilhas. No fim da tarde, a temperatura cai rapidamente, exigindo o uso de suéteres, jaquetas corta-vento e cachecóis para atividades noturnas ao ar livre.

É preciso contratar guia para fazer as trilhas locais?

A maioria das trilhas clássicas, como a Pedra Redonda em Monte Verde e o Pico Agudo em Santo Antônio do Pinhal, possui sinalização adequada e fluxo constante de turistas, dispensando guias. No entanto, se o objetivo for explorar cachoeiras remotas ou fazer travessias longas na Serra da Mantiqueira, a contratação de um condutor local credenciado é altamente recomendada para evitar acidentes.

Como funciona a conectividade de celular nas montanhas?

O sinal de 4G e 5G funciona perfeitamente nos centros urbanos e nas rodovias principais. Contudo, ao adentrar as rotas rurais ou subir os picos mais altos, o sinal da maioria das operadoras desaparece. Baixe os mapas de navegação para uso offline e salve os endereços das pousadas e dos restaurantes antes de sair das estradas principais.

Aproveitar o fim de semana prolongado nas montanhas exige apenas organização prévia. Ao antecipar as reservas e fugir dos horários de pico nas estradas, o viajante garante uma experiência imersiva de descanso, boa mesa e ar puro, recarregando as energias para o último trimestre do ano.



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Decisão do TJ que impede construção de arranha-céus em áreas de SP entra em vigor


O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) publicou na noite desta quinta-feira, 27, o acórdão que torna inconstitucional a revisão da Lei de Zoneamento da capital paulista sancionada em julho de 2024 (apelidada de “revisão da revisão”). A decisão restabelece a validade do zoneamento sancionado em janeiro de 2024. As mudanças entre os dois textos, porém, são pontuais.

Obras que já tenham alvará ou ao menos já protocolaram o pedido de licenciamento para a Prefeitura terão a validade mantida. A decisão do TJ só afeta as novas solicitações de construção na cidade.

Uma das principais leis municipais, o zoneamento define o que pode ser construído ou funcionar em cada quadra da cidade. É por causa dele que algumas ruas têm prédios altos e misturam comércios, escritórios e moradia, enquanto outras só têm casas e edifícios baixos.

A revisão de janeiro ampliou as áreas em que é possível construir prédios mais altos e até sem limite de altura. Em julho, uma nova alteração do zoneamento foi sancionada, com mais mudanças — apesar de pontuais.

Responsável pelo pedido para anular a revisão, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) alegou falta de transparência, participação popular e estudos técnicos na tramitação dos projetos de lei da mudança. A Prefeitura e a Câmara Municipal rebatem.

A justificativa do TJ para tornar inconstitucional a “revisão da revisão” é de que o objetivo era apenas corrigir poucas quadras da cidade que apareceram com erro no mapa sancionado em janeiro de 2024. Os vereadores, contudo, incluíram novas áreas de verticalização.

“Não se verifica o suporte técnico que a ordem constitucional reclama para as normas de desenvolvimento urbano. A reclassificação de zonas é estranha ao objeto anunciado, o que caracteriza o desvirtuamento”, escreveu o desembargador Carlos Eduardo Donegá Morandini, relator do caso no TJ, no acórdão.

Apesar da decisão do TJ, uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de abril pode estender a validade da revisão do zoneamento de julho de 2024. O próprio relator do caso na Corte paulista admitiu a possibilidade: “nos exatos termos decididos pelo STF, a eficácia deste julgamento (do TJ) estava atrelada ao trânsito em julgado” (ou seja, até todos os recursos serem analisados e mais nenhuma medida possa ser tomada para reverter a decisão).

Apesar do alerta dele, a maioria do Órgão Especial do TJ, colegiado máximo do Tribunal, formado por 25 desembargadores, entendeu que a anulação da revisão de julho de 2024 deveria passar a valer desde já.

Repercussão

O setor imobiliário e de construção civil, associações de moradores, a Prefeitura e a Câmara Municipal de São Paulo ainda tentam entender os impactos da decisão.

Apesar disso, uma posição é clara: movimentos de moradores contrários à revisão do zoneamento ficaram revoltados.

“A decisão foi péssima. Esperávamos que fosse considerada inconstitucional a alteração de janeiro, porque foi essa mudança que abriu caminho para essa transformação urbana intensa”, critica Talita Araújo de Carvalho, fundadora do Movimento Trinta Andares Não, contra a revisão do zoneamento, e moradora da região do Brooklin e Campo Belo.

“No julgamento, houve preocupação com a segurança jurídica dos empreendimentos e do mercado imobiliário. Essa mesma segurança precisa ser garantida a quem já vive nesses bairros e terá de conviver permanentemente com os impactos dessas transformações, que não são poucos e são irreversíveis”, acrescentou.

A mesma visão é compartilhada pela moradora da Vila Mariana Patrícia Machado, idealizadora do Movimento Chega de Prédios. “Essa decisão do TJ não resolve o problema dos bairros”, diz.

Embora o pedido da ação fosse para anular ambas as revisões, o Ministério Público comemorou a decisão do TJ. “O MP-SP obteve expressiva vitória nesta quarta-feira”, informou, em nota.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) avaliou como positivo o fato de a revisão enviada por ele à Câmara ser mantida — e a anulação ser de um projeto que partiu dos próprios vereadores. “Obviamente, você não fica feliz com uma ação do Judiciário de interferência no Legislativo, que tem a sua autonomia. Não dá para dizer que estamos felizes. Mas não é algo tão grave. O que teve de alteração foi no projeto dos vereadores, que eu até tive que opor 18 vetos”, disse a jornalistas.

Em nota, a Prefeitura afirmou que ainda estuda o acórdão. “A partir da análise do documento, o Município avaliará as medidas jurídicas e administrativas cabíveis”, informou.

Nunes ainda apontou que, se for necessário algum ajuste no zoneamento por causa da anulação da revisão de julho de 2024, ele irá encaminhar um projeto para a Câmara.

O Legislativo também declarou que só irá avaliar eventuais recursos após analisar o acórdão. “A Câmara recebe com respeito a decisão do TJ-SP, embora reforce o seu entendimento de que houve total cumprimento às normas legais e ao Regimento Interno da Casa durante o trâmite das duas leis revisionais do zoneamento”, disse em nota.

A Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc) disse ainda “avaliar com precisão o alcance da decisão do Tribunal”. Só após isso, a entidade afirmou que “avaliará medidas necessárias para assegurar segurança jurídica aos empreendimentos de São Paulo”.

Cofundadora do Pró-Pinheiros, a moradora do bairro Rosane Brancatelli também rebateu argumentos acatados pelos juízes de que houve participação social na revisão de janeiro. “Marcar audiências públicas não significa garantir participação social. Compareci a vários, e os salões estavam quase sempre vazios. Em uma cidade de 12 milhões de habitantes, a presença de apenas 1.500 pessoas é irrisória”, defende Rosane.

Entenda o caso

A ação direta de inconstitucionalidade foi apresentada em 11 de agosto de 2025 pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, que ocupa o cargo mais alto no MP.

A medida foi protocolada na Justiça após associações de moradores, de regiões como Cidade Jardim, Brooklin, Vila Mariana, acionarem o Ministério Público. O processo une em uma ação só casos de diferentes bairros que foram afetados por mudanças de última hora no zoneamento.

Os moradores dessas regiões dizem que não tiveram tempo para debater e defender pontos contrários às alterações — argumento principal defendido pelo MP.

“Alterações dessa ordem implicam interferência no trânsito local, comércio, segurança e mobilidade urbana. Portanto, na qualidade de vida dos cidadãos”, defende Oliveira e Costa sobre a ação.

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) diz que a revisão foi aprovada na Câmara “com ampla participação popular, com mais de 30 audiências públicas, e está em conformidade com o Plano Diretor”.

Já o Legislativo alega que a tramitação “seguiu todos os trâmites legais, foi acompanhada de justificativas técnicas, contou com 38 audiências públicas, ampla divulgação prévia e participação popular presencialmente e on-line de mais de 1,4 mil pessoas”.

Relembre como foi a tramitação da revisão

O projeto de lei de revisão do zoneamento foi enviado por Nunes à Câmara em 4 de outubro de 2023, mas ainda sem o mapa com as mudanças propostas. O primeiro mapa foi apresentado pela Câmara em 8 de novembro, após 11 audiências públicas.

Novas audiências públicas foram realizadas e um novo mapa foi divulgado em 19 de dezembro, dois dias antes da votação final do projeto na Câmara, em 21 de dezembro. Ocorreram mais duas novas audiências públicas após a troca do mapa, mas, para o MP, isso não foi suficiente.

A revisão foi sancionada por Nunes em 19 de janeiro de 2024, com vetos parciais, que foram posteriormente derrubados em abril.

Em 7 de junho de 2024, novo projeto de lei alterando o zoneamento foi apresentado, sob o argumento de que haveria erros em parte dos arquivos usados para gerar o mapa. Essa nova proposta foi chamada de “revisão da revisão” do zoneamento.

Três audiências públicas foram realizadas e, em menos de um mês, o projeto foi aprovado, com a inclusão de 38 novas emendas. “As emendas ampliaram as alterações realizadas, sem que fosse possível, em tempo hábil, a publicização e divulgação antecipada à sociedade civil”, defendeu o MP. O subprocurador-geral de Justiça Nilo Spinola Salgado Filho criticou ainda que o mapa da “revisão da revisão” foi divulgado em preto e branco, comprometendo ainda mais a compreensão das informações, segundo ele.

A Câmara argumentou à Justiça, no entanto, que disponibilizou mapas impressos em cores de cada zona da cidade na terceira audiência pública. E aponta que as emendas parlamentares estavam disponíveis em seu site.

“A existência de emendas e correções no mapa ao longo do processo legislativo não é indício de vício – é prova inconteste de que a participação popular produziu efeitos concretos”, informa o Legislativo no processo.

A Câmara ainda defende que seu regimento interno só permite a apresentação de emendas durante análise de um parecer de uma comissão permanente (como a Comissão de Constituição e Justiça ou a de Urbanismo) ou ao longo da discussão em plenário – durante a votação. Isso, argumenta a Câmara, impossibilitou a apresentação das emendas antes das audiências públicas.



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Incêndio de grandes proporções atinge prédio comercial em Cumbica


Um incêndio atingiu um prédio comercial nesta quinta-feira (27) na região de Cumbica, em Guarulhos. Segundo o Corpo de Bombeiros, 20 viaturas estão no local empenhadas em combater o fogo. “Equipes estão realizando o combate às chamas, sem vítimas até o momento, aguardando mais informações”, diz a nota do Corpo de Bombeiros.

Nas informações iniciais, apenas cinco viaturas do Corpo de Bombeiros tinham sido direcionadas para o local. Com o agravamento da situação, o número subiu para 14 e, agora, está em 20. Entretanto, segundo os profissionais, 53 bombeiros se encontram no local e, até o momento, não foi identificada nenhuma vítima.

O incêndio aconteceu na Avenida Guinle, 595 – Cumbica, Guarulhos.





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Avião sai da pista e causa cancelamento de voos no Aeroporto Santos Dumont


Um avião de pequeno porte saiu da pista durante um procedimento de pouso nesta quinta-feira (27), no aeroporto Santos Dumont, na cidade do Rio de Janeiro.

Segundo a Infraero, o avião de prefixo PSVEE – E50P escapou da pista por volta das 16h10 e parou na grama, sem deixar feridos. Na aeronave estavam o piloto e um tripulante.

Ainda segundo o órgão, o Plano de Emergência do Aeroporto foi acionado e as operações do local estão suspensas até a retirada do avião do local.

Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já estão a caminho do local para investigar as causas do acidente, segundo a Infraero.

Até o momento, 13 voos alteraram para o Aeroporto do Galeão e 18 foram cancelados. A aeronave, fabricada em 2009, está em situação normal, segundo o site da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), e pertence a uma empresa de manutenção e serviços aéreos.



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Toffoli tem momento de atrito com advogado em julgamento no STF


O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o advogado Rodolfo Barros Martins tiveram atrito nesta quinta-feira (27) durante julgamento de trecho do Marco Civil da Internet. O Plenário da Corte analisa se há vínculo na relação entre plataformas digitais e trabalhadores, como entregadores e motoristas, chamada de “uberização”.

Ao iniciar sua sustentação, o advogado cumprimentou os presentes e lamentou a ausência do magistrado. “Infelizmente, o ministro Dias Toffoli se retirou, mas faço aqui os cumprimentos na pessoa do Cristiano Zanin”, disse Martins.

Quando o presidente da Corte, o ministro Edson Fachin, interrompeu a sustentação, Toffoli “aproveitou a deixa” para rebater a fala do advogado. O magistrado informou que na ante-sala e nos banheiros do Plenário há sistema de som.

“Vossa Excelência faltou ao respeito com este relator e com essa Corte ao dizer que eu tinha me retirado, porque eu estava a lhe ouvir”, afirmou Toffoli.

Fachin acrescentou que havia “poupado” o advogado de saber em qual “recinto” estava o ministro. Na sequência, Martins pediu desculpas a Toffoli.



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CVM apura se operações da Marfrig em 2018 tentaram influenciar Ibovespa

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) analisa um processo administrativo sancionador que apura se operações envolvendo ações da Marfrig Global Foods, MRFG3, em 2018 criaram condições artificiais de demanda, oferta ou preço dos papéis para tentar manter a companhia na carteira do Ibovespa.

O processo envolve a empresa MMS Participações Ltda., Marcos Antonio Molina dos Santos, controlador da empresa, e Tang David, que à época era diretor da Marfrig.

Segundo a acusação, entre março e agosto de 2018, a MMS realizou sucessivas rolagens antecipadas de contratos a termo de ações da Marfrig, reduzindo de forma significativa o prazo das operações.

De acordo com o documento, a suspeita é de que a estratégia tenha sido utilizada para aumentar artificialmente o Índice de Negociabilidade, conhecido como IN, das ações e evitar a exclusão da companhia do principal índice da bolsa brasileira.

Antes do período investigado, entre janeiro e julho de 2017, a MMS mantinha uma posição comprada a termo de aproximadamente 17,85 milhões de ações MRFG3. As rolagens ocorriam, em média, a cada 288 a 300 dias.

Já entre março e agosto de 2018, período considerado crítico para o rebalanceamento do Ibovespa, o prazo médio das operações caiu para cerca de 40 dias. Em alguns casos, os contratos chegaram a ter apenas 16 dias, que era o prazo mínimo permitido pela B3.

No período, o volume total girado chegou a 79,5 milhões de ações MRFG3. A área técnica da CVM estima que o excesso de demanda e oferta considerado artificial alcançou cerca de R$ 425,15 milhões, equivalente a aproximadamente 59,01 milhões de ações, considerando o preço médio de R$ 7,2045.

A acusação também aponta que a MMS assumiu perdas financeiras ao liquidar antecipadamente contratos que tinham vencimentos mais longos e, em seguida, realizar novas operações com prazos menores. Para a área técnica, esse comportamento indicaria ausência de racionalidade econômica e reforçaria a hipótese de artificialidade.

Um dos principais elementos utilizados na investigação são gravações telefônicas obtidas junto à BSM e às corretoras Bradesco, Fator e Santander. Nos diálogos, Tang David teria solicitado repetidamente que as operações fossem realizadas com contrapartes de outras corretoras, chamadas de operações “fora de casa”.

Em uma conversa de abril de 2018, Tang teria explicado que precisava aumentar o IN para manter a Marfrig no índice e que operações realizadas diretamente dentro da mesma corretora não teriam o efeito pretendido.

Em outro diálogo, com um operador do Bradesco, Tang teria mencionado que a Marfrig estava próxima do percentual de corte para permanecer no Ibovespa. Segundo a acusação, ele afirmou que havia conversado com seu “patrão”, identificado como Marcos Molina, e que havia decidido rolar 10 milhões de ações em três etapas para tentar melhorar o índice de negociabilidade.

A área técnica da CVM afirma que os diálogos também indicariam uma divisão de funções entre os acusados. Tang seria responsável por negociar taxas, definir prazos e buscar contrapartes em outras corretoras, enquanto Marcos Molina teria a função de autorizar a estratégia e transmitir as ordens finais.

A acusação sustenta ainda que, depois do período de rebalanceamento do Ibovespa, a atuação considerada atípica deixou de ocorrer. A partir de setembro de 2018, a MMS teria voltado a trabalhar com prazos próximos da média histórica de 300 dias.

Defesa

Marcos Molina e a MMS negam que as operações tenham sido artificiais e afirmam que havia uma justificativa econômica para as rolagens antecipadas.

Segundo a defesa, as operações estavam relacionadas às mudanças nas regras da B3 sobre limites de concentração de posições em aberto. A estratégia, de acordo com os acusados, tinha como objetivo liberar caixa e manter a posição estratégica da MMS na Marfrig pelo menor custo possível.

A defesa também sustenta que realizar as operações “fora de casa” não teria influência sobre o cálculo do Índice de Negociabilidade utilizado pela B3. Os advogados citam ainda uma investigação arquivada pela BSM, que teria concluído que as operações da MMS foram indiferentes para a permanência da Marfrig no Ibovespa.

Outro argumento apresentado é que o aumento efetivo da liquidez das ações no período teria ocorrido principalmente após a divulgação de um fato relevante sobre a aquisição do controle da National Beef Packing Company (indústria frigorifica dos Estados Unidos), e não em razão das operações realizadas pela MMS.

Tang David, por sua vez, nega ter sido responsável pela estratégia ou ter poder de decisão sobre as operações. Ele afirma que apenas ajudava Marcos Molina, de forma pontual, a negociar as melhores taxas de juros com as corretoras.

Sobre a orientação para realizar negócios “fora de casa”, Tang argumenta que a expressão era utilizada como estratégia comercial para negociar condições financeiras mais favoráveis, e não com a intenção de influenciar o Ibovespa.

O processo foi distribuído ao diretor João Accioly, que foi designado relator em abril de 2024. O caso teve a pauta publicada em 30 de julho de 2026. O relatório do processo foi assinado pelo relator em 25 de agosto de 2026.

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Estudante da UFRJ que teria feito apologia ao nazismo é agredido dentro da universidade


Um aluno da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi agredido por outros estudantes dentro da universidade na noite de terça-feira (25) após ter feito suposta analogia ao nazismo.

O caso aconteceu nas dependências do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e do Instituto de História (IH), no Centro do Rio. Diante da gravidade do episódio, a UFRJ informou que determinou a instalação de uma comissão de sindicância para apurar os fatos.

A UFRJ disse ainda que, independente do ocorrido, repudia a suposta ação do universitário e também a de seus pares.

“A universidade repudia manifestações de apologia ao nazismo, ao fascismo, ao racismo, ao antissemitismo, ao machismo e a todas as formas de intolerância e discriminação. Reafirma, ao mesmo tempo, que agressões físicas e outras formas de violência não podem ser admitidas como resposta a provocações, conflitos ou divergências”, escreveu.

Segundo vídeos publicados na internet, o aluno teria usado uma camiseta da banda britânica Death in June, que utiliza símbolos, nomes e uniformes militares associados ao movimento político que governou a Alemanha entre 1933 e 1945 sob a liderança de Adolf Hitler.

Nas imagens, é possível ver um grupo de estudantes cercando o universitário, xingando e o agredindo. As direções do IFCS e do Instituto de História informou que vêm mantendo diálogo permanente com estudantes. “Conversamos sobre as representações de como enfrentar situações de provocação e intolerância, preservar o ambiente universitário e evitar a escalada de conflitos”, informou.

A UFRJ afirmou ainda que na quarta-feira (26) começou um trabalho intensificado com novas reuniões com os estudantes. “O episódio será apurado com rigor, responsabilidade e respeito aos direitos de todos os envolvidos”, finalizou.



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Depoimento de Vorcaro à PF é adiado após problemas técnicos


O depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro à Polícia Federal (PF) previsto para esta quinta-feira (27) foi adiado após problemas técnicos na transmissão. Ele seria ouvido sobre a suspeita de cooptação de servidores do Banco Central. Vorcaro prestaria depoimento por meio de videoconferência de dentro do presídio da Papudinha, onde está atualmente detido.

Segundo a defesa, houve problemas na conexão à internet que impediram o andamento do depoimento. Por isso, a oitiva deve ser adiada para uma nova data, ainda a ser definida. Esse seria o primeiro depoimento de Vorcaro após ter sua delação premiada rejeitada pelos investigadores. O banqueiro pretendia responder às perguntas da PF.

Há duas semanas, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, disse em depoimento à Polícia Federal que a autarquia passou por “vazamentos sistemáticos de informações internas” envolvendo os processos de análise do Banco Master e afirmou que ele e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, “não confiavam em ninguém naquele momento”.

Aquino foi ouvido pela PF na condição de testemunha em um depoimento sigiloso no dia 25 de maio, para aprofundar as investigações sobre suspeitas de corrupção de dois subordinados seus no Banco Central, Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza.



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Caso Nardoni: STJ julga pedido para que Alexandre e Anna Jatobá voltem à cadeia


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou a julgar nesta quinta-feira (27) um pedido para que Alexandre Nardoni e Anna Jatobá voltem ao regime fechado.

O pedido de mandado de segurança foi feito pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+. O casal foi condenado pelo assassinato de Isabella Nardoni em 2008, o que sempre negaram.

O julgamento será de maneira virtual de 27/08 até 02/09, com relatoria do ministro Ribeiro Dantas. Ambos respondem em regime aberto.

Isabella Nardoni foi jogada do sexto andar do prédio onde morava o pai, na zona norte de São Paulo, em 2008, quando tinha apenas cinco anos.

A investigação apontou que Isabella foi agredida, esganada e asfixiada pela madrasta. Alexandre teria cortado a rede de proteção da janela e jogado a menina, que morreu após a queda.



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Ex-policial civil é preso suspeito de atirar em carros na zona leste de SP


Um ex-policial civil, de 39 anos, foi preso na quarta-feira (26), suspeito de atirar contra veículos na zona leste de São Paulo e deixar três pessoas feridas. A sequência de ataques ocorreu entre a manhã de terça-feira (25) e a quarta-feira.

Segundo a polícia, o suspeito usava um carro para se aproximar dos veículos, abaixava o vidro e efetuava disparos. Durante a ação, os policiais apreenderam uma pistola que teria sido usada nos crimes, além de munições e simulacros de arma de fogo. A identidade do homem não foi divulgada.

O homem foi localizado em um apartamento na Vila Matilde por policiais civis do 24º Distrito Policial (Ponte Rasa). O autor dos disparos foi identificado após um casal procurar ajuda em uma base da Polícia Militar após ser alvo do ataque enquanto trafegava pela Rua Sinanduva. As vítimas relataram que estavam sendo seguidas por outro veículo.

A partir das informações fornecidas pelo casal, os policiais conseguiram identificar o suspeito, descobrir seu paradeiro e localizar o veículo utilizado na ação. Durante a apuração, a equipe também encontrou indícios de que o homem estaria envolvido em outros dois casos.

Uma mulher de 73 anos foi atingida por um disparo na perna enquanto estava no banco dianteiro de um veículo, no Parque São Jorge. O carro em que ela estava foi atingido por pelo menos três tiros na Estrada Velha da Penha.

Em outra ocorrência, uma mulher de 54 anos teve o carro atingido por cinco disparos na região da Vila Matilde. Ela não se feriu. Os dois casos foram registrados no 30° DP (Tatuapé).

A identificação do suspeito contou ainda com o cruzamento de informações realizado pela 5ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), da 5ª Delegacia Seccional. Dados obtidos em outras investigações foram compartilhados com a equipe responsável pelo caso e contribuíram para a localização do investigado.

A pistola apreendida será submetida a exame pericial para verificar se foi utilizada nos crimes. Os policiais também encontraram um simulacro de fuzil e um simulacro de pistola no carro do investigado, além de munições no apartamento.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e posse ilegal de arma de fogo no 24º DP da Ponte Rasa.



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